quinta-feira, janeiro 15, 2009

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Mas a melhor campanha está actualmente no Pingo Doce.
Lá dentro. No tecto. Em cartaz.
Vejam se descobrem.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Eros vs Porno

Sem base científica, mas com base em experiência empírica e em diversas leituras provenientes das mais diversas fontes, é mais ou menos seguro afirmar que os filmes eróticos estão para as mulheres como os filmes pornográficos estão para os homens.
No curso que frequentei sobre Sexualidade, referiu-se muitas vezes que os estudos laboratoriais acerca da resposta sexual humana eram feitos a partir do visionamento de filmes. “Mas que tipo de filmes?”, questionei numa das aulas. “Suponho que pornográficos”, respondeu-me o orador, urologista extraordinaire. “Mas se está provado que as mulheres não têm a mesma reacção aos filmes pornográficos que os homens (sendo a estimulação visual mais eficaz nos machos), como se pode comparar as reacções fisiológicas de ambos os sexos, já que a fonte difere?”, retorqui. “Por isso é que a informação que temos actualmente sobre a sexualidade humana é tão incipiente. Ainda há muito por descobrir e confirmar. E um dos maiores enigmas continua a ser a sexualidade feminina, porque depende muito da parte psicológica. Aliás, grande parte das disfunções sexuais das mulheres, que as impedem de ter prazer e que muitas vezes condicionam as suas relações, são sobretudo psicológicas, nem sequer chegam a ser fisiológicas, mas que afectam a sua resposta a nível físico, e isso torna-se difícil de resolver”, respondeu-me o homem clínico. Ou seja, enquanto o homem valoriza sobretudo a acção, a mulher valoriza o “contexto” da acção. Basta perguntar a um homem qual a sua maior fantasia e a resposta será algo do género “fazer um menáge à troi”, enquanto uma mulher responderá algo como “fazer sexo numa praia deserta”. Na visão feminina o contexto vale tanto ou mais que a acção. Daí a sua preferência pelos filmes de índole erótica e não pornográfica/explícita (apesar de ser sabido que existem mulheres – e homens – para todos os tipos de gostos. É isso, aliás, que torna a sexualidade tão difícil de estudar e rotular. Refiro-me apenas num contexto generalizante...).
Esta questão surgiu-me ao tentar encontrar um filme erótico que gostasse de partilhar com a minha gatinha. A maior parte dos filmes eróticos são os chamados “thrillers eróticos”, em que o sexo surge quase sempre entre golpadas sanguinárias e planos macabros. Salvo algumas excepções, nomeadamente alguns dos clássicos das décadas de 70/80, é complicado arranjar um filme erótico em não haja violência, sangue, morte e coisas ainda piores. Eu sei que a intenção é estimular todos os sentidos, e que o medo contribui (e muito) para o aceleramento cardíaco e respectiva excitação física e mental. É essa a intenção, mas nem sempre é esse o resultado. O último caso foi o filme “Sexo e Lúcia”. Indescritível.
Por isso, ando a ver se encontro filmes que se concentrem no erotismo enquanto forma de arte e prazer (sem ser o sexo enlatado da playboy e afins).
Vai daí, comprei este livro:

Primeira impressão: é pesado.

terça-feira, janeiro 13, 2009

Cabrão do puto...


Ele é tudo o que lhe possam chamar.
Mas agora também o podem chamar de melhor jogador do mundo.
Merece!

quarta-feira, janeiro 07, 2009

I dream of twins...


É como subir o Evereste, atravessar o Canal da Mancha a nado ou tocar com a língua no cotovelo.
Possível, mas não para todos.
...
Basicamente, só postei porque gosto da foto.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Ler para querer...


