quarta-feira, setembro 17, 2008

Começou a Champions League...

O meu onze...

(lanço o desafio a quem aceitar o desafio...)

segunda-feira, setembro 15, 2008

Last man standing...

Se não houvesse homens no mundo, as mulheres seriam mais felizes?


E se só houvesse um?




Uma última questão que lanço para as estrelas....


Este é, sem dúvida, um dos meus livros preferidos de sempre. Sim, é uma visão particular. Sim, é a visão de um homem. Sim, é em BD. Mas mais do que tudo isso, é uma reflexão sobre o ser humano, sobre o desequilíbrio e a complementaridade das espécies. É uma reflexão existencial sobre a inexistência. É, acima de tudo, um exercício profundo sobre a vida.
E não, não seria o Paraíso se fossemos o último homem à face da Terra!
Leiam... se tiverem coragem.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Fiquei de gatas...


Ainda se conseguem contar histórias inocentes.
Uma ode à beleza feminina (onde não poderia faltar este exemplar), a magia do sonho e da fantasia, a sensualidade, que torna tudo mais sublime, e a comédia que vai do simples olhar à fenomenal presença do maior cromo do cinema, a seguir ao Napoleon Dinamite: o empregado do supermercado que é "mestre" de kung fu.
Nice! 

terça-feira, setembro 09, 2008

Ei! Deixem o meu fim-de-semana em paz...


Acho que me tornei adepto das guesthouses...
A primeira experiência foi aqui. Recomenda-se.

terça-feira, setembro 02, 2008

Aprende-se tanto com uma canção...


“...The taste of her cherry chapstick...”*

Chapstick lesbian vs. Lipstick lesbian
Butch vs. Femme
Stone butch vs. Soft butch
Stone butch vai bem com uma Stone Femme
Stone femme é o mesmos que dyke, femme, receiver 
e muito, muito mais... 
(fonte: wikipedia)

*Katy Perry - I Kissed A Girl

sexta-feira, agosto 29, 2008

O passo seguinte...

O que têm estas personagens em comum?







Em resposta à little star, depois de ver o último Hellboy, retive uma questão: O que faz um homem querer voltar a viver?...

Podia deixar o assunto por aqui... mas apetece-me reflectir mais um pouco.
A questão do medo está a ganhar uma dimensão absurda. A ideia de família está a ser completamente deturpada pela necessidade tónhó de sermos jovens para sempre. Toda a gente quer ser livre, toda a gente quer ser independente, mas toda a gente é filho(a) de alguém. Ou seja, todos nós demos trabalho a alguém para estarmos aqui e ninguém quer ter o mesmo trabalho porque dói muito, custa muito dinheiro, já não se pode sair à noite, perdem-se os amigos, cai-nos a pila ou as mamas, tornamo-nos vegetais e por fim, sempre com muito medo dos monstros que trouxemos ao mundo, temos a coragem heróica de nos suicidarmos.
Esta visão medrosa de algo que é natural aos seres vivos(!), está a criar sociedades envelhecidas, com grandes saltos de gerações, famílias disfuncionais (porque quanto mais velhos, menos paciência têm para aturar os mais novos), um futuro de pessoas sós (resultado de casais que, por estarem tão habituados a ter uma vida de rambóia, não conseguem superar a presença de uma terceira pessoa no seu núcleo e desistem um do outro deixando, na maior parte das vezes, os filhos à responsabilidade das mães, que depois são umas valentes/coitadinhas por conseguirem sobreviver sozinhas com um filho nos braços), pessoas sem alguém para partilhar as suas memórias (porque tudo é vivido no momento), idosos à base de viagra e idosas com corpos turbinados mas com disfunções psicológicas profundas, mais depressão, menos relações e menos partilha de sentimentos. Aliás, duvido que num futuro próximo ainda alguém acredite em sentimentos, já que não se podem comprar, não se podem vestir, não se podem comer, nem sequer se podem ver. Ter sentimentos vai passar a ser brega.
Apesar de estar aqui com este discurso, assumo que ainda não me sinto preparado para dar o passo que estes super-heróis deram, mas acho que a definição de coragem é mesmo essa. Ir à luta. Não desistir. Sabemos que não vai ser fácil mas ainda assim seguimos em frente pelo meio das lâminas rotativas, do kriptonite e das hipóteses impossíveis. Podemos não fazer muitas mais escavações em túmulos assombrados, podemos não fazer tantos salvamentos de boings 747, podemos não enfrentar tantos exércitos magalómenos... mas podemos criar uma nova geração de heróis, uma nova equipa de indivíduos brilhantes. E se isso não acontecer, se criarmos um mutante disforme com instintos assassinos, sempre é melhor termos um vilão do nosso lado do que contra nós.
Por tudo isto, a minha resposta à pergunta do filme é: A esperança num futuro melhor.

quarta-feira, agosto 27, 2008

My eyes...

