quarta-feira, janeiro 19, 2011

Avé César...

A única obra integral que desejo ter...

("Estudante universitária."; "Em que universidade?"; "Na da vida."; "Olha minha filha, toma lá para pagares as propinas... e volta cá quando tiveres acabado o curso.")

terça-feira, janeiro 18, 2011

Querer mais...


Podia ser tanto e acabou por ser muito pouco. Um daqueles filmes sobre o que leva uma pessoa a pular a cerca, com a novidade de se ver a perspectiva masculina e a feminina ao mesmo tempo, que efeito tem em ambas as partes e que resultado provoca.
No entanto, a meu ver faltou uma catártese, tanto no início como no final (apesar de ser um bom final). Falta a razão de ser e de não ser, para além da história ser brutalmente mais condescendente para com o lado feminino da questão, atribuindo-lhe salvação mesmo quando ela não a merece. Há coisas que não batem certo e que nos fazem ficar presos em diversas questões do filme, não dos deixando correr com ele de mão dada pelas ruas de Itália e Marrocos. É uma história de traição, desamores e paixões treslocadas, mas que acaba por ser demasiado saltitona, tendenciosa e pouco densa. Mas a intenção está lá e a mensagem está lá, só o título é que é quase demasiado bom para o filme.
Sobre este tema, ainda está para chegar um filme melhor que este:

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Mega Tron...


Este filme é simplesmente cool!
E, tal como todos os outros filmes que já vi em 3D, não precisa do 3D para nada.
Um filme de ficção científica com todas as qualidades "old school", que nos dá vontade de voltar atrás no tempo e ter aquela sensação que a internet e os computadores são utopias do futuro, tal como sentiram aqueles que viram o primeiro filme da saga em 1982 (que pode ser visto aqui!)
E pergunto-me se os Daft Punk sabiam que tinham nascido para fazer esta banda-sonora. Até nos fazem acreditar que eles foram os primeiros a atravessar o portal daquele universo para a nossa realidade...

Não é genial, mas é mega fixe!

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Nua e crua...


Mais uma experiência para riscar da minha "to do before you die list"... :)

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Consistência...


Há mulheres que são inevitavelmente desejadas. Há mulheres que são desejadas no momento em que entram numa sala. Há muitas mulheres bonitas, mas não é dessas que falo, apesar da maior parte das mulheres desejadas serem bonitas. Falo das mulheres que atraem o desejo dos outros (homens e/ou mulheres) só pelo brilho que têm, pela aura, pela presença, por uma simples benece natural. Há mulheres que se apercebem disso e são raras as que tentam ocultá-lo. Há outras que, por não se aperceberem disso, acabam por ainda ser ainda mais especiais e complicar mais as coisas para elas e para os homens que as rodeiam. As mulheres que têm esse dom e que não se apercebem, correm o risco de serem mal interpretadas, isto porque, não se apercebendo do seu impacto, e ao darem um pouco mais da sua disponibilidade, da sua simpatia e até da sua intimidade, podem ser vistas como alguém que está a retribuir o desejo que lhe é inevitavelmente atribuído. Isso cria complicações a nível emocional, relacional e até no seu quotidiano pessoal e profissional. Porque as mulheres inevitavelmente desejadas, são-no todos os dias, faça chuva ou faça sol.
É por isso, por saber que essas mulheres existem, que nunca quis ter uma relação com nenhuma. Não tenho autoconfiança suficiente em mim próprio para partilhar o espaço com alguém que é constantemente alvo de desejo, assédio, fantasias e afins. Não que tenha nada contra isso, mas prefiro estar com alguém que convoque o desejo dos outros do que com alguém que o provoque inevitavelmente. Prefiro alguém que seja bonita (e por isso não as quis misturar com as desejáveis) mas que seja subtil, discreta, que seja atraente sem ofuscar ninguém e que, acima de tudo, desperte a curiosidade (sem revelar tudo de uma vez só).
Dei-me conta desta ilação quando estava ainda na adolescência. Não invejava os "bad boys" que namoravam com as miúdas mais giras porque a minha baixa autoestima sempre me fez crer que eu não seria capaz de igualar o estatuto quase divinal de tais raparigas para manter uma relação com alguém que desse muito nas vistas. Não que eu fosse ciumento ou possessivo. Nunca tive esse sentimento em relação a nada. Simplesmente nunca gostei de ostentar riqueza. Se há futilidade em algumas mulheres, esta é, para mim, a suprema futilidade dos homens. Naquela altura, namorar significava apenas uma coisa: ter paciência para aturar a namorada. E eu não tinha. Os "bad boys" também não (e tratavam-nas mal) mas isso parecia chatear-me mais a mim do que a elas. Eu não teria feitio para tratar mal ninguém só para dizer que andava com uma miúda gira. Por isso passei simplesmente a "curtir" com as raparigas que me atraíam fisicamente e a criar grandes amizades com as raparigas que me despertavam curiosidade intelectual, sem namorar com ninguém. Foi aí que percebi que começava a surgir em mim um medo de assumir relações com mulheres demasiado espampanantes. Mas penso que isto acontece com a maioria dos homens. Todos gostam de ver carros desportivos nas revistas, mas a maior parte sabe que se guiasse um, certamente iria enfiar-se na primeira árvore. O mesmo acontece com as mulheres das revistas e do cinema. Todos as veneram, mas muitos poucos as suportariam por mais de dois dias. Eu não conseguiria porque, a partir do momento em que a imagem perfeita se dissipasse, não restaria nada, nem a curiosidade.
Este entrelaçado de observações e psicanálise, surgiu na sequência de um dos programas "O amor é", do Prof. Julio Machado Vaz, na Antena 1. O tema era o crescente número de mulheres divorciadas e a interlocutora mencionou o facto de, antigamente, os casamentos serem arranjados pelos pais (como ainda acontece em algumas culturas). Dizia ele: "Minha cara, tocou num ponto fundamental. Eu compreendo os divórcios, até porque eu próprio sou divorciado, mas antes os casamentos duravam porque eram baseados num contrato, numa intenção assumida de juntar duas famílias, fosse por interesse financeiro ou outro interesse qualquer. Esse era o ponto de partida e havia muito respeito por essa decisão. Depois, se o casal se desse bem, melhor ainda. Se não se desse bem, teriam de resolver as suas questões de forma a conseguirem conviver um com o outro até ao fim dos seus dias. Actualmente casa-se por amor. É algo muito mais subjetivo e volátil. Porque assim que se pensa que o amor acabou, por uma situação ou outra, é muito fácil acabar-se com qualquer casamento."
Curiosidade, desejo, sexo, amor. Tudo isto me fez pensar na consistência dos sentimentos...

