Ando a desconfiar das novas funcionalidades do Blogger. Segundo as estatísticas, este blog é lido por pessoas nos E.U.A., Brasil, Bélgica, Alemanha, Holanda, Reino Unido... mas também Coreia do Sul, China, Ucrânia e Japão. E pelo que me é dado a entender, são visitas regulares, ou então podem ser várias pessoas desses países que vêm aqui parar por engano. Mas só por curiosidade, vou fazer um teste:
Hi there!
Yes, you have arrived at a blog written by a cat. A black cat, nevertheless. That means your might be out of luck or, if you just love all the kittens in the world, this might also not be the place you are looking for either. Here, cat's imagery is only used for astronomical boring things, like illustrating very boring textual content with pics of tired cats, cats contemplating the abyss, cats doing stupid stuff or cats just lying around naked human females. But if you're into naked human females, this might not be your golden sandbox either. Here the human nakedness is only used if it has some kind of humorous appeal, as an object of a somewhat artistic/platonic contemplation, or if it's, like, interacting with some cat. So, the only reason this blog has cats it's because they symbolize curiosity. And, as you might know, curiosity killed the cat (that's when the nine lives come in handy), hence the blog's subtitle of curiosity being the ultimate passion.
So, if you are here for all the wrong reasons, leave a comment stating that you feel misguided by Google or something. I'll make sure to pass your complaint to the big cat.
On the other paw, if you are here on purpose, in a mist of curiosity and nothing better to do, then you are very welcome! The only bummer aspect is that you might have perceived that this blog is all written in Portuguese. So if you are not Portuguese, hope you like the images :) But if you are a Portuguese hosted in another country, please leave a comment telling me from where you are and why are you reading this. If you are not Portuguese and you are still reading this, tell me where you're from as well. I would like to confirm that Blogger is not bullshiting me, by telling that this blog has readers from countries like South Korea, China (where cats are eaten :P), Ukraine and Japan. Because if this is true, I have to start having some international concerns, and start writing about the 1988's Olympic Games, Cat's recipes, pornstars and origami folding techniques. So, whoever you are, wherever you are, if you are not in Portugal, tell me where in the world are you, and what types of cats do you eat for breakfast. I promise I will not take that the wrong way :)
Cheers!
terça-feira, setembro 13, 2011
segunda-feira, setembro 12, 2011
Senhor(a) tradutor(a): "O amor é assim"?... Temos de conversar... Mas eu percebo, foste pela frase do cartaz.
O filme é bom. É uma daquelas semi-comédias, semi-dramáticas, semi-românticas, semi-existenciais, semi-tudo e semi-nada ao mesmo tempo. É uma manta de retalhos narrativa (ou, se preferirem, uma colagem artística de imagens) que saltita no tempo e revela as dificuldades das relações entre pais e filhos, homens e mulheres, pessoas e pessoas, e mesmo cães e pessoas. É daqueles filmes que, se se quiser perceber exactamente o que o realizador quis dizer com todos os simbolismos e todas as pequenas mensagens subliminares, tem de se ver mais do que uma vez. Por um lado é isso que dá longevidade aos filmes, mas por outro é mesmo preciso querer saber, porque o filme não é assim tão cativante. Boa banda sonora, momentos deliciosos (a personagem materna é de antologia), mas a cola que aglomera todos os pontos de interesse, não se colou a mim de forma permanente. Ainda assim, é daqueles filmes que dão horas de conversa para saber o que as outras pessoas entenderam e sentiram. Ou seja, é um bom filme para partilhar com alguém...
O filme é bom. É uma daquelas semi-comédias, semi-dramáticas, semi-românticas, semi-existenciais, semi-tudo e semi-nada ao mesmo tempo. É uma manta de retalhos narrativa (ou, se preferirem, uma colagem artística de imagens) que saltita no tempo e revela as dificuldades das relações entre pais e filhos, homens e mulheres, pessoas e pessoas, e mesmo cães e pessoas. É daqueles filmes que, se se quiser perceber exactamente o que o realizador quis dizer com todos os simbolismos e todas as pequenas mensagens subliminares, tem de se ver mais do que uma vez. Por um lado é isso que dá longevidade aos filmes, mas por outro é mesmo preciso querer saber, porque o filme não é assim tão cativante. Boa banda sonora, momentos deliciosos (a personagem materna é de antologia), mas a cola que aglomera todos os pontos de interesse, não se colou a mim de forma permanente. Ainda assim, é daqueles filmes que dão horas de conversa para saber o que as outras pessoas entenderam e sentiram. Ou seja, é um bom filme para partilhar com alguém...
quinta-feira, setembro 08, 2011
Ah, a política...
