quarta-feira, junho 06, 2007

Hoje, por fim...


Obrigado Lisa e Lia. Bonita ideia.
Se alguém quiser, pode colocar esta imagem no seu blog.

Hoje, o último adeus.

segunda-feira, junho 04, 2007

A queda teimosa de um gigante


Aprendi tanto, quis saber mais, sempre mais. Quis estar mais presente, partilhar mais, descobrir mais, rir mais, ouvir mais, ver mais...
Sinto em demasia para conseguir escrever.

Foda-se...Que perfeito me parece agora o mundo das imagens!...

segunda-feira, abril 23, 2007

O Síndroma Big Brother


A partir de que altura é que percebemos que as nossas escolhas são condicionadas? A partir de que momento é que percebemos que a felina certa, a felina ideal, a felina total, aquela que desejamos mais que tudo pode não ser a melhor, pode não ser alguém que se adapta a nós mas sim alguém a quem nós, forçosamente, nos adaptamos? E contra mim falo.
Esclareço: Neste mundo, é impossível termos total noção do espectro de felinos e felinos que proliferam por aí. A única porção que conhecemos é aquela que se nos dá a conhecer. Por isso, quanto mais alerta estivermos, melhor. Mas para aqueles que não estão alerta, que não saem à noite para a ramboia aleatória ou que não lidam com ofícios que implicam o conhecimento passageiro e constante de novas pessoas (como no mundo artístico, da moda... vocês percebem), é fácil sofrer do síndroma Big Brother. Para aqueles que estão fechados num ambiente onde todos os dias vêem as mesmas pessoas, para aqueles que não conseguiram encontrar a sua “alma gémea” ao longo dos anos dourados da escola, ou para os que são demasiado tímidos para engatar alguém no health club ou na discoteca, é fácil tomar a decisão de baixar os padrões, baixar as expectativas e escolher o menos mau em vez de escolher o melhor. Das pessoas que conhece, que o rodeiam, haverá sempre uma que, aos seus olhos, se destaca. Essa, por muito má que seja, é a melhor entre as piores. Mas é claro que isto se pode expandir para uma visão mais ampla. Em qualquer vida, por mais boémia que seja, a nossa escolha está sempre condicionada. A não ser que nos fosse possível andar com todas as felinas do mundo durante um período de experimentação para, só aí, podermos decidir em consciência.
Falo do Síndroma Big Brother no sentido daqueles que se fecham numa casa e que, obviamente, escolhem entre a escolha que há, dando sentido à máxima “nem que fosses o último felino do mundo”. Falo do Síndroma Big Brother no sentido de questionar qual o sentido da escolha. Porquê escolher se há tantas opções para experimentar? Apelo à experiência. A experiência é que conta. As certezas são uma estagnação.
Mas agora, outra questão: e se no meio da escolha condicionada encontrarmos a certeza da felicidade? Será condicionada, essa felicidade?... Big Brother is watching.
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UPDATE: Estará a perfeição felina no instante?

segunda-feira, abril 16, 2007

O Império Feminino


Quantas mulheres existem no interior de uma mulher?

Eu fui ao cinema. Eu acho que fui ao cinema. No cinema havia uma peça de teatro com coelhos. Não, havia um filme sobre uma peça de teatro. Não, esperem, havia um filme sobre um filme com uma peça de teatro. Isso. De repente surge uma prostituta com a mente embaciada. Falava Polaco. O Cliente também. Foder para aqui, foder para ali e corta. O filme começa. Uma menina chora. Será polaca? Uma televisão é o centro da emoção. Uma mulher velha visita uma mulher nova. Uma casa demasiado grande. Tudo é detalhado. Um passo em frente. O filme começa. O filme está amaldiçoado. O técnico de luz é surdo que nem uma porta. O sonho começa. Em todas as portas está escrito “axxxonn” (acção). Em todos os corredores há uma nova porta. Algumas portas abrem outras não. Num quarto escuro, por detrás de uma das portas, sobrelotam-se amazonas com lanternas flamejantes. Todas elas conhecem a mesma história. Noutra história, em polaco, uma mulher procura-se a si mesma. Na mesma história, em inglês, a mesma mulher procura outra. A mesma mulher procura saber o que é ser mulher: “Sabes quem eu sou?”, pergunta ela às outras/a si mesma. Espreita-se por um buraco queimado por um cigarro numa lingerie de seda. Para lá do buraco está o Império. O buraco. O Império. Inland. Empire. Corta. No filme do filme, do filme, do filme, do filme, a morte pende sobre as estrelas do chão. O sangue jorra. Mendigos falam num diálogo mal escrito. Alguém falece. Corta. Continua a acção fora do plateau. Alguém espreita. Pelo buraco? Corta. Corta. Corta...