terça-feira, janeiro 11, 2011

Give me head...

Há quem veja séries de pessoas a emagrecer para fazer exercício. Para mim, esta é a série que me ajuda a definir os abdominais...

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Top toy...

Para Quentim Tarantino, este foi o melhor filme de 2010:

Se o tigre Tarantino ficou rendido a este conto "infantil", imaginem um gatinho como eu. Confesso: nunca chorei tanto a ver um filme. A última vez que tal me acontecera foi com outro filme da Pixar: "Monsters Inc.". Há magia naquela empresa. A par dos Ghibli Studios, são as duas produtoras de filmes que mais compreendem a essência de uma história, mais do que simples cinema. Não se perdem em mensagens meramente moralistas. As personagens têm todas uma alma própria. E só se fazem filmes se houver uma razão para os fazerem. Por isso tocam tantas pessoas de uma forma tão forte.
Ainda assim, para mim também teria sido o melhor filme de 2010... não fosse ter aparecido este:

Damn! I still shiver...

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Got an "S" in (front of) my chest...


Depois da carroça do Pai Natal ter amassado o meu bólide ao ponto de não se conseguir abrir portas nem janelas, tomei a decisão de remar contra a crise e mudar de direção... assistida.
Não sendo eu um gajo talhado para os negócios, acho que fiz o melhor negócio da minha vida. Vendi um carro sobrevalorizado (Citroen C3, com 8 anos, a precisar de portas novas, grelha nova, pneus novos e faróis novos), por um carro subvalorizado (um Suziki Sx4, com dois anos de vida e menos de 13.000 km, como novo, vendido a menos de 6 mil euros do que um novo).
Sei que a Suzuki não é a melhor marca do mundo em carros, mas neste ano que passou vi acontecerem coisas em marcas como a BMW e Mercedes que nunca pensei que fossem possíveis. E eu não tenho dinheiro para sustentar carros que, quando dão despeza, podem levar um gajo à falência. Por isso, resta-me rezar para que este novo menino não tenha tão mau Karma como o anterior e se aguente por uns bons anos.
Para além disso, o "S" parece que estava à espera deste felino...

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Vet...

Tenho um amigo que é veterinário. Neste Natal deu-me uma das maiores prendas que já me deram: uma folha de papel.
Há amigos assim, que pensamos que não conhecemos bem mas que nos conhecem como ninguém, que estão sempre lá mesmo sem assumirem protagonismo, que tomam conta de nós quase sem darmos por isso, que estão atentos ao que nos faz bem e fazem de tudo para preservar o nosso bem estar sem pedirem nada em troca. Não é só este amigo que me faz isto, mas ele é veterinário, é entendido em felinos.
Também sou assim com algumas pessoas. Gosto de ser. É bom. Sabe bem. Fazer bem aos outros só porque sim faz-nos viver para além da nossa própria vida...

terça-feira, janeiro 04, 2011

A derradeira paixão...


Se me perguntarem, não sei como é que se fazem amigos assim. O Quinta é o tipo de amigo que não se faz, simplesmente acontece. Isto porque o Quinta não é amigo de pessoas, é amigo de tudo aquilo que rodeia uma pessoa e que, por consequência, se reflete nessa pessoa. O Quinta é o amigo que continua a ser amigo mesmo se eventualmente a pessoa desaparecer. O Quinta é amigo daquilo que faz uma pessoa especial, das suas características particulares. E mesmo se a pessoa não for nada de especial, ele torna-a especial. O Quinta é amigo das ideias, da áurea, do éter, do que vem de fora para dentro e do que vem de dentro para fora. Os corpos dos amigos do Quinta são apenas as fronteiras entre aquilo que é mais precioso para ele: as emoções e as ideias.
O Quinta é a pessoa mais criativa que conheço mas, ao contrário de muitos criativos que conheço, não afasta a criatividade dos outros. Aceita-a. Exuda-a. Incita-a. E, muitas das vezes, obriga-a a revelar-se, mesmo quando se revela tímida. O Quinta é daquelas pessoas que faz a ligação entre diversos seres vivos e tem o talento de os juntar para os fazer crescer, evoluir e, quem sabe, descobrirem mais sobre si próprios e sobre o mundo que os rodeia.
Repito, não sei como se fazem amigos destes. Já nem me lembro como nos encontrámos. Só sei que, eventualmente, nos encontrámos e nos continuamos a encontrar.
Recentemente, ele incluiu-me no seu grupo Dunno Collective. Fazemos muitas coisas parvas e estranhas, o que tem mantido viva a nossa consciência colectiva, a nossa criatividade e a nossa iniciativa pessoal. Algo que costuma apagar-se com o tempo, com o conformismo do quotidiano ou simplesmente com a vida adulta.
Mas mais importante que tudo, o que o Quinta fez por mim foi despertar (e, felizmente, diversificar) a minha curiosidade. Porque é a curiosidade que nos faz seguir em frente, que nos faz querer ver mais além, que nos faz querer saber mais, que nos faz ter experiências, que nos faz errar e aprender. É a curiosidade que nos guia quando somos crianças e estamos a descobrir a realidade sem noção dos perigos que nos rodeiam, é a curiosidade que nos faz superar os nossos medos, que nos faz querer conhecer o desconhecido e, no limite, que nos faz querer viver mais um dia, porque nunca se sabe o que pode acontecer amanhã. Por isso, considero que a curiosidade é a derradeira paixão. Sem ela, é difícil ter razões para querer viver e há muitos que chegam a morrer por ela (por isso, às vezes, dá jeito ser gato).
Este Natal o Quinta resolveu dar uma prenda aos amigos. Um blogue. A mim ofereceu-me este. Não podia estar mais orgulhoso. Agora tenho uma "casa de férias".
Obrigado Quinta. Espero estar à altura.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