Continuando na temática política, mas em jeito de macumba para afastar o mau olhado, sugiro este video.
São 20 minutos que servem apenas de comprovativo a uma ideia que tem tudo de vencedora, mas devo dizer que este video, mais do que o processo, captou a minha atenção pela sua finalidade.
Segundo o seu protagonista, o sr. Putin é um homem casado e extremamente ocupado, estando por isso impedido de satisfazer as vontades da sua líbido. Então este jovem resolveu apalpar o peito de 1000 russas e, logo a seguir, passar a “energia positiva acumulada” a Vladimir Putin com um aperto de mão.
Esta é, provavelmente, a melhor macumba de sempre. Mas o mais giro é que esta não é uma ideia de um tarado qualquer (até porque vê-se que tanto ele como elas se divertiram a concretizar esta acção). Esta é uma ideia que, apesar de divertida, tem um fundamento metafísico. A fluidez de energia entre os corpos é usada em diversas terapias, que vão desde as massagens à imposição de mãos (algo que a mim me diz muito). E se pensarmos que as nossas mãos estão em constante contacto com os mais diveros objectos e pessoas, porque não pensar que elas adquirem a energia desses objectos e dessas pessoas? E porque não pensar que quanto melhor forem os objectos ou pessoas que contactamos, melhor é a energia que recebemos e que projectamos?...
Apesar do rácio ser 1 homem para 1000 mulheres, esta aventura não degride de forma nenhuma a imagem da mulher. Isto podia muito bem ter sido feito ao contrário (algumas delas também aproveitam para "impôr as mãos" no corpo do rapaz), e tal como compreendo que os seios das felinas poderão ser a razão por detrás de todas as coisas parvas que os homens fazem no mundo, acredito, tal como este jovem, que eles podem também ser a nossa salvação.
quarta-feira, setembro 07, 2011
W...
Depois de um W.S.D. passado num velório (xô pra lá, karma maldito!), nada melhor do que falar de política.
Há uns dias vi o filme "W", do Oliver Stone, e sobressaltou-se em mim uma daquelas ansiedades que me sobressaltaram amiúde cada vez que via um filme que tivesse como pano de fundo a segunda governação da família Bush. Não que me interesse propriamente pela política americana, mas sobretudo porque cada vez mais a política americana é menos americana e mais global. Sendo este filme uma visão pessoal do Oliver Stone acerca do Bush Junior, que tanto exagera na caricatura como tenta compensar com a redenção de quem é totó e assume, não deixa de focar algumas questões importantes e que, a médio prazo, poderão ter algum impacto na forma como o mundo está organizado. Assim como George W. Bush trouxe de volta ideias que tinham sido projectadas ao longo do mandato do seu pai, levando-as às suas últimas consequências, poderá acontecer que o próximo presidente republicano dos E.U.A. aplique ideais que estão adormecidos enquanto toda a gente bafeja com serenidade o mandato do Obama (que pode ter sido a melhor coisa que já aconteceu aos E.U.A., mas que já vem sofrendo algum desgaste com as reformas que tentou implementar).
No filme usam-se expressões como "império", "ocupação", "domínio", "controlo", palavras perigosas, principalmente quando ouvidas numa Europa que já sobreviveu a muitas ideias megalómanas semelhantes e que, por via territorial, está ligada ao maior interesse dos americanos: o grande poço de petróleo (e de outras riquezas naturais) do mundo, o Médio-Oriente (ou Euro-Ásia). Os meandros destas guerras que proliferam e se arrastam nesse território, sem que ninguém as queira resolver na realidade, escondem muito mais do que divergências religiosas ou políticas. Escondem ideais imperialistas e potencialmente perigosas para a estabilidade mundial. Dito assim parece uma teoria da conspiração, mas é bom lembrar que estes países, apesar de pobres, possuem capacidade nuclear. E depois de ver esta cena, confesso que se fez alguma luz na escuridão que é esta falta/excesso de informação global:
W: Masterminds of the War on Iraq (Oliver Stone) from Kenneth Moe on Vimeo.