terça-feira, abril 10, 2007

O Síndroma Paris Hilton


Compreendo as que sofrem. As gatinhas que deambulam por aí sozinhas, as Hi5vers, as MySpacers, as YouTubers e as outras. As casadas, as solteiras, as curiosas, as feias, as muito novas, as muito velhas mas, principalmente (e mais raramente), as felinas bonitas. No início, as melhores felinas sempre foram as mais difíceis de encontrar no universo virtual porque, no início, estava instaurada a clausula que a beleza, a perfeição, o verdadeiro encanto feminino, só era possível vislumbrar... pagando-se! E se as verdadeiras gatas podiam cobrar pela sua beleza, para quê dá-la de graça? Esta foi a evidência sublevada pelo Síndroma Paris Hilton.
No início, a quase totalidade das mais extraordinárias felinas andava escondida, fosse em películas caseiras, nos pixeis pouco definidos de telemóveis de segunda geração, nos cartões de memória de máquinas amigas, em álbuns de despedidas de solteira, em lembranças embriagadas de colegas e namorados, etc, etc e pardais ao ninho. Protegiam a intimidade da sua beleza a todo o custo, na utópica esperança de alcançar a bonança de um decadente milionário, um realizador de cinema, um editor de moda ou apenas de alguém que estivesse disposto a colocar uma maço de notas no seu fio dental depois de dar algumas piruetas em cima de um palco enevoado.
Com o evento Paris Hilton, as verdadeiras gatas saltaram do anonimato, dos ficheiros escondidos, dos telhados de zinco desconhecidos e dos areais recônditos para a ribalta. Colocaram as suas imagens mais ousadas nos sites de amizades, nos tubos e nos restantes domínios de entretenimento gratuito, revelando que a beleza felina pode valer mais que um punhado de dólares. Ou talvez não. Muitas delas saltaram da ribalta para as camas dos tais idosos decadentes, dos editores de revistas (de moda e não só), de músicos, de realizadores, produtores e actores de cinema, e restantes membros da academia.
Mas não são dessas que reza esta estória. Na realidade, as verdadeiras estrelas são as felinas corajosas, não as que se mostram em produções fotográficas para um eventual book de moda, não as que fazem poses profissionais para a posteridade, mas aquelas que fazem o que lhes é natural e que não se importam com lentes voyeurs (sejam elas amigas ou desconhecidas), que vestem o seu biquini de Verão e mostram como realmente são, que se divertem com as amigas em festas de arromba e fazem novas descobertas sem questionarem valores ou pudores, que criam blogs audazes para falarem de assuntos íntimos e revelam os seus pensamentos a quem os queira ler, que sabem o valor da sua beleza e que, ainda assim, têm prazer em revelá-la, pedindo apenas em troca que a apreciem. Essas sim, são de valor.
Sejam bem-vindas, gatinhas assanhadas, ao reino da beleza em liberdade.

segunda-feira, abril 09, 2007

THIS IS SHHHHPARTA!!!


A todos os gatos que já desistiram de ir ver filmes relacionados com BD, um conselho: consultem o oráculo.
O filme 300, não é só uma orgia visual de arrepiante intensidade, é também um hino aos épicos, às grandes histórias, às grandes façanhas, aos grandes Homens e às grandes atitudes de “finca-pé” de pequenos estados livres perante a arrogância usurpadora das superpotências escravizantes.
Esta é uma história que vive da memória e da glória do passado. Mitologicamente creditada pelos historiadores, esta “pequena” batalha pode ter sido a mais importante na manutenção e desenvolvimento da identidade europeia, marcando um impasse na ambiciosa expansão do império Persa, e dando origem à expressão “se 300 gatos pingados com tomates de aço incomodam um império, um exército de felinos assanhados com pixas em ponta-de-lança incomoda muito mais!”
À parte dos factos históricos, este segundo orgasmo audiovisual de Frank Miller (depois da decadência hipnotizante de Sin City), baseia-se numa ainda mais revigorante fornicação artística na forma de BD que convido todos os visitantes deste blog a descobrirem.