I give it all for the wookie...

This year, I would like to be in my shoes...

Star Wars Adidas Originals - Wookies

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Festinhas...


Voltei ao Ignite com o grupo de pessoas que exorcisa o que de mais criativo/demente/parvo há em mim. Fomos falar sobre "o poder de dizer olá". Este foi o video que acompanhou a nossa apresentação, que inclui algumas das nossas criatividades/demências/parvoíces... e o momento em que fomos para o Saldanha fazer uma homenagem ao Senhor do Adeus/Olá.
Este Natal, digam olá a alguém. Pode mesmo mudar o mundo...

sexta-feira, dezembro 17, 2010

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Presents...

Or... that's how tired I am these days.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Bells...


Namorado: "Are you serious...?"

Jingle...

quinta-feira, dezembro 09, 2010

terça-feira, dezembro 07, 2010

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Christmas time...

Dear Santa,
I know I asked for a new car this year, but you didn't have to f*** up my current one... and then run away!

Dammit!

sexta-feira, dezembro 03, 2010

The american...


This movie was great... for me to poop on!!
Começo a denotar um padrão. A partir de agora vou desconfiar sempre de filmes onde o actor principal também é produtor executivo. Inevitavelmente acaba sempre por ser: Miúdas 10, Cinema 0.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Han Solo...


Terça-feira, dia 30 de Novembro, concerto de Neil Hannon a solo (com piano e guitarra acústica), precedido por Cathy Davey a solo (com uma simples guitarra elétrica), subiu definitivamente para o Top 2 dos melhores concertos que já vi na vida. Quando se é bom, não é preciso muito aparato.
As coisas simples são, sem dúvida, as mais sublimes.

terça-feira, novembro 30, 2010

segunda-feira, novembro 29, 2010

Last Harry: Round 1...


I guess I loved it...

sexta-feira, novembro 26, 2010

Amor e sexo, o velho e o novo...


Ontem fui ao lançamento deste livro. Conheço a escritora-jornalista há já alguns anos e cedo descobrimos um ponto comum. A curiosidade sobre a sexualidade, as suas nuances, as suas manifestações e até a sua condição clínica. Esta busca incessante de conhecimento levou-nos a que nos fossemos reencontrando ao longo do tempo nas mais diversas e ocasionais... ocasiões. Primeiro de uma forma indireta, através do livro "Fantasias eróticas das mulheres portuguesas" que encontrei por acaso, empilhado numa banca de feira e que, ainda hoje, tenho guardado como um pequeno tesouro, todo sublinhado e cheio de apontamentos. Mas apesar de o ter comprado por causa do título, só depois de o ter aberto quatro ou cinco vezes é que identifiquei a foto da autora. Foi por causa desse livro que, anos mais tarde, decidi inscrever-me no curso de Saúde Sexual onde, sem sabermos, nos reencontrámos naquelas aulas cheias de mistérios e incertezas. Eramos os únicos que não pertenciam à classe médica. Apenas uma jornalista e um curioso. Depois do curso mantivemos contacto mas seguimos com as nossas vidas. Cada um à sua maneira foi procedendo às respectivas descobertas e deambulações no mundo da sexualidade, até que recebi o convite para o lançamento desta sua viagem à memória do amor e da sexualidade portuguesa.
Ainda sem ter tido a oportunidade de o ler, sei que este será um documento importante para o conhecimento da história sexual dos portugueses, ainda tão pouco estudada. Este é um tema que sempre me despertou a atenção porque sei a impacto que a história tem no desenvolvimento de um país, seja a nível individual, social, cultural e mesmo sexual. As crenças, os mitos, os medos, os desequílibros, as ideologias e até as mútuas exigências de homens e mulheres. Em Portugal vivemos numa constante luta com o nosso passado, com as restrições que foram impostas aos nossos avós e que ainda se refletem nas novas gerações, seja por ainda as respeitam, seja por se revoltarem contra elas. Um processo que, como a autora deu a entender na sua apresentação, "ainda ninguém sabe muito bem quanto tempo levará até que nos consigamos, homens e mulheres, libertar desses fantasmas do passado."
Muitas pontas ficaram ainda soltas. Só a apresentação do livro dava para uma discussão alargada sobre vários assuntos, mas por enquanto contento-me em ler o livro.
Mas ainda tenho outro tema que preciso ver investigado em profundidade. Talvez a Isabel Freire aceite um novo desafio para o seu próximo livro...

quarta-feira, novembro 24, 2010

sexta-feira, novembro 19, 2010

Limbo...


Comprei este livro... ainda não sei porquê.

quinta-feira, novembro 18, 2010

Provo-calor...