Esta cena, há que reforçar, é uma interpretação dos acontecimentos pelo próprio Oliver Stone. Não há certeza que esta reunião tenha existido com estes discursos, mas faz muito sentido, se reflectirmos sobre o esforço totalmente injustificado dos E.U.A. numa luta em que põem e dispõem de chefes de estado de países que não fazem mal a ninguém, mas que dominam mais de um terço das riquezas naturais do planeta. Nada disto me teria chamado propriamente a atenção, não fosse eu um espectador assíduo do "Daily Show" e de ter ficado recentemente a saber que há um candidato republicado a alinhar-se para uma próxima corrida à presidência, que dizem ser o "George W. Bush on steroids". Com o Euro em declínio, a Europa a tentar manter a sua união e com os países muçulmanos em constante rebuliço, não me admirava nada que, silenciosamente, a globalização (que na verdade tem servido apenas para uma expansão em massa da cultura e dos produtos americanos, assim como da exploração da mão de obra barata da China - que a levou a ser a maior economia mundial, colocando ainda mais pressão sobre os E.U.A.) se revelasse uma manobra silenciosa para criar um império americano que, a espaços, se vai implantando com mais ou menos força em pontos estratégicos do mundo. Porque se virmos bem, foi assim que todos os impérios foram feitos, com o invasão de países e o derrube dos seus líderes. Só que desta vez, os países não são do mundo ocidental. Não é a Alemanha a invadir a Polónia. Não é a expansão de um território. É um país a impor-se a outro com a justificação da democracia e da liberdade. Porque essas palavras não assustam ninguém, mesmo que sejam mentira. A maior das ironias, é que um Sadams ou um Kadafi que hoje são derrubados por rebeldes auxiliados pelos americanos, são os mesmos chefes dos rebeldes que derrubaram outros líderes anteriormente, também auxiliados pelos americanos. E se virem programas como o "Daily Show", que é muito mais do que um programa cómico, ficam a perceber que neste mundo, há quem venda armas aos inimigos, que só por si é ridículo, para, mais ridículo ainda, morrerem pelas mesmas.
Nada como um velório para soltar o político que há em mim...
Há uns dias vi o filme "W", do Oliver Stone, e sobressaltou-se em mim uma daquelas ansiedades que me sobressaltaram amiúde cada vez que via um filme que tivesse como pano de fundo a segunda governação da família Bush. Não que me interesse propriamente pela política americana, mas sobretudo porque cada vez mais a política americana é menos americana e mais global. Sendo este filme uma visão pessoal do Oliver Stone acerca do Bush Junior, que tanto exagera na caricatura como tenta compensar com a redenção de quem é totó e assume, não deixa de focar algumas questões importantes e que, a médio prazo, poderão ter algum impacto na forma como o mundo está organizado. Assim como George W. Bush trouxe de volta ideias que tinham sido projectadas ao longo do mandato do seu pai, levando-as às suas últimas consequências, poderá acontecer que o próximo presidente republicano dos E.U.A. aplique ideais que estão adormecidos enquanto toda a gente bafeja com serenidade o mandato do Obama (que pode ter sido a melhor coisa que já aconteceu aos E.U.A., mas que já vem sofrendo algum desgaste com as reformas que tentou implementar).
No filme usam-se expressões como "império", "ocupação", "domínio", "controlo", palavras perigosas, principalmente quando ouvidas numa Europa que já sobreviveu a muitas ideias megalómanas semelhantes e que, por via territorial, está ligada ao maior interesse dos americanos: o grande poço de petróleo (e de outras riquezas naturais) do mundo, o Médio-Oriente (ou Euro-Ásia). Os meandros destas guerras que proliferam e se arrastam nesse território, sem que ninguém as queira resolver na realidade, escondem muito mais do que divergências religiosas ou políticas. Escondem ideais imperialistas e potencialmente perigosas para a estabilidade mundial. Dito assim parece uma teoria da conspiração, mas é bom lembrar que estes países, apesar de pobres, possuem capacidade nuclear. E depois de ver esta cena, confesso que se fez alguma luz na escuridão que é esta falta/excesso de informação global:
W: Masterminds of the War on Iraq (Oliver Stone) from Kenneth Moe on Vimeo.