Uma pequena incursão por um mundo que não é meu...









Obrigado, ponta de lança.

sexta-feira, agosto 22, 2008

quinta-feira, agosto 21, 2008

Já percebi porque é que estou sem ideias...

... porque fugiram todas para aqui!

O que dizer? Mais um grande filme de animação da casa do candeeiro saltitão. Mais uma história apaixonante. Mais personagens que nos inspiram. Poucos diálogos. Muito trabalho de ourives no processo de animação. Um método de realização inovador (tipo reporter de guerra, principalmente nas cenas passadas na Terra). E mais um filme que vou ter inevitavelmente de comprar para, um dia mais tarde, mostrar aos meus filhos.
Houve momentos em que voltei a sentir as mesmas emoções de quando vi o E.T. pela primeira vez. Aliás, as parecenças fisionómicas são evidentes.
No mínimo, inesquecível.

terça-feira, agosto 19, 2008

Ignição...


Preciso de escrever. Não posso pensar. Escreve. Escreve. Escreve. O tempo passa mais depressa se eu continuar a escrever. Palavra atrás de palavra. Estou sem ideias. Estou sem palavras. Preciso de estimular o cérebro. Preciso de imaginar. Imagina. Imagina. Imagina. Uma estória, um conto, um piropo, qualquer coisa. Uma ideia. Uma simples ideia. Algo que possas contar a alguém. Algo que seja belo. Esquece. Não precisa de ser belo. Isso, contradiz-te a ti mesmo. Vai pela contradição. Mas contradizer o quê? Ainda não disse nada. Não faz mal. Sê do contra. Ser do contra dá boas ideias. Não. Não consigo. Contradizer o nada é chegar ao nada mais depressa. O meu cérebro parece adormecido. Preciso de novas inspirações. Preciso de me identificar com o que faço. Preciso de um rumo. Preciso de ter um objectivo. Preciso de um ponto de partida. Preciso de puxar por mim. Preciso de me aventurar. Preciso de arriscar. Preciso de ter coragem para ter o que preciso. Preciso de viver mais, ler mais, ver mais, fazer mais, querer mais. Preciso de ser mais. Estou-me a tornar num clichê. Num tuga contaminado pela tuguice. Num mal falante, irritadiço, queixinhas, pessimista, ignóbil, número insignificante, projecto de trabalhador precário, com lugar marcado nas filas do posto de saúde e nos balcões da segurança social. Num velho barbudo que fala no jornal das oito contra tudo e todos. Num verme que faz mais por não fazer. Num típico comodista que nada faz e tudo diz. Num poço sem fundo de intenções por cumprir. Num idealista que sonha com algo brilhante mas que se contenta com a palmadinha nas costas. Não posso deixar-me cair nesta armadilha. Nesta vidinha. Nesta almofada de penas. Sou alérgico às penas. Tenho de espirrar. Tenho de espirrar. Tenho de espirrar. Tenho de cuspir este veneno que me paralisa. Tenho de me activar. Tenho de acreditar naquilo que faço. Acreditar. Crer. Querer. Estou a ficar para trás. Isso é que não. Isso é que não...

Imagem: EDIE HARPER "Crazy Cat/Crazy Quilt"

segunda-feira, agosto 18, 2008

Obrigado...


Legenda (na pedra maior): EQUIPA 08
Praia de Odeceixe


quinta-feira, julho 31, 2008

Hehe...heh...heihhe...heoh...


HAhAHhhahHEhhehohaHihHOaHOhaheihiahoha...... férias...

quarta-feira, julho 30, 2008

Contratações...

Cheio de "ganas", o Benfas não pára de contratar. Pouco a pouco, flor a flor, vamos angariando gente suficiente para organizar uma mini-maratona (ou um bike tour) na ponte sobre o Tejo. Com este andamento, seremos mais do que 6 milhões... dentro do campo!
Mas sendo o Quique, um gajo que se esforça mais por ter um bronzeado homogéneo do que ter uma equipa homogénea, não iria demorar muito até ele cuidar daquilo que é realmente importante numa equipa de futebol de alta competição: o balneário.
Aqui fica a sua última contratação.

segunda-feira, julho 28, 2008

Não é joke nenhuma...