Está frio lá fora...

quarta-feira, novembro 17, 2010

Fados...


(Re)escrevi três fados para um novo restaurante. Mais um desafio proposto pelo Quinta. A princípio achei uma que era uma proposta complicada mas, como sempre, o meu primeiro impulso foi dizer "eu alinho". O restaurante apresenta um conceito inovador: Sushi à portuguesa (um pouco mais abrangente que este). O desafio é apresentar o restaurante atráves de conhecidos fados lisboetas, alterando-lhes a letra, com o intuito de gravar as músicas e compilar uma banda-sonora que irá fazer parte do ambiente sonoro do próprio restaurante. A verdade é que, à medida que me foram sendo dadas as informações acerca do restaurante (que ainda não abriu), comecei a tomar o gosto de construir rimas e métricas e trocadilhos maliciosos (deram-me essa liberdade) em formato de canção.
Numa altura da minha vida, há já alguns anos, tive uma banda de "punk-rock". Era o vocalista e escrevia as letras (em inglês). Não me lembro de nessa altura ter tido tanto prazer em escrever lyrics como agora.
A verdade é que este projeto do restaurante Peisharia (situado no Rato), abriu-me o apetite para uma área criativa que já não explorava há anos e, quem sabe, possa vir a dar novos frutos...

terça-feira, novembro 16, 2010

Neuro...


Ontem assisti a uma conferência de Neurociência. Não se preocupem. Eles ainda não sabem quase nada...

segunda-feira, novembro 15, 2010

sexta-feira, novembro 12, 2010

Senhores do Adeus...

E de modos que ontem foi assim...

Senhores do adeus from El Felino on Vimeo.

quinta-feira, novembro 11, 2010

Adeus vampiros castanhos...

Ontem, os vampiros deram um concerto muito certinho.
Hoje, o senhor certinho que fazia adeus às pessoas fez o seu último adeus.
Mas tudo isto vai ser compensado pelo Dia das Castanhas.
E aqui está a minha castanha preferida do momento:

(podem vê-la no festival Super Bock em Stock, 4 de Dezembro, Teatro Tivoli)

quarta-feira, novembro 10, 2010

Halloween...


Vou ter um Vampire Weekend a meio da semana.
How cool is that?...

segunda-feira, novembro 08, 2010

Social comics derby weekend...


Ilações do fim-de-semana:
Sexta: Mesmo se fores um génio, nunca conseguirás suprimir uma catátese feminina.
Sábado: Mesmo se fores um geek, nunca poderás substimar a ubiquidade feminina.
Domingo: Mesmo se fores um benfiquista, nunca irás desejar que um jogo acabe 5 para 1.
Aprende-se muito em 3 dias...

sexta-feira, novembro 05, 2010

Anti-herói...


E sem querer, os pontos ligaram-se. Há uns dias, postei este clip, sem saber a sua verdadeira importância, o seu significado. Ontem fui ver este filme, e tudo ganhou uma nova dimensão. Na verdade o que me fez querer ir ver o filme foi o facto de saber que tinha sido realizado por Joann Sfar (autor de BD francês) e que Serge Gainsbourg foi o criador da canção "Je t'aime... moi non plus". Ah, e a Laetitia Casta a fazer de Brigitte Bardot. Sem dúvida, um mix muito apelativo.
E não saí defraudado. Como o realizador diz no fim do filme: "Gosto tanto de Gainsbourg que não me interessam as verdades sobre ele. Prefiro as mentiras." E, acrescento eu, as fantasias. O filme é surpreendente do princípio ao fim, levando-nos para o universo paralelo onde os grandes génios deambulam, um universo só deles, onde tudo é possível, onde guardam as suas ideias, a sua criatividade, os seus paradoxos e até mesmo as suas outras vidas, as suas outras formas. A vida "heróica" de Gainsbourg foi plena de excessos, sucessos, declínios e revoltas. Tudo o que uma boa biografia precisa. Mas a visão de Joann Sfar leva-nos mais além, para lá da imagem pública do cantor e compositor, para lá da percepção, para lá da realidade, com um toque de magia que só um homem habituado a mover-se por entre painéis e vinhetas poderia conseguir. Um filme sublime, sem pudores, que não nos dá uma tareia, mas que nos deixa completamente rendidos ao génio e ao galantismo de um homem que tinha tudo para não ser nada.

quinta-feira, novembro 04, 2010

Bem disposto...

Este filme... É TÃO FOFO!!!
Mas não é genial.
E tem uma banda-sonora de sonho.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Come around...


Este disco tem tornado as minhas viagens mais curtas...
Esta música tem dado comigo em doido para tentar perceber onde é que eles foram buscar aquela base musical, mas finalmente percebi. Não sei se é um tributo ou um plágio, mas sei que soa bem.

Cheers, for fears!

terça-feira, novembro 02, 2010

Misunderstandings...


A complexidade simplificada... ou a simplicidade complicada.

quinta-feira, outubro 28, 2010

Oh boy...


Finalmente, uma revista com miúdas portuguesas mesmo giras (sem bonecas de borracha)... e com uma página 24 que vai ficar para a história!

segunda-feira, outubro 25, 2010

B day after...


Tanx... I needed that! :)

Obrigado a todos!

sexta-feira, outubro 22, 2010

Sexta mista (e ainda mal começou)...