Esta cena, há que reforçar, é uma interpretação dos acontecimentos pelo próprio Oliver Stone. Não há certeza que esta reunião tenha existido com estes discursos, mas faz muito sentido, se reflectirmos sobre o esforço totalmente injustificado dos E.U.A. numa luta em que põem e dispõem de chefes de estado de países que não fazem mal a ninguém, mas que dominam mais de um terço das riquezas naturais do planeta. Nada disto me teria chamado propriamente a atenção, não fosse eu um espectador assíduo do "Daily Show" e de ter ficado recentemente a saber que há um candidato republicado a alinhar-se para uma próxima corrida à presidência, que dizem ser o "George W. Bush on steroids". Com o Euro em declínio, a Europa a tentar manter a sua união e com os países muçulmanos em constante rebuliço, não me admirava nada que, silenciosamente, a globalização (que na verdade tem servido apenas para uma expansão em massa da cultura e dos produtos americanos, assim como da exploração da mão de obra barata da China - que a levou a ser a maior economia mundial, colocando ainda mais pressão sobre os E.U.A.) se revelasse uma manobra silenciosa para criar um império americano que, a espaços, se vai implantando com mais ou menos força em pontos estratégicos do mundo. Porque se virmos bem, foi assim que todos os impérios foram feitos, com o invasão de países e o derrube dos seus líderes. Só que desta vez, os países não são do mundo ocidental. Não é a Alemanha a invadir a Polónia. Não é a expansão de um território. É um país a impor-se a outro com a justificação da democracia e da liberdade. Porque essas palavras não assustam ninguém, mesmo que sejam mentira. A maior das ironias, é que um Sadams ou um Kadafi que hoje são derrubados por rebeldes auxiliados pelos americanos, são os mesmos chefes dos rebeldes que derrubaram outros líderes anteriormente, também auxiliados pelos americanos. E se virem programas como o "Daily Show", que é muito mais do que um programa cómico, ficam a perceber que neste mundo, há quem venda armas aos inimigos, que só por si é ridículo, para, mais ridículo ainda, morrerem pelas mesmas.
Nada como um velório para soltar o político que há em mim...
terça-feira, setembro 06, 2011
segunda-feira, setembro 05, 2011
sexta-feira, setembro 02, 2011
terça-feira, agosto 30, 2011
segunda-feira, agosto 29, 2011
quinta-feira, agosto 25, 2011
Sexar-te...
segunda-feira, agosto 22, 2011
Detalhes...
Documentary : Sexy Girls Have It Easy from Bright Hand Pictures on Vimeo.
Esta é uma daquelas experiências empíricas que nos devem fazer pensar.
Primeiro porque a realidade é mesmo esta (e não são só os homens que dão estas abébias). Uma pessoa que cuida da sua imagem provoca uma reação diferente nos outros do que aquelas que não cuidam. Os mais racionais podem até pensar de outra forma. Quando eu era mais novo pensava "não vou mudar a minha maneira de ser nem a minha imagem porque quem gostar de mim a sério vai gostar de mim como eu sou." Mas isto são resoluções que a maior parte das vezes só resultam na teoria. Quem está à nossa volta desconhece se aquilo que mostramos é quem nós somos ou quem nós queremos parecer. Uma coisa é não exagerar, outra coisa é deleixarmo-nos por completo. Sempre acreditei que quem gosta de alguém deve gostar quando a outra pessoa está no seu melhor, tal como quando acorda, quando está doente ou fragilizada. Não se pode só gostar de alguém quando ela está vestida para a night ou quando ganhou a lotaria. Isso não é gostar realmente, isso é outra coisa. Daí o meu problema com os silicones e afins.
Outra lição que podemos tirar daqui é que devemos estar atentos aos pormenores. Seja quando vemos uma mulher pouco arranjada ou muito arranjada. É nos pormenores que estão as verdadeiras pontencialidades, por trás da máscara, da maquilhagem ou das olheiras, das roupas largas ou justas, dos olhos pintados ou dos lábios secos. Saber distinguir esses pormenores, os pequenos gestos, as pequenas nuances é que faz com que seja possível separar o trigo do joio. Neste exemplo, mais do que vermos que uma mulher bem arranjada tem mais sucesso que uma mulher mal amanhada, vemos que o facto dela estar mal vestida dá-lhe outra postura corporal, interfere até na sua forma de falar, e tudo o que ela faz para tentar compensar isso (a voz meiga, o debruçar-se sobre as pessoas) faz com que pareça ainda mais desesperada e até pacóvia. Acredito que as roupas não fazem a gata, mas qualquer felina sabe que o leão só é rei porque tem a juba.
sexta-feira, agosto 19, 2011
Histeria...