Uma nota: Existem pequenas piscadelas de olho aos fãs de filmes série B (o prazer do mal feito bem feito), entre elas a caracterização de algumas bestas e, principalmente, a personagem desempenhada por Rodrigo Santoro (quem diria?!).
Duas notas: para quem não percebeu o título deste post, digamos que, no filme, o rei Leónidas tem uma nuance na dicção que ainda o faz parecer mais lixado!

quarta-feira, março 21, 2007

Rimar com arvére...















Subi a uma árvuri
fiquei para não descer
piquei-me na casca de nózi
nenhuma gata apareceu para me fazer um curativo e dar um beijo para não doer.

sexta-feira, março 16, 2007

"Lisboa, Cidade da Luz"


Este era o criativo "slogan contre Paris" da claque que mais animou a segunda-mão dos oitavos de final da taça UEFA no Estádio da Luz: os Diabos Vermelhos.

Foi a minha primeira vez (há que assumí-lo!) no novo estádio do SLB e, apesar de não ter ficado espantado com o estilo arquitectónico, senti que estava numa imensidão de betão... confortável. Sim, penso que esta seja a palavra mais correcta. Senti-me confortável. Sem ter dimensões excessivamente grandes, é um estádio amplo que, com uma composição humana quase total, ganha ainda maior imponência. Um palco perfeito para jogos emocionantes, onde sentimos as vibrações da multidão e vibramos com ela. Este é o palco ideal para a magia acontecer... como por exemplo, o golo do Petit! Que golo! Fdx, que golo! E eu estava lá! Mais bimbo que isto é difícil, eu sei, mas chega uma altura em que as nossas crenças crêem mais em nós que nós nelas e, neste momento, sinto-me, pela primeira vez, verdadeiramente benfiquista. Deslumbrei-me com o voo da Vitória, gritei Moreira em vez de Moreto, e sim, sofri com o desenrolar da partida, por estar a ver a minha equipa numa situação prericlitante. A minha equipa... finalmente.

Mas... ainda assim, a melhor equipa, aos meus olhos foi (e continua a ser) outra: a equipa das cheerleaders! Fora a indumentária (totalmente anti-sexy) são realmente uma equipa com grande potencial felino! Com as unhas de fora, só tenho uma coisa a dizer em relação a estas águiazinhas: "Deixa-as poisar!"

segunda-feira, março 12, 2007

As Barbies e os Defs


Tomando o fio à meada do comentário feito pelo Alexandr3 no post anterior, discutia exactamente a temática do novo reality show da TVI "A Bela e o Mestre" hoje com um grupo de felinas (ah, a perfeição da televisão chunga, quando o povo discute a temática de um programa de mau gosto. "Já ganhámos", gritam alguns. "Desde que falem de nós", gritam outros. "Somos imensamente bons a fazer merda", gritarão os senhores da Merdemol. "Sois sim", direi eu, "sois vós os maiores a lamber o escroto da cultura de um país que se quer ignóbil. Saboreiem-no bem.")
Falavamos nós, os felinos, míseros sonambulos. O que será mais preocupante? As mulheres que se sujeitam a um programa destes, onde são totalmente ridicularizadas, por pensarem que sim, as mulheres devem ser primeiro desejáveis e só depois responsáveis? Ou serão as mulheres que concebem, veiculam, apresentam e assistem a um programa destes, dando-lhe audiências e estatuto de prime-time, onde um verdadeiro cromo/"mestre" como o Zé Pedro Vasconcelos as espezinha com a sua estupidez/lucidez de forma inexplicavelmente ridicularizante e até intimidadora? Quaisquer que elas sejam, são elas que realmente se devem impor. Mas, claro, uma necessidade de imposição pode sempre ser catalizadora de radicalismos intransigentes e perigosos. Muitas poderão pensar que só se pode contrapor um extremo com outro extremo e poderão até tentar banalizar a beleza da mulher com a afoiteza do intelecto, sem entenderem o intelecto enquanto conceito assexuado, que não as distingue, apenas segrega a sua condição humana.
Uma imposição sexual implica uma diferenciação espectacular. Assim como se descobriu o poder da inteligencia emocional, proponho a descoberta da inteligência visual, do poder da imagem, do saber concretizar o interior através do exterior e de utilizar o exterior em benefício do interior. O poder da mulher é infindável. E talvez por ser tão complexa, ela própria se deixe monopolizar pela sua inteligência ao ponto de ser subjugada pela sua aparência. Felizmente conheço felinas bonitas que presam a sua inteligência. Mas conheço ainda mais gatas que ainda sonham com o poder insustentável da beleza eterna. Destas últimas, fazem-se "comedy-shows".
Esta bola de pêlo é difícil de cuspir...