Depois de uma semana difícil, a questão impunha-se:

Mas depois de ver este filme, a seriedade transformou-se em emoção, espanto, assombro e finalmente, admiração.
Não é só hype. O Ledger merece mesmo o óscar! Fdx, merece dois ou três, tal é a esquizofrenia. Sabem quando nos dizem que algo vai ser bom e depois é ainda melhor? Foi isso mesmo. E não soube a pouco. Foram quase três horas (com intervalo pelo meio) de intensidade, densidade, complexidade e cinema de super-heróis e super-vilões sem necessidade de super-efeitos especiais. O maior efeito especial é, sem dúvida, o argumento.
Este é o novo líder na minha tabela de filmes baseados em BDs.
Numa palavra (repetida): Intenso! Intenso! Intenso!

*sorry little star...

sexta-feira, julho 25, 2008

Outstanding friday...

Mesmo não sendo, vou tentar que seja...

quinta-feira, julho 24, 2008

quarta-feira, julho 23, 2008

Fucking wednesday...

Go to keep my cool. Go to keep it together...

terça-feira, julho 22, 2008

Damn tuesday...

Eu vou conseguir... eu vou conseguir...

segunda-feira, julho 21, 2008

Bloody monday...

Hoje sinto-me assim...

quinta-feira, julho 17, 2008

Por uma boa causa...


A t-shirt ambientalista... para quando está um calor do caralho! (perdoem o meu francês...)

segunda-feira, julho 14, 2008

Kung Fu Panda...


"Yesterday is History. Tomorrow is a mistery. Today is a gift... that's why it's called Present!" - Master Oogway
Este fim-de-semana levei tareias de vária ordem...

sexta-feira, julho 11, 2008

Ontem... no Optimus Alive!

Isto...

(gogol bordelo - momento alto: sequência alucinante em que partiu a corda de uma viola, atirou a viola ao chão, e seguidamente partiu a corda da segunda viola, continuando a tocar, com a corda partida pendurada. Ah, cigano!)
+ isto...

(the hives - momento alto: o vocalista prometeu foder dois gajos que estavam na plateia depois do concerto. Depois de o ver a mandar beijinhos para o ar, ninguém duvidou!)
+ isto...

(rage against the machine - momento alto: música dedicada a José Saramago, "nascido em Portugal mas agora um cidadão do mundo". Saramago, o Ché português?)
+ isto...

(6 horas de moches - momento alto: as miúdas que foram à luta. E giras!)
= a isto...

(fdx - não se vê, mas estou com um sorriso nos lábios. Grande noitada!)

quarta-feira, julho 09, 2008

Entre os postes...


Enfim, ando a fazer "desporto".
Mais ou menos como os vidros dianteiros dos carros fazem desporto com os mosquitos nas auto-estradas, tal como as carnes ossadas fazem desporto com os cutelos nos balcões dos talhos ou assim como as paredes fazem desporto com as camas de madeira bambuleantes nas casas antigas.
Basicamente, levo com bojardas em várias partes do corpo.
Até agora: 1 dedo partido.
Nada mau.

terça-feira, julho 08, 2008

O leão de Saias...


"mas": não é por rugires que te tornas leão...

segunda-feira, julho 07, 2008

Tell your weekend to stop staring at my eyes...


“A faculdade de granjear amizades é de longe a mais eminente entre todas aquelas que contribuem para a sabedoria da felicidade.” – Epicuro, filósofo grego

quinta-feira, julho 03, 2008

Palavras para quê?


Tive todo o gosto em assistir a esta performativa!...

terça-feira, julho 01, 2008

Incredible green... shit!