Assim como este, o livro do grande “O” já começa a ficar com as páginas algo estimuladas de tanto serem tocadas, folheadas, relidas, sublinhadas e escrevinhadas com observações pessoais. Só não são lambidas porque não tenho aquele tique saudável e higiénico de lamber o dedo antes de virar uma página. Mas quase.
Como os melhores livros que li na vida, este foi mais um achado numa feira do livro de uma terra para lá do sol posto. Por uns meros 5 euros (escoamento de stock, diz na capa), comprei esta grande “tesão” do americano Jonathan Margolis. Descrevendo a importância do orgasmo desde os primórdios da existência humana, somos levados numa viagem por diversas paisagens, umas molhadas, outras mais secas, onde encontramos todo o tipo de pensamentos, filosofias, empirismos, análises, estudos, factos mas, sobretudo, diversidade e diversão.
A grande pergunta que se tenta responder é: “Será o século XXI o século do orgasmo?” Com base na evolução da humanidade e das sociedades em geral nota-se uma forte tendência para um alargamento da “sexualização” social. Através das descobertas científicas, dos estudos efectuados e das análises a casos específicos e respectivas comparações (que só começaram a ter relevância e a ser efectivamente considerados válidos apenas a partir de meados do século XX), é fácil notar que existe uma maior percepção das pessoas para a sua sexualidade e, por conseguinte, para si próprios enquanto seres humanos. Quer em termos de identidade de género (se nos sentimos homens, mulheres, ambos, nenhum ou outros... e actuamos como tal), como em termos de identidade sexual (se gostamos de homens, mulheres, ambos, nenhum ou outros... e nos sentimos mais atraídos por umas coisas em detrimento de outras). Porque o prazer é um objectivo comum. Em todas as áreas da nossa vida, apenas procuramos uma coisa: o prazer. E há muitas maneiras de consegui-lo. No entanto, neste caso específico, foca-se o prazer sexual. E é então que a verdadeira pergunta surge: “Será o orgasmo algo assim tão importante?”
Esta resposta tem 382 páginas. Ainda vou a meio.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Last year...


Mais do que um bom ano, tive uma boa passagem de ano. Aliás, tive duas. O fuso horário permitia essa excentricidade.
Com neve lá fora e um calor tropical lá dentro, houve saltos de cadeira em pé-coxinho, fogo de artifício artesanal, beijos confiscados, abraços apertados e sentimentos em avalanche. Tudo isto numa só noite, a noite mais longa.
Fora isso, muita cerveja (só para mim, danke shön!), almoços à noite, caminhos alternativos (com a Fräulein Fófinha a comandar a “Daimler” Vito), paisagens de sonho, subidas e descidas (umas a pé, outras em transporte periclitante), cabeças nas nuvens (ou por cima delas), pés entalados em trenós, estômagos às voltas na cama, discotecas coloridas sem ninguém, pequenos-almoços dignos de reis, um restaurante tão perto e ao mesmo tempo tão longe, um calendário para cada dia do ano, um médico bávaro (única prescrição: “a little drink”), a sua mulher (a cada beijo, uma cabeçada), um verdadeiro “pirrrata”, uma boneca com taquicardia, a música no coração com as notas todas, a mãe do Mozart, um cemitério com vultos, uma festa extremamente bem acompanhada, a visita guiada a uma cidade falsificada, a arquitectura futurista numa cidade antiga, a cabana do José Cid (junto à neve, em vez da praia), os deuses a caminhar sobre as águas do lago, as salsichas mais antigas da Alemanha, o Palais D’Amour encerrado para descanso do pessoal, o spot 69 para um instrumento de nove lugares, a cama partida por falta de uso, os rabos e os narizes gelados das mulheres, os programas da TV alemã com tradução simultânea, o sono que não chegava, o coro a roncar e a neve... sempre a neve, lá fora, à nossa espera.

Bom ano feliz!

segunda-feira, dezembro 22, 2008

So many presents...


... so little time.

Merry xmas, naughty kittens!!

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Weird...

Agora gosto disto:

Não sei se é bom se é mau...

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Boas festinhas...