sexta-feira, março 09, 2007

Um dia que é todos os dias...


Um dia depois, elas continuam aí, por aí, no meio de nós, no meio da gente. Deambulam alegremente por todo o lado com roupas soltas, roupas justas, largas ou curtas. Parecem felizes. Há quem diga que são reais. Mulheres reais? Sim, pois...
O Dia da Mulher é como o Dia da Liberdade, da Imaculada Conceição ou da Fraternidade Universal. É a celebração de um conceito, elas não existem.
O que os homens vêem, tocam, sentem, são lampejos alucinogénicos de formas sonhadas em vidas passadas ou futuras. Formas arredondadas com sorrisos e pernas. Por vezes duas, por vezes quatro (rinnnnhau!).
Por estas razões e por ter sido atacado vorazmente por duas reflexões felinas (sim, porque elas são muitas!), não celebrei ontem o que celebro todos os dias.

Às femininas, um feliz dia depois do Dia da Mulher!

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

O Carnaval...


...afinal é apenas um dia. Será que a vida passa a ser só dois?

p.s. - Se alguma felina se mascarar de gatinha assanhada, pode enviar um foto aqui para o areal. Promete-se visibilidade e talvez o salto para uma vida glamorosa em telhados de zinco de 5 estrelas e festas do cat set!

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

PES?


Imbuído do verdadeiro espírito da globalização e da descoberta de pequenos tesouros não-deprimentes na grande rede (de entretenimento) mundial, apresento-vos mais um pequeno génio internacionalmente famoso/desconhecido. Não, não é o criador do Pro Evolution Soccer (PES), nem o maior coleccionador dos míticos difusores de guloseimas PES, é apenas um fenómeno criativo que assina simplesmente "PES" e que consegue criar animações em stop-motion, capazes de nos fazer flipar os neurónios só de perceber o nível de recursos inovadores que este menino(?) utiliza.
Aconselho o visionamento das suas curtas-metragens, mediante a utilização de um babete resistente para quem, algum dia, pensou que a animação em stop-motion era coisa do passado. Faxavor de clicar!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Porque é que a despenalização do aborto despenaliza mais os homens do que as mulheres?


Na onda das questões complicadas, esta é uma questão mesmo muito fodida. Antes de mais, esclareço que não sou partidário nem do “Sim” (coitadinhas das “inúmeras” mulheres que fazem abortos por dá-cá-aquela-palha e vão parar à prisão, que fazem abortos clandestinos em sítios sujos, que dão rios de dinheiro a clínicas macabras), nem do “Não” (valha-nos Deus tocar no produto do fruto proibido, nem que seja para o salvar de uma vida de perpétuas carências e sofrimento que mais não são, afinal, do que o caminho para a salvação). Faço parte deste movimento. Acho, no entanto, que a questão não envolve apenas mulheres e fetos.

Como toda a gente sabe, o verdadeiro poder das mulheres é conseguirem persuadir os homens a fazer tudo mas não conseguirem obrigá-los a fazer nada. Nesse sentido, é impossível uma mulher obrigar um homem a amá-la, obrigá-lo a usar preservativo e, muito menos, obrigá-lo a assumir um filho. Quantos desaparecidos em combate deixam as mulheres grávidas e sem um tostão? Com a despenalização do aborto, a mulher fica com uma noção falsa de liberdade para decidir acerca do seu corpo. E porquê? Se bem que é verdade que a sociedade condena primeiro a mulher que aborta antes de condenar o homem irresponsável que concebeu o feto, também é verdade que a maior parte das mulheres que aborta não o faz de “livre” vontade. Quer seja por terem sido violentadas, por deficiência do feto, por dificuldades económicas ou simplesmente por ser um filho indesejado, o maior número dos casos prende-se com um motivo primordial: o namorado/amante/marido não o quer assumir. E isto acontece, a meu ver, por três razões: porque houve sexo ocasional, porque é uma responsabilidade que muitos homens não têm coragem de assumir (principalmente entre casais jovens, em que muitos rapazes de 20 anos engravidam raparigas de 15 e depois desaparecem) ou porque aconteceu numa relação extraconjugal. Com a despenalização do aborto, não é a mulher que deixa de sofrer (o aborto ainda aleija, perder um filho pode mesmo ser traumático, ter um aborto no “currículo” pode comprometer seriamente uma relação posterior), mas sim o homem que finalmente pode dizer: “Foi um acidente, miúda. Agora fazes um aborto e isso passa. Adeus e até sempre.” Longa vida à despenalização? 