Ontem fui ver o novo filme do Hulk. (ok, acabei de perder todo o sex appeal que me restava...)
Saí com uma opinião: o filme, que não se chama “Hulk 2”, “Hulk Regressa” ou “Hulk Vai Lavar As Mãos Que o Jantar Está Na Mesa”, foi feito por causa dos últimos 2/3 minutos. Ponto final. Quase duas horas de filme porque alguém se lembrou de um diálogo com 4 frases que, a intenção, é antecipar outro(s) filme(s). Diga-se que, se o filme fosse bom, os últimos 2/3 minutos teriam provocado um orgasmo precoce a qualquer geek enfezado que estivesse já um pouco triste por perceber que o filme estava perto do fim. Mas como o filme foi uma green shit, digamos que aquele momento final foi como um orgasmo sem ejaculação (para os menos informados, isto existe!).
A minha reacção negativa a este filme baseia-se muito naquilo que senti em relação ao anterior, realizado pelo Ang Lee. Esse filme, um dos melhores filmes baseados em banda-desenhada de sempre(!), explorava a essência de um personagem que, basicamente, sofre do síndroma Dr. Jekyll and Mr. Hyde (aliás, foi essa a inspiração por detrás da criação do Hulk nos anos 60) mas que é tão complexo e tão intenso ao nível das emoções que o atormentam, que acaba por ser um monstro que realça, sobretudo, a dificuldade de se ser humano. Para além disso, o filme inovava em termos de realização (inspirada nas mutações radioactivas, inerentes ao personagem principal), storytelling (com várias imagens em simultâneo no ecrã, tipo 24h), na ligação entre planos e cenas e, principalmente, na tentativa de mostrar uma realidade credível, ainda que dentro do género. Algo como o que também foi conseguido recentemente com o filme do Homem de Ferro.
Este novo filme, para além de não trazer nada de novo (a não ser o “cameo” da brasileira mais formidável do actual panorama telenovelesco), é apenas mais um daqueles filmes de banda-desenhada que, quem não gosta de banda-desenhada, vai ver e diz: “Pois, por isso é que eu não gosto destes filmes. É só explosões, rugidos, violência gratuita, sequências intermináveis de lutas e perseguições sem conteúdo, um romance lamechas metido à pressão, sem mensagem nenhuma, etc, etc... Nunca mais venho contigo!” Por isso, até foi bom eu ter ido sozinho.

Nota: Dificilmente irei novamente aos cinemas do El Corte Inglês. Para além de ter pago mais por um pacote pequeno de pipocas e por uma bebida pequena do que pelo bilhete do cinema, consegui acabar com os meus mantimentos antes do filme começar, tal foi a quantidade de anúncios e previews de outros filmes. Goddamit!

quinta-feira, junho 26, 2008

Música que dá vontade de abraçar...


Já que estamos numa onda musical, aqui está a música que já dediquei à gatinha que mais amo. Eu sei que é uma balada "r&b" e que, nestas músicas, até os gangster rappers são os cãezinhos mais dóceis, mas o que é certo é que esta toca questões que são realmente relevantes para mim e que me fazem perceber que o amor, ao contrário do que se procura cada vez mais na sociedade actual, não é o agora, é o depois.

"Lately you've been, questioning
If I still see you the same way
'cause through these tryin years
We've, more then both physically changed

Don't you know you'll always be the most
Beautiful woman I know
So let me reassure you darling, that
My feelings are truly unconditional, see

I'll love you when you hair turns gray, girl
I'll still want you if you gain a little weight, yeah
The way I feel for you will always be the same
Just as long as your love don't change

No, I was meant for you, and you were meant for me, yeah
And I'll make sure that I'll be everything you need, yeah
Girl the way we are is how it's gonna be
Just as long as your love don't change

'cause, I'm not impressed, more or less
By them girls on the tv and magazines
'cause honestly I beleive, that
Your beauty is way more than skindeep

'cause everything about you makes me feel
I have the greatest gift in the world
And even when you get on my last nerve
I couldn't see myself being with another girl

I'll love you when you hair turns gray, yeah
I'll still want you if you gain a little weight, yeah
The way I feel for you will always be the same
Just as long as your love don't change,

No, I was meant for you, and you were meant for me, yeah
And I'll make sure that I'll be everything you need, yeah
Girl the way we are is how it's gonna be
Just as long as your love don't change

So, don't waste your time
Worry about
Small things that ain't relevant to me
'cause, to my, understanding, you're all I want and need

See, what I'm done say is I'm here to stay
And as long as you love doesn't change, for me
Baby, darling I swear, that I, I swear I ain't goin' nowhere

I'll love you when you hair turns gray, girl
I'll still want you if you gain a little weight, yeah
The way i feel for you will always be the same
Just as long as your love don't change,

I was meant for you, and you were meant for me, yeah
And i'll make sure that i'll be everything you need, yeah
Girl the way we are is how it's gonna be
Just as long as your love don't change"

Musiq Soulchild
Dontchange

sexta-feira, junho 20, 2008

Ando com uma orquestra na cabeça...