Depois de ter visto este genial “postal” de Natal do meu amigo Quinta, fiquei um pouco renitente em relação a qual seria a minha mensagem para este Natal. Que coisa mais estupidamente incrível poderia eu fazer para superar o visionamento de duas mãos a mexer numa rata sueca, ao som de uma das melhores melodias natalícias alguma vez feitas?
Vai daí, lembrei-me: nada seria mais natalício do que mostrar um grande plano da minha boca enquanto eu devoro fatias enormes de bolo rainha fora do prazo, ao mesmo tempo que canto uma versão em holandês da música Silent Night, sendo simultaneamente barbeado por uma gatinha austríaca em biquíni enquanto ela se vai banhando com canecas de cerveja à medida que assobia o hino da Suíça em Ré menor entre a falha dos dentes da frente e tenta comer uma salsicha alemã sem morder.
Perfeito! Boas festas!

quinta-feira, dezembro 04, 2008

“I’m a human being, goddamnit!”


Apesar de pouco activo, aprecio o espírito activista. Aliás, foi a ler as páginas da revista ADBUSTERS que descobri o meu espírito culturalmente subversivo.
Por isso, prometi a mim mesmo que iria partilhar com toda os gatos e gatas que conheço (e que não conheço, através deste blog) a necessidade de verem o documentário “Zeitgeist”.
A veracidade ou não do que lá se diz e se mostra é, como sempre, passível de ser posta em causa (mais uma teoria da conspiração e etc.). Mas essa é uma das condicionantes da comunicação informativa no mundo actual. Suspeita-se das verdades por parecerem demasiado cruas e ocultam-se as lacunas para que não se transformem em mentiras. Neste caso, mesmo as imagens mais chocantes poderão, a princípio, ser vistas com indiferença porque reagimos como se estivéssemos a ver uma película de acção. Mas a pouco e pouco, vamos percebendo que afinal nem tudo bate certo, e essa é a única mensagem que deixo à vossa consideração. Ninguém é dono da verdade, mas a dúvida também pode ser uma arma social. Eu assumo que fiquei sobressaltado. Porque as imagens que lá se mostram não são ficção, são reais, e tiveram consequências. E as consequências não podiam ser mais verdadeiras.
Um filme destes (um documentário, uma produção independente, uma “seca” de 2 horas,...) poderá até passar despercebido a muita gente. Mas convém que não passe despercebido a toda a gente. É demasiado importante, principalmente para que se quebrem alguns mitos que regem/definem/manipulam a nossa sociedade. E são exactamente esses mitos que são postos em causa.
Resumidamente, este é um daqueles filmes de que se fala esporadicamente numa conversa de café quando, a meio de uma frase, alguém interrompe: “Por falar nisso, já viste o Zeitgeist? Não? Tens de ver. Depois falamos melhor sobre esse assunto.”

Vejam, grátis, aqui (com possibilidade de seleccionar legendas em português).

Ainda estou a ganhar fôlego para ver o novo ZEITGEIST: ADDENDUM.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Quem és tu...?


Nas várias experiências que tive em algumas das minhas sete (nove?) vidas, passei por várias provas que escamotearam a minha forma de ser. Não me refiro a provas que me foram impostas pelo destino. Essas somos obrigados a superar, a bem ou a mal. Refiro-me a provas que me foram impostas por terceiros, a testes, a exames de âmbito profissional mas de cariz pessoal, que puseram em causa a minha individualidade, que me obrigaram a dissertar sobre quem eu sou ou sobre quem poderia ser. Nessa altura, sempre me assaltou a dúvida de se deveria responder consoante a minha própria integridade ou consoante quem perguntava.
Escolhi sempre ser íntegro, honesto, sincero.
Talvez por isso não me seja reconhecida muita ambição.
Assumo que trabalho para viver. Não vivo para trabalhar. E orgulho-me disso.
Muitos sociólogos afirmam que o facto das mulheres estarem cada vez mais dedicadas à carreira tem contribuído para um aumento da taxa de divórcios (não tem a ver com machismo nem feminismo, é apenas uma constatação do progresso social). Já ninguém tem tempo para a família. A família passou para décimo quinto lugar. Não há tempo para nada. Tem de se dar tudo pela empresa. E o problema é que os filhos não se criam sozinhos. Há até quem já pense em engravidar de uma empresa porque ao menos assim ninguém se importa de fazer horas extraordinárias. E para quê? Para um dia sermos despedidos e relativizarmos a importância de tudo? Para um dia nos reformarmos e sermos demasiado velhos para reconhecermos o prazer de viver? Ou para termos os colegas de trabalho, aqueles que nunca nos suportaram, que disseram mal de nós nas nossas costas e que desejavam o nosso lugar, a comer canapés no nosso funeral (“menos um, talvez agora seja aumentado”)?
Pensem nisso, enquanto eu vou ali fazer amor com a nova impressora do escritório...