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Just perrrrfect!


Afinal já gosto de Londres. Da primeira vez que lá fui (com 15 anos e com os meus pais) senti-me muito decepcionado. O que me ficou na memória foram os prédios escuros, o tempo escuro, o "Underground" claustrofóbico (e escuro!) e muita sujidade por todo o lado. Fiquei num hotel com cheiro a mofo, vi um espectáculo (o mais antigo em cartaz na altura) numa sala com cheiro a mofo, percorri mais de 95% da cidade a pé em apenas dois dias para ver monumentos muito pouco emocionantes (excepto as catacumbas onde o Churchill esteve durante a 2ª Guerra Mundial) e não trouxe grandes recordações a não ser a pouca vontade de lá voltar.

Mas desta vez tudo foi diferente.

Com mais um gato amigo e duas gatinhas, fomos para casa de um casal de felinos cheios de estilo em Cambridge, que nos acolheram com muitos mimos. Como a viagem relâmpago pedia rapidez, o dia de sábado foi passado a percorrer milhas para ver todos os monumentos importantes. Com outra vontade, outro olhar e outra carga cultural, já tudo fez mais sentido: senti a grandeza dos sítíos emblemáticos, consegui apreciar a beleza da paisagem, consegui perceber a importância das obras, entrei em sítios que me estimularam os sentidos (a Tate galery, a St. Paul's Cathedral - onde estavam os meninos do "coiro" a cantar como nos filmes -, a Millenium bridge, a House of Parlament - que vi explodir no V for Vendetta (geek!) -, o Big Ben, etc) e vi que, afinal, as felinas inglesas, às vezes, muito raramente, se olharmos com muita atenção, também conseguem ser bonitas (já que, como toda a gente sabe, são as mais assanhadas da Europa!).
No entanto, tudo culminou na noite fria de Sábado com o melhor espectáculo ao vivo que eu já vi na vida: Cirque du Soleil, versão Alegria! Com a melhor surpresa que me podiam ter dado: o melhor palhaço do mundo! (isto hoje não dou tréguas a ninguém!)

É certo que os lugares não eram os melhores (terceiro anel, ao canto, quase sobre os bastidores...), mas deu para ver (muita da acção passava-se no ar) e para me emocionar. O Cirque du Soleil é uma experiência imperdível. É tudo o que nós esperamos de um circo moderno e muito mais (a música da banda ao vivo e a voz da cantora que acompanham o espectáculo, ainda ecoa na minha cabeça...). No fim do espectáculo, fizemos o que qualquer tuga teria feito, quando em Londres, numa sala de espectáculo de renome mundial: fomos até aos camarotes mais caros ("só para ver o palco") e acabámos a emborcar uns shots que os esbanjadores dos "bifes" tinham deixado ficar nos tabuleiros. Já quentinhos por dentro, saímos do Royal Albert Hall por volta das 10h30pm e passeámos alegremente pelo bairro mais "in" de Londres: Nothing Hill, South Kensington. Depois de consultado o horário dos comboios, corremos para o "Underground". Esperava-nos mais uma hora de viagem até Cambridge para um merecido jantar quase à 1h00am. O vôo para Lisboa era dali a 6 horitas.

Numa onda "mais design", fiquei a conhecer uma marca que aconselho a toda a gente (principalmente a professores de fotografia): a "Innocent". Com anúncios e copy de embalagem ultra-divertidos, é uma marca que apetece conhecer e provar. Olhem só para o logotipozinho...