O dia começou com mais uma capitulação. O homem que tudo media, que tudo pesava e que tudo lia, tornou-se mais leve que o próprio oxigénio que respirava e deixou uma cantora lírica a cantar sozinha no coro da igreja do Ervedal (acredito que a sua voz ainda virá com o vento até aos meus ouvidos). Esse homem, que se deslocava de bicicleta e que só comia carne sem gordura e vegetais cozidos, marcou a minha infância pela sua bondade e a minha juventude pela sua sagacidade. Certo dia, quando entrámos em sua casa, depois de alguns anos sem lá ir, fez-nos o seguinte convite, como quem oferece café ou chá: "Desejam ir para a cozinha, que tem 23 metros quadrados, ou para a sala, que tem 36 metros quadrados?" Marcou-me. A sua esposa, outra tia-avó, é uma senhora tão doce que, neste momento em que se despede do único homem da sua vida, os seus olhos devem estar a escorrer mel...
Depois desta notícia em plena autoestrada, chego ao trabalho, onde o único email que tenho na caixa de correio apresenta o título: "Parabéns!" Sigo o link anexado e deparo-me com isto! As emoções reviravoltam-se. Sinto-me orgulhoso e feliz. Primeiro por ter recebido esta notícia e depois por poder contribuir para um projeto que é feito, não apenas de comida, mas de amor, de dedicação e de muita simpatia. Ainda mal acordei.
Ah, e amanhã é o meu aniversário...

quinta-feira, outubro 21, 2010

Arrependimentos...


Um filme que prometia ser um verdadeiro enfardamento, revelou-se uma mera belinha na testa.
Há tanta coisa errada neste filme que nem sei por onde começar.
Acho simplesmente que um filme realista que é pouco credível não resulta.
Mesmo a banda sonora, composta por um gajo desconhecido chamado Philip Glass, foi vilipendiada por uma música que, para além de não se enquadrar com as imagens que sonorizava, tornou-as em clichês pouco dignos de um cinema que se quer "alternativo".
Por comparação, uma lição muito maior foi descrita hoje no "O amor é", rubrica do Prof. Júlio Machado Vaz, na Antena 1. Dizia ele, citando um provérbio chinês, sobre o tema "escolhas":
"Mestre, como adquiro sabedoria?"
"Boas escolhas."
"E como faço boas escolhas?"
"Experiência."
"E como adquiro experiência?"
"Más escolhas."

quarta-feira, outubro 20, 2010

Lunch box...


Nos dias úteis vou almoçar a um restaurante onde sou servido pela minha "avó". O restaurante self-service, daqueles que delizamos com um tabuleiro pelas várias partes de uma refeição, tem uma senhora a servir as comidas quentes que enche pratos sem meias medidas. Os pratos, que na verdade são pequenas travessas, são subjugados por enormes quantidades de alimentos, sejam eles quais forem. Quanto mais melhor. E não implica que só comamos uma variedade. Se quisermos, podemos misturar carne com peixe, batatas com arroz e migas e tudo e tudo para encher o bandulho. Normalmente tenho de dizer para parar, senão tenho receio da frágil madeira do tabuleiro não conseguir aguentar com tal enfardamento no prato, quando tentar chegar à mesa. Mas foi nessa limitação que percebi que estava de volta à casa da minha avó. Quando disse pela primeira vez "Pronto, está bom, não precisa pôr mais" levei com um olhar daqueles que levava quando pastelava as comidas da D. Fernanda. "O quê, só três bifes? Não comeste nada ainda. Vá que a avó vai-te fazer mais um bife e mais uma batatinhas." - "Mas vó, eu já comi sopa." - "Sim, mas a sopa comes sempre." E depois passava a tarde sem me conseguir levantar do sofá. O que vale é que o meu metabolismo sempre foi mais ou menos acelerado.
Mas o que me fez recordar tudo isto, foi algo que aconteceu um destes dias. Cheguei para almoçar, peguei num tabuleiro e dirigi-me à vitrine onde estavam os pratos quentes. A senhora, sempre com cara de poucos amigos, perguntou o que eu queria. Eu, tendo de escolher entre bacalhau com natas, bacalhau à brás, moelas e chocos com ervilhas, apontei para o último. Havia o suficiente para duas pessoas. Mas, depois de remexer com a colher no recepiente metálico, a senhor achou que era pouco e foi à cozinha perguntar se havia mais. Disseram-lhe que não. Então, inconformada, voltou para junto de mim a dizer "Olhe, não há mais, só há isto. Se quiser pode misturar com outra coisa qualquer." Eu, vendo que aquilo era mais que suficiente, disse "Pode ser isso. Para mim está bom." Então, a avó, começou a encher o prato e, à medida que o fundo ia desaparecendo e os chocos, as ervilhas, as cenouras e os choriços se iam amontoando, com o molho quase a sair por fora, foi dizendo. "Olhe que isto é pouco. Vou-lhe pôr um bocadinho de arroz também e, se ficar com fome, volte cá que eu encho-lhe o prato com aquilo que quiser." Claro que eu iria ficar cheio de fome depois daquela pratada... ainda por cima com mais uma taça cheia de uvas para comer.
E, como é óbvio, isto não aconteceu num restaurante de uma grande metrópole.

terça-feira, outubro 19, 2010

Marquesa...


"Porra!", disse a Marquesa, batendo com as mamas em cima da mesa. Mas, lembrando-se da educação que recebera na Suíça, retirou o "porra" e disse "Chiça!".
O Marquês, que a observava pelo canto da sua luneta, levantou-se e disse:
"A Senhora Dona Marquesa cagou-se!"
"Eu? Foda-se!"

Hoje de manhã, o meu reino perdeu a sua Marquesa.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Cirque...


I need my magic back...

sexta-feira, outubro 15, 2010

Preciso de onomatopeias...