Modelo: Che
Foto: José Goulão

quarta-feira, novembro 26, 2008

Vil à beira...


Num mar revolto, não se consegue nadar. Apenas se consegue dar aos braços...

Art by: Danielle Bürli

segunda-feira, novembro 24, 2008

segunda-feira, novembro 17, 2008

Quantum of what?...


Oh... I see...

Para começar, não ia à espera de uma grande história. Sabia que este filme era baseado numa short story, por isso os diálogos não iam abundar. No entanto, a ligação com o filme anterior fez com que a pequena narrativa ganhasse uma dimensão ainda maior do que se fosse baseada num livro a sério, o que me fez sentir quentinho por dentro (e é perfeitamente credível que a Eva Green provoque isto a um homem, mesmo a um espião de sangue frio).
Depois foi o ritmo da acção. Chiça, com tanto "rapid eye movement" ia virando o barco antes do primeiro quarto de hora. Movimentos de câmara incríveis, rapidez atroz e o parkour em grande. Imagino como seria se, nos anos 90, o James Bond tivesse aderido ao skate...
Finalmente, o artista de circo levado à sua essência mais rudimentar. Que imagem mais comovente, neste mundo em recessão, do que ver o mais requintado espião do mundo a caminhar quilómetros pelo deserto e a apanhar o autocarro como todos os bolivianos de ponchos coloridos que nós somos.
As bond girls? Não reparei... havia?...

quarta-feira, novembro 12, 2008

Sigura o rós!


Ontem, no Campo Pequeno.
Com uns ácidos nos olhos teria sido melhor...

terça-feira, novembro 11, 2008

Para arrebitar...


Os 12 mandamentos lésbicos

1. Não te vestirás como um homem. Não se deve copiar aquilo de que não se gosta.

2. Não amarás a mulher da próxima, muito menos a da tua melhor amiga.

3. Não tentarás “converter” heterossexuais. É de péssimo gosto tentar incentivar alguém à homossexualidade (bem como à heterossexualidade) mesmo que sejamos irresistíveis.

4. Não desatarás ao palavrão só porque estás menstruada ou tens de fazer a depilação. Estas coisas quotidianas fazem parte do nosso orgulho em sermos mulheres. Ah, também já não se usa não gostar de fazer a depilação, está fora de moda! A depilação integral nunca esteve tão in como agora.

5. Não beberás cerveja pelo gargalo. NUNCA! Para além do mau aspecto, é pouco higiênico.

6. Não cuspirás para o chão! (Nem para o ar).

7. Não estarás sempre a gabar-te das conquistas amorosas nem dos teus feitos sexuais. Quando quiseres desabafar com alguém sobre esses assuntos, procura um padre e confessa-te.

8. Não coçarás os tomates (até porque não os tens).

9. Não levantarás a mão contra outra mulher. Se for mesmo necessário contrata alguém para fazê-lo por ti.

10. Não usarás perfume de homem, a não ser que a tua namorada to suplique, mas se ela o fizer leva-a ao psiquiatra primeiro.

11. Não esconderás as tuas fantasias sexuais da tua namorada. Já não se usa ser acanhada que isso também está fora de moda e, além disso, é importante partilhar mutuamente os nossos desejos, por mais esquisitos que possam parecer.

12. Não exagerarás no batôn. É bastante bandeiroso andares aos beijos com a tua namorada e aparecerem as duas com as bocas marcadas, como se fossem palhaços.

Mandamentos by: x-pressiongirl
Art by: Barbucci

segunda-feira, novembro 10, 2008

Things we lost in the fire...


Ando um bocado touchy.
Por que será?...

sexta-feira, novembro 07, 2008

segunda-feira, novembro 03, 2008