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Juntar o útil ao agradável...

A notícia que faltava para começar bem o fim-de-semana...

E não seria a primeira vez. A Scarlett já andou metida em andanças do género com outra profissional da indústria libidinosa...


Depois disto, só uma viagem a Londres para assistir ao espectáculo ALEGRIA do Cirque du Soleil.

Fico excitado... de maneiras diferentes.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Aqui que ninguém me ouve...


Já que vou tendo muito poucos comments, assumo que apenas meia-dúzia de pessoas (eventualmente) passam os olhos por este blog. Dessas pessoas, suponho que 100% sejam homens. Por isso, hoje apetece-me dissertar sobre algo que (suponho) interessará à totalidade da minha audiência: As lésbicas.

Nunca um tema despertou uma dicotomia tão grande entre desejo/nojo no coração dos homens. Digo isto porque hoje, enquanto passeava durante a tarde (como todas as tardes úteis) pela cidade e pelos meandros underground do metropolitano, dei por mim a pensar no que realmente poderia um homem sentir quando confrontado com duas lésbicas. No meu caso, nesta tarde, fui confrontado com um casal de jovens, uma com cerca de 16/17 anos, muito magra, cheia de borbulhas e com cabelo liso até ao meio das costas, a outra já com os seus 20s, mais de 100 quilos de peso e cabelo muito curto, ambas com mau aspecto, mal vestidas e muito pouco femininas (principalmente a mais velha). No entanto, o carinho que demonstravam e as tentativas lúdicas de conseguirem dar beijos refundidos na boca uma da outra, fizeram-me pensar que eu estava a ser injusto ao ajuizar aquela relação como uma aberração repugnável. Mas será que estaria?

Na mente dos homens é muito comum (talvez demasiadamente comum) haver uma parte secreta que sente prazer em ver duas mulheres a tocarem-se. Ao contrário da mente das mulheres, que é rara aquela que fantasia com dois homens juntos. No entanto, difícil será encontrar um homem que se sinta estimulado por ver duas mulheres pouco atraentes (e aqui os gostos dão para tudo) a terem uma relação lésbica. E já a própria relação amorosa entre duas mulheres tende a ser algo mais difícil para um homem aceitar do que propriamente uma iniciativa de desejo manifestada num momento esporádico.

Talvez por isso, os homens não consigam encontrar, por exemplo em séries como "A Letra L", momtivos de estimulação, mesmo quando se mostram relações lésbicas entre mulheres relativamente atraentes. A própria "masculinidade" (que na série até é pouco evidente) tão característica da maior parte das mulheres lésbicas, é um factor altamente destabilizador no entendimento da realidade homossexual feminina.

Partindo destas ideias, concluo que a fantasia de muitos homens não se prende com lésbicas (e daí o erro de se pensar que as relações entre mulheres são melhor aceites pela sociedade que as entre homens), mas sim com a Beleza, com mulheres belas, dispostas a esporádicas experiências bissexuais no calor de um efémero momento.

Há algum tempo, li uma reportagem portuguesa sobre experiências de "menáges à troi". As situações eram as seguintes:
1. Homem e amigo engatam uma miúda num bar.

2. Homem pede à namorada para experimentarem com uma amiga dela.

3. Mulher diz ao namorado que deseja experimentar com uma amiga dela.

4. Homem vai com duas amigas bissexuais.

5. Mulher vai com um casal

Dos cinco relatos recolhidos, só um revelou um final feliz: O casal em que a mulher pediu ao namorado para experimentarem com uma amiga dela. Só neste caso todos saíram satisfeitos e com vontade de, "quem sabe", repetir. Nos restantes casos houve sempre mal-entendidos(5.), inveja(1.), decepção(4.) e até raiva(2. - da parte da namorada).