Nunca consegui escrever em silêncio. Tenho demasiados pensamentos para que consiga ter sossego suficiente para seguir um racioncínio. Ponho em questão tudo o que escrevo à medida que vou escrevendo. Para mim, escrever em silêncio é uma guerra épica contra as vozes que falam no interior dos meus ouvidos. E eu tenho/oiço demasiadas vozes. Já para não falar nos barulhos insurdecedores produzidos pelo bicho da madeira, pelo vento na janela, pelos passos dos vizinhos, pelo frigorífico, pelo pó a colar-se aos móveis, pelos pêlos a crescer no corpo e pelo eco do silêncio.
Tudo isso me distrai.
Por isso, sempre que escrevo tenho de estar de fones nos ouvidos e a música tem de ser suficientemente serena para não me atrapalhar os pensamentos, suficientemente complexa para eu não me farte de a ouvir depois de dois ou três loops e que seja cantada por uma voz tão inebriante que deixe a minha imaginação trilhar caminhos surpreendentes.
Exemplos constantes na minha lista são Radiohead, Rufus Wainwright, Badly Drawn Boy, Feist, Joni Mitchel, Jill Scott, Musiq, John Legend, Kanye West, Phoenix, Snow Patrol, Coldplay, Rita Redshoes, David Fonseca, JP Simões, Dead Combo e alguns lounge mixes e etc.
Mas recentemente, na lista dos mais tocados, está uma banda que oiço quando escrevo, quando não escrevo e que assobio quando não estou a ouvir: Beirut



Pelo que percebi, já muita gente ouviu falar desta banda americana, mas para mim foi uma daquelas surpresas que parecem não parar de surpreender a cada audição desta "musical assemblage". Pensem nas melodias de um Emir Kusturica & No Smoking Orchestra a 33 rotações e com uma voz que parece saída de um conto de fadas e que nos embala para um mundo de boémia melancolia. É o que estou a ouvir enquanto escrevo estas palavras...

quinta-feira, junho 19, 2008

É a falta de cultura, estúpido!


À conta do Jornal Público ando a descobrir os clássicos.

quarta-feira, junho 11, 2008

Finalmente, um desporto à minha "dimensão"...


Quando não se tem nada para dizer, basta pisar uma pequena poça de lodo na internet e descobrem-se coisas que nos desarmam.

Eu até ando com vontade de fazer um desporto qualquer. Talvez isto seja a solução.
Para todos vós, meninos e meninas, origamis penianos!

Eu já sei fazer este...

segunda-feira, junho 02, 2008

Amy a afogar-se no Rio...


Gosto de tascas.
É uma tara minha.
Gosto de tascas, de todo o conceito orginal, do balcão em aço inox, sempre húmido, onde os copos deslizam de mão em mão, das mesas desengonçadas onde só se sentam duas pessoas e meia, da montra de bebidas espirituosas para consumo exclusivo da casa, do cheiro constante a álcool que atrai as moscas e afasta as melgas, dos donos, o senhor ou a senhora de bigode, que passam o dia a limpar copos e que todos tratam por tu, dos clientes habituais que vêem a vida através do fundo das garrafas, dos diálogos que são apenas monólogos, dos olhares vagos e, sobretudo, das vozes. Adoro as vozes. Aquelas vozes que já vêm apodrecidas do goto, que apenas conseguem falar em segredo mas que, com um penálti ou dois bem marcados, são audazes o suficiente para trautear uns fadunchos ou uma baladas das antigas. Não há nada melhor que um bom fado castiço, cantado por uma voz quebrada à beira da obliteração.
Por essa razão, quando oiço alguém dizer que a Amy Winehouse tem uma bela voz, penso para mim que também o Sr. Xico, da Tasca do Zé, em Alcântara, e o Sr. Felisberto Caracol (nome verdadeiro) do Cantinho Saloio, ali para os lados de Alverca, também teriam talento suficiente de estar no Palco Mundo do Rock In Rio, se ao menos alguém apostasse neles...
Mas acho que sei porque é que estas boémias estrelas de becos e vielas nunca conseguiriam tal façanha: nenhum destes perdidos da fé é viciado na maldita cocaína e, por conseguinte, não possuem "star quality".
Se vivesse em Lisboa e se chamasse Amélia Adega, a Amy Winehouse nem conseguiria encher as três mesinhas do canto da Tasca da Ti Albertina, no Bairro da Mouraria. Ninguém teria estômago para aguentar tal decadência...