Bardot & S.Gainsbourg - Comic Strip
Carregado por Salut-les-copains. - Videos de musica, clipes, entrevista das artistas, shows e muito mais.
Hoje assisti à defesa de uma tese sobre "Estilos de masturbação feminina e orgasmo no coito", pela sexóloga Vânia Beliz. O coordenador da tese foi o meu professor no curso de Saúde Sexual, Prof. Dr. Nuno Monteiro.
Foi relativamente instrutivo, mas não foi surpreendente.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Dance...


..."though your heart is aching"...

quarta-feira, outubro 13, 2010

Reading...


"You might be able to fake an orgasm, but you will never be able to fake your way through writing a sex scene." - pag. 53

A perspetiva feminina de como escrever estórias eróticas... loving it!

terça-feira, outubro 12, 2010

Boys & Girls...

Nos últimos dias visitei dois mundos. Um de rapazes, outro de raparigas. Foram dois mundos que não me agitaram, mas que foram crescendo na minha memória à medida que me fui afastando deles. Mas foram dois filmes que me fizeram crer que em livro serão muito melhores. Isto porque tudo o que nos poderia surpreender, fazer pensar, fazer sonhar, está nas entrelinhas, nos silêncios, nas contemplações. A evolução dos personagens passa por resoluções de questões internas, de supressão da própria realidade, o que não joga muito bem com o conceito de filme, mesmo com recurso a narrador presente e subjetivo.

O primeiro, das meninas, tocou-me apenas ligeiramente, deixando pequenos fragmentos espalhados pela minha mente. No seu todo pareceu-me demasiado volátil, sem grande consistência e, por vezes, um pouco mal amanhado em termos de realização. É engraçado acompanhar as deambulações de uma mulher perdida no mundo, à medida que vai interiorizando o seu lugar em diversas civilizações, em diversas relações e em diversos caminhos, mas o sumo que resulta daquele muesli cultural e sentimental, não é suficiente para nos dar asas, nem revitalizar corpo e mente.

Do mundo dos rapazes saí decepcionado. Saí decepcionado por ter sido enganado. Fui enganado porque li ou vi um resumo sobre o filme que não correspondia à verdade. O próprio cartaz promete demasiado. Essa decepção, aliada às vizinhas que insistiam em demonstrar alto e bom som a pena que sentiam pela personagem do Clive Owen, fez-me passar ao lado de um filme que, a espaços, poderia ter sido mais importante do que acabou por ser. Este é um filme sobre homens. Não sobre gajos. Homens em diferentes estados da vida. Com diferentes estados de alma e que têm de aprender (a palavra fulcral!) a viver sozinhos por imposição da vida, ou aliás, da morte. Isolados do mundo, numa terra venenosa, controem um novo conceito de família, de pedagogia, de amizade, de amor e de vivência que nenhuma mulher consegue compreender. Mas, mais uma vez, este filme baseia-se num livro que deverá ser muito mais profundo e interessante.
Valem as bandas sonoras. Para as meninas, o Eddie Vedder. Para os meninos, os Sigur Rós. Duas formas sonoras de contemplar a solidão, o tempo e o espaço que traduzem em sons e versos aquilo que nos livros é dito em mil palavras.

segunda-feira, outubro 11, 2010

E para sempre, os heróis...


Os filhos dos mineiros chilenos enclausurados numa gruta há mais de dois meses.
Não podia vir mais a propósito...

sexta-feira, outubro 08, 2010

Ainda os heróis...

Maravilha...


Ler isto fez-me acreditar em Deus. Não no Deus barbudo e peneirento que se monta nas nuvens, mas num Deus de óculos escuros e bigode grisalho com um sorriso simpático chamado Stan Lee, o criador do Universo Marvel. A sua capacidade criadora deu origem a heróis que perduram há mais de 50 anos e que têm inspirado jovens e adultos em todo o mundo. Este tipo de reverência pareceria ridícula, não fosse a importância que um universo paralelo como o da BD teve ao longo da fase mais conturbada da minha vida. Esse refúgio, para além de me "proteger" de uma realidade por vezes inóspita, deu-me algumas lições importantes que, de outra forma, não me teriam sido ensinadas por quem de direito. Considero até que este universo de heróis cheios de imperfeições humanas (ao contrário da perfeição sobre-humana de heróis como o Super-Homem) pode mesmo ter-me salvo de um futuro muito mais desequilibrado e insustentável, quer a nível emocional, quer ao nível da perceção minha própria realidade e daquilo que me rodeia. Foram histórias que me inspiraram a ser uma melhor pessoa e a fazer o que está correto. Apercebi-me disso racionalmente há pouco tempo. Numa situação de escolha entre sofrer ou fazer mal a outra pessoa, preferi magoar-me a mim. Ninguém me ensinou isso diretamente. Daí considerar que só posso ter aprendido através dos exemplos que lia nestes livros. Sacrificar-nos por alguém é a maior prova de altruísmo e não é fácil tomar essa decisão se não soubermos o que isso significa. A natureza humana privilegia a auto-preservação. Comprometer esse conceito básico é possivelmente a decisão mais árdua que um ser humano pode tomar. Nem sequer tem a ver com solidariedade, o ato de ajudar o próximo. Tem a ver com abnegação. Sacrificar-nos a nós mesmos por um bem maior. E isso é uma lição de vida maior que qualquer outra. Por muito que queiramos algo, o bem-estar daqueles que gostamos é sempre mais importante. Esse é o conceito de salvar. Perceber que nós não somos as coisas mais importantes do mundo e que há coisas muito mais preciosas.
Ao longo de anos, segui as aventuras de inúmeros heróis, identificando-me mais com uns do que com outros, e alternando os meus gostos à medida que ia crescendo. No entanto, ao comprar o Earth X nunca pensei que todos esses anos, todas essas histórias e todos esses heróis pudessem fazer tanto sentido em termos criativos, em vez de serem apenas criações díspares e autistas. É certo que Stan Lee criou a maior parte deles, mas talvez nem ele tenha percebido até que ponto todas as suas ideias faziam um sentido maior quando conjugadas, do que serem simplesmente um coletivo de personagens coloridas e bizarras.
Earth X é a bíblia para quem vive no Universo Marvel. Passado num futuro em que os heróis (finalmente) envelheceram, esta é a história de como tudo o que aconteceu ao longo de 50 anos culminou num momento de cataclismo mundial, em que todos os heróis são postos à prova uma última vez. Através dos olhos do ser que observou toda a evolução do planeta Terra, ficamos a saber como um mundo de super-heróis seria possível e até credível, contrapondo essa teoria para a nossa própria realidade. Muitas das teorias apresentadas podem ser aplicadas no mundo real. Religião, política, história, arte, fenómenos naturais. Tudo isso é justificado. E é surpreendentemente lúcido e credível. Um verdadeiro deleite para quem viveu neste universo tanto ou mais tempo que eu. Um clássico para os clássicos. Só é pena o Alex Ross ter ficado pelas capas.