Ler este artigo fez-me também pensar no outro ponto de vista, no da própria Mulher. Já tive várias conversas animadas sobre este assunto e a minha posição é esta: uma relação espontânea entre duas mulheres é muito mais natural de acontecer devido à subjectividade que uma experiência destas envolve. "Subjectividade" no sentido de não acarretar o envolvimento físico que, por exemplo, a relação entre dois homens acarreta (daí também acreditar que a bissexualidade masculina é um autêntico mito. Ou se é ou não se é). Salvo utilização de objectos estranhos, uma mulher não consegue, numa experiência bissexual, fazer a outra mulher algo que ela própria não faça a si mesma (ao contrário de dois homens que praticam sexo anal, algo que um homem não consegue fazer a si mesmo... salvo utilização de objectos estranhos!). A meu ver (e até prova do contrário), as sensações que uma mulher procura noutra mulher estão mais ligadas à subtileza do toque, ao conhecimento que as mulheres têm do seu corpo e à possibilidade de ser explorada de uma forma mais sensorial, talvez até mais estimulante que através do toque aventureiro e indisciplinado do homem. Isso sim, é uma fantasia.


Nota: Obviamente, esta dissertação não tem qualquer relação com o sentimento amoroso. Disso falaremos noutra ocasião.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Granda geek!


Peguei em dois primos emprestados (com idades sub7 enganadas), num amigo casado com a sua eterna namorada e lá fomos nós para o Museu da Electricidade. Grandas geeks! Um bilhete valia ambas as exposições. Só pelo exterior do monumento, já valia a pena. Pagámos com um sorriso nos lábios. Grandas geeks!
Entrámos e fomos recebidos por uma alienígena vestida de licra que nos brindou com um folheto. Brindámos. A galáxia era distante mas logo ali ao lado vimos uma nave aterrada. Apeteceu-me pilotar em direcção às estrelas. Prosseguímos. Os miúdos, emocionados, queriam era percorrer o labirinto da grande central eléctrica. Os graúdos estavam perdidos noutros labirintos, na luz das estrelas.
Começando pelas criações mais recentes, revelavam-se truques atrás de truques. Ideias simples, para serem transformadas (pós-produção) pela tecnologia informática. Uma bancada com milhares de espectadores... perdão... cotonetes pintadas libertou os primeiros suspiros de espanto. Os miúdos, claro, nem ligaram.
Mais à frente, outra nave em tamanho real parecia mesmo saída de uma guerra. Nova paragem para apreciar pormenores. Os miúdos puxavam-nos as camisolas para nos despacharmos. Para eles aquilo era apenas uma lata velha sem interesse. Lá fomos puxando. Subimos escadas, descemos escadas, passámos dentro da ex-fornalha da fábrica (semelhante às cavernas de um qualquer planeta do Império), vimos storyboards, designs, roupas, armaduras, armas, monstros, naves e cidades em miniatura. Todos os componentes necessários para tornar real uma galáxia de sonhos. As crianças corriam, batiam nas vitrines "Olha... quem é este?", "O que é isto?", "E etc...". Eu, um destes dias, hei-de amarrá-los a um sofá para fazermos uma maratona de sabres de luz...
Na melhor parte da exposição, a meu ver, estavam os engenhosos e velhinhos bonecos dos primeiros filmes... últimos filmes... primeiros... que foram feitos primeiro mas são os últimos... Granda geek! Lá estavam o fantoche do Master Yoda, o C-3PO, o R2-D2, o Han Solo na sua prisão de carbono, a recriação (húmida!) do pântano onde a nave do Luke caiu e, finalmente, já quase no fim da exposição, o imponente Darth Vader, antecipado audivelmente pela sua respiração, que ecoava em cada recanto sombrio da enorme instalação eléctrica. Parámos por momentos em admiração. Geeks de nível superior. Continuámos sem trocar uma palavra. À saída, ainda passámos pelo simpático Chewbacca, que nos faz voltar a sentir muito pequeninos. Os miúdos, esses, só queriam ir fazer experiências com electricidade e ir para casa jogar computador.
Observações: 1-Tive pena de não haver animação naquele dia. Sem os imperial troopers, vaders ou jedis à vista, os miúdos perderam rapidamente o interesse pelos manequins e modelos imóveis. 2-A apresentação de filmes sobre os bastidores das gravações e sobre a transformação daqueles modelos artesanais em paisagens ou personagens de dimensões irreais, foi uma mais valia deveras interessante, assim como os textos que refutavam quase por completo as ideias transmitidas pelos filmes (interessante subversão do tema). 3-Nunca fui grande fã da Guerra das Estrelas, mas tenho orgulho em ser um gato de típica formação geek! Viva a república!

terça-feira, janeiro 09, 2007

Calipso?