Há quase 4 anos que estou a ler um livro chamado "A história íntima do Orgasmo" (não por ser muito longo, mas por só o ler em tempo de férias, enquanto sublinho e tiro notas). Nesse livro, compreende-se a evolução do sexo e mais específicamente do orgasmo através dos tempos, desde a pré-história ao século XXI. Com base no conhecimento e nos documentos consultados e reunidos pelo autor Jonathan Margolis (americano), é-nos dado a conhecer os principais momentos evolutivos e revolucionários que marcaram diversas décadas e que chegaram a definir sociedades e até mesmo civilizações. Sem muita palha, cada página condensa informação pretinente e muita dela largamente desconhecida, apesar de algumas análises serem notoriamente limitadas pela visão americana.
Nestas últimas férias, onde o tempo para ler foi escasso, percorri os detalhes íntimos da época vitoriana e a sua repercursões em quase toda a primeira metade do século XX. No entanto, foi exactamente durante o reinado da Rainha Vitória que se deu o surgimento de um dos mais revolucionários objectos sexuais, apesar a sua primeira funcionalidade não ter sido propriamente relacionada com o prazer, mas sim com o diagonóstico médico-científico da um "flagelo" que assolou as mulheres da Inglaterra Vitoriana (leia-se ultra-conservadora e hipocritamente púdica), e que foi denominada como "histeria" (leia-se, mulheres que sentiam demasiado prazer íntimo). Deparados com tal "calamidade", os médicos da época ficaram mais assustados do que contentes, até que um decidiu inventar o objecto que foi mais importante para o despertar sexual das mulheres do que para o desenvolvimento científico da medicina. Para quem não esteve lá na altura (ou possui o objecto mas não sabe a sua origem), eis o trailer:
Posto isto, há que dizer que tenho apenas 72% de credibilidade no que diz respeito à matéria sobre sexualidade (com base nos resultados de um teste da Revista Sábado), o que significa que sou uma fraude. No entanto, há que dizer que o teste não incluia qualquer exercício prático. Podia ter chegado aos 73%.
Nestas últimas férias, onde o tempo para ler foi escasso, percorri os detalhes íntimos da época vitoriana e a sua repercursões em quase toda a primeira metade do século XX. No entanto, foi exactamente durante o reinado da Rainha Vitória que se deu o surgimento de um dos mais revolucionários objectos sexuais, apesar a sua primeira funcionalidade não ter sido propriamente relacionada com o prazer, mas sim com o diagonóstico médico-científico da um "flagelo" que assolou as mulheres da Inglaterra Vitoriana (leia-se ultra-conservadora e hipocritamente púdica), e que foi denominada como "histeria" (leia-se, mulheres que sentiam demasiado prazer íntimo). Deparados com tal "calamidade", os médicos da época ficaram mais assustados do que contentes, até que um decidiu inventar o objecto que foi mais importante para o despertar sexual das mulheres do que para o desenvolvimento científico da medicina. Para quem não esteve lá na altura (ou possui o objecto mas não sabe a sua origem), eis o trailer:
Posto isto, há que dizer que tenho apenas 72% de credibilidade no que diz respeito à matéria sobre sexualidade (com base nos resultados de um teste da Revista Sábado), o que significa que sou uma fraude. No entanto, há que dizer que o teste não incluia qualquer exercício prático. Podia ter chegado aos 73%.
quinta-feira, agosto 18, 2011
quarta-feira, agosto 17, 2011
quarta-feira, agosto 10, 2011
A-gosto...
10 dias de férias e ainda sem sinal de praia. Este ano, "a minha praia" é mesmo montar. Montar móveis e fazer arrumações. Nestes dias tenho tentado compensar as exigências de mestre de obras com as de intelectualóide em curtos espaços de tempo, com noites longas e dias curtos. Ainda assim, tem-me sabido bem. Também não sou daqueles anfíbios que só estão bem com um pé dentro de água e outro em terra firme. Gosto de areia na virilha q.b. Está-me a saber bem rechear uma casa do nada, adquirir uma nova rotina, congeminar novos espaços e germinar novas ideias. Gosto da ideia de transformar um espaço frio numa casa acolhedora. Para mim e para os outros.