quinta-feira, outubro 07, 2010

segunda-feira, outubro 04, 2010

Motivação...


A felicidade é a maior motivação...

U2, 4U...

Nunca tinha visto um concerto num estádio. Nunca tinha visto os U2 ao vivo (nem sequer estava na minha "to do list", mas há coisas mais importantes na vida do que os nossos próprios caprichos), nunca fui fã dos U2 antes de "How to dismantle an atomic bomb", nem nunca tinha comprado um bilhete para um concerto com 1 ano de antecedência.
Neste sábado, it was a beautiful day. O caos reinava à nossa volta sem nunca nos tocar. A cidade que mais me seduz em Portugal fervilhava de emoção por todos os cantos. O estádio de Coimbra era uma ilha rodeada de pessoas por todos os lados que, a pouco e pouco, se deixou inundar. No centro da ilha, erguia-se um monstro, uma nave, uma catedral onde milhares de almas convergiram para bradar aos céus. A espera não custou nada. Os Interpol foram uma merda. Mas eis que no entra e sai da banda, fui abordado por um casal alentejano de meia-idade, com o teor alcoólico já nas alturas. Pararam ao meu lado sem conseguirem perfurar mais na multidão. Ficaram ali a tirar fotos um ao outro. Ela sempre com um ar maroto, ele sempre muito entusiasmado. De repente, ele olha para mim e pergunta: "Olha para ela. Como é que se resiste a uma mulher destas?" E eu respondo: "Não sei. Mas olha que resistir faz mal ao coração." E ele: "Tens razão. E olha, ainda por cima tem uma garganta... queres ver?" A minha sobrancelha arqueou. Ele continuou: "Oh amor, canta lá um fadinho." Ela: "Um fadinho? Qual é que queres?" Ele: "Canta o senhor vinho." Ela: "O senhor vinho? Então cá vai." E lançou-se na desgarrada. Pessoas a tentarem passar por nós e eu a dizer "Agora não, que se está a cantar o fado." Quando acabou, só eu e ele é que batemos palmas, mas foi o suficiente para ela sorrir e agradecer com uma vénia. Ela era de Portalegre. Ele era de Elvas. Beijaram-se, cumprimentaram-me e voltaram para o meio da multidão. "Bom concerto.", gritaram. "U2", disse-lhes eu. E nesse momento começou o concerto mais esperado do ano. Simplesmente, perfeito.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Fusion...


Sexta-feira de degustação. Primeiro um jantar de fusão gastronómica, num restaurante que desarma qualquer um, só pelo conceito: Sushi Alentejano. Ainda bem que comecei a gostar de sushi (mesmo que tenha sido há meros meses atrás) para poder apreciar este mimo que me fizeram ao palato, na rua ramalho ortigão, nº 9. Mais informações, aqui. Para além das Hamburganheira (carne com farinheira) e Hamburgalheira (carne com alheira), existe uma variedade de ideias vencedoras, incluindo nigiris (com queijo de Nisa e pêra; com alheira e ananás; com pimento ao sal; etc), rolos de arroz (com bacalhau e broa; com linguiça e vegetais; etc) e ademais maluqices tugó-nipónicas. Para acompanhar, aconselha-se a sangria de frutos silvestres. Pelos comentários do site referido, pode-se ver que o serviço pode causar perturbações, mas acho que tem a ver com o facto do restaurante ter reaberto há cerca de dois meses e o pessoal da casa ainda estar em fase de "fusão" com o estabelecimento. No entanto, se forem servidos pelo dono, serão bem servidos de certeza.
Depois do repasto, ida ao teatro ver a peça "Um elétrico chamado desejo", no Teatro Nacional D. Maria II. O filme já tinha visto há muito tempo. Apenas algumas referências batalharam com a versão teatral. Mas uma experiência de teatro é sempre maior. E esta peça está muito bem contruída, quer em termos de cenário, quer em termos narrativos. Excelentes intepretações, principalmente do Albano Jerónimo. Não estava à espera que ele conseguisse fazer um papel de homem. Mas consegue e é credível. Alexandra Lencastre muito cliché e Lúcia Moniz a fazer de Lúcia Moniz. Mas nesta peça quem ganha destaque é sem dúvida a dramaturgia e a encenação.

Há muito que não ia ao teatro. A diferença entre ver as coisas num ecrã ou vê-las num palco, ao vivo, é a sensação é que nos estão a lavar a alma. A osmose não se vê mas existe. A iminência do acaso. O risco do agora. A proximidade. A realidade. O momento. Tudo isso me faz sentir vivo, sempre fez. A arte viva é uma realidade paralela, onde podemos fingir que vivemos e sermos aquilo que quisermos.
Soube bem.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Solitary...