Atenção: Mega spoiler!
"Outrun" (ver frase no cartaz) é, sem dúvida, a palavra certa para definir este filme. Depois do prometido épico sobre o fim da civilização Maia, eis que Mel Gibson, o actor/personagem sempre tresloucado, nos apresenta um filme totalmente tresloucado sobre um "maiano" que corre p'a caralho! Daí "outrun". Em quase três horas de filme, onde metade são gajos a andar e a outra metade são gajos a correr, pouco se diz acerca da civilização Maia, a não ser que recrutavam escravos nas aldeias, pondo-os a trabalha na extracção de minérios ou decapitando os seus corpos, já sem coração (que lhes era retirado do corpo ainda a bater!), sacrificando-os aos deuses, exactamente como uma nação sem coração. Mas seria essa a ideia que Gibson queria mostrar ao mundo? A civilização que ele tanto quis defender com este filme, uma das maiores e mais evluídas, ser reduzida a uma cambada de trogloditas sedentos de sangue? Penso que não. E daí as contradições.
A maior contradição baseia-se, a meu ver, no facto de todo o enredo do filme querer forçosamente basear-se num acto de nobreza por parte de um nativo maia no meio de toda uma violência despropositada (quase ao nível dos filmes de terror série B, com litradas de sangue esguichante e som de ossos a partir). Um homem quer salvar a família depois de a ter conseguido poupar da violência que assaltou a sua aldeia. Depois de ser levado como prisioneiro, consegue fugir e matar quase todos os seus perseguidores, culminando a sua fuga na praia onde aportam os primeiros espanhóis. Mas, lá está, depois de vermos o nível de violência e decadência daquela civilização, queremos é que os espanhóis arranquem os corações de todos aqueles "maianos"... e à paulada!
No entanto, talvez as minhas ilações estejam erradas. Talvez o Mel apenas quisesse mostrar a civilização Maia como ela era, sem os pôr meiguinhos, nem mostrar como eram grandes ou porque razão entraram em decadência. Talvez quisesse apenas contar uma estória inspiradora, passada nos últimos dias de uma das maiores civilizações de sempre. Nesse caso, a estória é interessante, intressante no sentido de um Rambo, de um Caçador, de um Tarzan, mas não de um épico.
Para além disto, duas notas: 1ª- A realização tem pormenores interessantes, com imagens imponentes e surpreendentes usos de microcâmaras (principalmente nas cenas de perseguição). 2ª- Excelentes actores, sem qualquer estrela de hollywood, muito intensos nas suas performances, vendo-se que foram dirigidos por um realizador/actor/personagem tresloucado.
Por fim, aprecio o facto de o "maiano" que surge no cartaz, não ser o herói mas sim aquele que nos dá vontade de lhe arrancar o coração... à paulada!

sexta-feira, janeiro 05, 2007

O outro lado...

Estamos a meio da manhã. O trabalho pesa, perdemos o fôlego, a inspiração, a vontade. O corpo desliga. A mente apaga. Nada nos estimula, só nos chateia. Até que nos é apresentado algo original, inspirador, e nos faz pensar: as coisas nem sempre têm de ser iguais, correctas, certinhas, monótonas, convencionais. Olho para uma guitarra e deixo de ver uma guitarra. Olho para um gordo barbudo com ar de ferreiro e vejo simplesmente um génio musical.
...e eu que só tenho jeito para dormir e ronronar...

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Mudar de casa...


Depois de alguma deambulação casual, deparei-me com este ditado anglo-saxónico que tão
bem se aplica ao próximo grande passo da minha vida. Mudar de casa não é fácil. Dizem-nos
que, antigamente, quando as pessoas se casavam aos 17/20 anos, por amor ou por obrigação,
a sua vida adulta começava mais cedo porque tinham que se "amanhar" como podiam.
Arranjavam emprego, logo vinham os filhos, as contas, e aos 30 já estavam estoirados com
cabelos grisalhos e rugas na cara. Hoje em dia, com os filhos a viver em casa dos pais até aos
30/40 anos, a mente "juvenilizada" tem mais dificuldade em dar a volta e tornar-se responsavelmente e independentemente adulta.  Não tendo eu atingido ainda a fasquia dos 30,
é com relativa inconsciência e fantasia que me atiro de cabeça para esta nova aventura. Mas
não vou sozinho. A minha tendência, quando faço coisas arriscadas, é sempre levar outra alma
comigo.