O tempo para escritas e leituras, sem as horas estirado ao sol, também são escassas. Daí as noites longas. Entre essas leituras, uma das novidades deste querido mês de agosto com abruptas variações climáticas foi uma publicação que captou a minha atenção, não só pelas pessoas que participam nela, mas sobretudo pelo conceito em que se baseia: devolver a escrita ao papel. Torná-la inflamável, como diz na capa. Transportar as ideias que se disseminam em blogs, sem pressas, sem edição, sem barreiras, para um suporte físico, palpável, real. Essa publicação chama-se The Printed Blog (versão portuguesa).
Esta revista surge provavelmente na melhor altura do ano para ser lançada, o que só por si já demonstra alguma astúcia editorial. Os textos curtos e feitos de pensamentos expontâneos são a receita certa para uma leitura de Verão. Uma leitura onde se entra a-gosto. Ao ler os textos fiquei com uma vontade de contribuir para este restrito fórum de ideias, não fosse eu um ávido entusiasta de novos projectos, sejam eles quais forem. Mas quando chegou o momento de sugerir o meu blog, inevitavelmente comecei a refletir acerca da relevância de um blog. Qual a relevância do meu blog? Qual a relevância de um blog que não fala de política, que não fala da atualidade, que não acompanha a par e passo os maiores virtuosismos culturais? Qual a relevância de um blog sem temática concreta, que mais se assemelha a um mero diário de páginas soltas, que vai do mais enigmático ao mais explícito, que vai do mais pessoal ao mais histriónico, que vai do mais opinativo e crítico ao mais inconsequente, que vai do mais pragmático ao mais fantasioso, e que não tem legiões de seguidores, que não é opinion maker, que não é líder no google e que tem como autor um gato preto (cruzes credo!) com problemas sérios de curiosidade aguda (e a curiosidade, como se sabe, não é a melhor amiga dos gatos)? Ao pensar nisto, conclui que os meus textos talvez não importem a pessoas descontextualizadas de todas estas ambivalências de pensamento e escrita. Provavelmente este blog já é inflamável no sítio onde está. Porque, como é sabido, gato escaldado de água fria tem medo.
O tempo para escritas e leituras, sem as horas estirado ao sol, também são escassas. Daí as noites longas. Entre essas leituras, uma das novidades deste querido mês de agosto com abruptas variações climáticas foi uma publicação que captou a minha atenção, não só pelas pessoas que participam nela, mas sobretudo pelo conceito em que se baseia: devolver a escrita ao papel. Torná-la inflamável, como diz na capa. Transportar as ideias que se disseminam em blogs, sem pressas, sem edição, sem barreiras, para um suporte físico, palpável, real. Essa publicação chama-se The Printed Blog (versão portuguesa).
Esta revista surge provavelmente na melhor altura do ano para ser lançada, o que só por si já demonstra alguma astúcia editorial. Os textos curtos e feitos de pensamentos expontâneos são a receita certa para uma leitura de Verão. Uma leitura onde se entra a-gosto. Ao ler os textos fiquei com uma vontade de contribuir para este restrito fórum de ideias, não fosse eu um ávido entusiasta de novos projectos, sejam eles quais forem. Mas quando chegou o momento de sugerir o meu blog, inevitavelmente comecei a refletir acerca da relevância de um blog. Qual a relevância do meu blog? Qual a relevância de um blog que não fala de política, que não fala da atualidade, que não acompanha a par e passo os maiores virtuosismos culturais? Qual a relevância de um blog sem temática concreta, que mais se assemelha a um mero diário de páginas soltas, que vai do mais enigmático ao mais explícito, que vai do mais pessoal ao mais histriónico, que vai do mais opinativo e crítico ao mais inconsequente, que vai do mais pragmático ao mais fantasioso, e que não tem legiões de seguidores, que não é opinion maker, que não é líder no google e que tem como autor um gato preto (cruzes credo!) com problemas sérios de curiosidade aguda (e a curiosidade, como se sabe, não é a melhor amiga dos gatos)? Ao pensar nisto, conclui que os meus textos talvez não importem a pessoas descontextualizadas de todas estas ambivalências de pensamento e escrita. Provavelmente este blog já é inflamável no sítio onde está. Porque, como é sabido, gato escaldado de água fria tem medo.
quinta-feira, julho 28, 2011
segunda-feira, julho 25, 2011
sexta-feira, julho 22, 2011
quinta-feira, julho 21, 2011
Purga...
quarta-feira, julho 20, 2011
H...
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