Este foi talvez o filme mais importante da minha vida.
Talvez não me lembre dele durante muito tempo, mas nunca tantos demónios foram exorcizados em tão pouco tempo. Uma lição de vida incrível. A minha sorte é que levo 30 anos de avanço...

quinta-feira, setembro 23, 2010

Um gigante invisível...


Imaginem que estão em frente a uma coisa gigante (uma casa, um cartaz, uma pessoa), com o nariz encostado a ela. Conseguem ver alguma coisa? Dificilmente. Muito menos perceber o que essa coisa gigante é. E, no entanto, ela é gigante e está mesmo em frente ao vosso nariz. Esse é o tema deste filme. Não podia ser mais simples e não podia ser mais cativante.
Vencedor de um Urso de Prata (Grande Prémio do Júri) no Festival de Cinema de Berlim, este é daqueles filmes que, mesmo estando apenas numa sala em Lisboa, vale a pena ver, só para nos fazer refletir sobre aquilo que somos, vemos e sentimos.

Adivinhem em que sala é que ela estava?

quarta-feira, setembro 22, 2010

Diga?...


Um fim-de-semana com muita piodão...

sexta-feira, setembro 17, 2010

The come... back!


(em resposta ao vídeo das meninas postados mais abaixo)

quinta-feira, setembro 16, 2010

Marvel...

Yep, I'm doing this!

2 down (Spider-Man & Wolverine), 58 to go!
Mais informações aqui!

terça-feira, setembro 14, 2010

Stars...

Há uns tempos atrás fui à exposição promovida pelo El Corte Inglés, na qual se apresentavam inúmeros itens de arte e colecionismo relacionados com a épica saga do Star Wars. Apesar de não ser um fã incondicional, vi todos os filmes, aprecio o conceito mas venero, acima de tudo, o espírito inventivo que marcou uma geração e que fez evoluir o cinema (e não só) a um nível artístico, técnico e criativo nunca antes sonhado. Ao chegar lá, deparei-me com peças originais, posters, figuras, modelos e variações do tema original que senti um leve arrepio. Ao observar os diversos artigos expostos, fiquei abismado com umas estátuas que lá estavam e que eram simplesmente sublimes. Perguntei o preço e disseram-me que não estavam à venda por serem de um colecionador privado. De repente, fiquei com uma vontade atroz de levar para casa uma peça daquele universo. Não, não parti as vitrines nem roubei as preciosas estátuas e fugi a bordo de um starfighter. Comecei a ver quais das outras estátuas poderiam habitar a minha casa, impregnando-a com a força dos Jedis. Mas como os tempos são de crise, o orçamento não era muito alargado e não consegui decidir-me por nenhuma. Mas no momento em que me estava a vir embora deparei-me com isto:

E qual era a espectacularidade disto? Era o facto de se poder desmultiplicar nisto:

(Darth Vader com/sem capacete; Anakin Skywalker - Episode II; Anakin Skywalker - Episode I) Por enquanto só tenho o Darth Vader, mas os outros não perdem pela demora.
E para quem não sabe o que é o conceito Star Wars, apresento-vos a versão simplificada :)

segunda-feira, setembro 13, 2010

quinta-feira, setembro 09, 2010

Minuete...

Há os que dançam o mambo horizontal... e há os que dançam o minuete :)

terça-feira, setembro 07, 2010

Catarse...

Sometimes, you need one.

segunda-feira, setembro 06, 2010

Kids...


Vs.

Atenção: *SPOILER ALERT*
Eu percebo. Trazer um clássico para os tempos modernos, ganhar dinheiro com uma fórmula vencedora, ou simplesmente homenagear aquele que é o melhor executante cinematográfico de artes marciais de todos os tempos (Jackie Chan)... mas podia ser menos dececionante.
Não só porque a maior parte dos diálogos é tirada a papel químico do original, como a cena final, aquela que se destina a perdurar na eternidade, é completamente descabida. Não digo que deveria ser igual, mas perde-se o realismo. Ninguém conseguiu resistir ao avacalhanço tecnológico e criou uma cena que até fazia cair o queixo aos criativos das lutas do Matrix. Uma coisa que poderia ser tão simples e tão motivadora para os jovens que, inspirados por este filme, queiram aprender kung-fu, torna-se num exercício só possível nos jogos da playstation, ou então capaz de provocar a morte a quem o tentar executar. Enquanto nós, na altura do original Karate Kid, aproveitavamos qualquer oportunidade para imitar o derradeiro golpe do jovem Daniel LaRusso, temo que com esta cena ridícula comecem a aparecer por aí crianças de doze anos com os pescoços partidos ou lesões piores. O filme até tem cenas engraçada, algumas piscadelas de reverência ao filme original, mas fica mesmo muito na sua sombra. Outra cena que quebra toda a potencialidade do realismo inerente ao espírito original do filme é a subida à montanha onde se encontra a "fonte do dragão". Os adultos percebem que aquilo é uma forma do professor dar um alento extra ao seu aluno, fazendo-o pensar que aquela água é mágica, mas para as crianças, a quem este filme é dirigido (não aos adolescentes, como era o outro), ficam com a ideia que é preciso um aditivo para se chegar ao potencial do pequeno Dre. E se não houver "água do dragão", que aditivo irão usar? São estas pequenas divergências que fazem com que este Karate Kid contamine o espírito do primeiro, tornando-o não só um filme mais pobre, mas principalmente um filme emocionalmente mais vazio.
Já para não falar que o novo Karate Kid é aprendiz de... Kung-Fu!
Winner: Danniel LaRusso and Mr. Miyagi

quinta-feira, setembro 02, 2010