terça-feira, janeiro 17, 2012
sexta-feira, janeiro 13, 2012
quarta-feira, janeiro 11, 2012
terça-feira, janeiro 10, 2012
segunda-feira, janeiro 09, 2012
sexta-feira, janeiro 06, 2012
Cabeceira...
Encontrei-o numa feira de livros em Algés. O título fez-me sorrir. "Os bons velhos tempos..." :) Comprei-o porque era uma pechincha. Pelo folhear dos capítulos, percebi que era um estudo feito sobre as relações amorosas (sim, relações amorosas vs protituição) desde o princípio da civilização lusitana, mesmo antes dos lusitanos povoarem as terras que actualmente definem o continente português. E ao ler a contra capa, percebi que as questões colocadas pelo autor perspectivavam a prostiuição de uma forma muito peculiar.
Agora a parte engraçada: O livro foi escrito em 1887 pelo desconhecido Alfredo Amorim Pessoa, um suposto historiador que baseaou a sua análise nas obras de outros historiadores. No entanto, esta obra foi reeditada em 1976 por Manuel João Gomes, que esquartejou brutalmente a obra original e acrescentou anotações no fim de cada capítulo. Ora, a obra, por muito interessante que seja, acaba por perder muita da sua relevância porque o editor do século XX, capítulo a capítulo, passa a vida a dar na cabeça do autor do século XIX e a dizer que o primeiro é incoerente e mal informado, sempre com o tipo de observações de um homem acabado de sair do 25 de Abril. É engraçado e confuso ao mesmo tempo, porque metade do que estivemos a ler durante o capítulo é desmentido nas anotações finais. Nunca tinha lido um livro assim. E para compor o ramalhete, nesta edição de 2006, o editor do século XXI diverte-se a dizer que o anterior editor e o autor têm ambos visões muito marcadas pelo contexto social em que se inseriam, perdendo assim alguma da sua imparcialidade histórica.
Ou seja, é um livro que não se recomenda a niguém, mas que, aqui e ali, revela informações que explicam a forma como entendemos ainda hoje a prostituição e/ou as relações "clandestinas" e a sua marca indelével na organização e evolução das sociedades e das pessoas/intituições que as compõem.
Agora a parte engraçada: O livro foi escrito em 1887 pelo desconhecido Alfredo Amorim Pessoa, um suposto historiador que baseaou a sua análise nas obras de outros historiadores. No entanto, esta obra foi reeditada em 1976 por Manuel João Gomes, que esquartejou brutalmente a obra original e acrescentou anotações no fim de cada capítulo. Ora, a obra, por muito interessante que seja, acaba por perder muita da sua relevância porque o editor do século XX, capítulo a capítulo, passa a vida a dar na cabeça do autor do século XIX e a dizer que o primeiro é incoerente e mal informado, sempre com o tipo de observações de um homem acabado de sair do 25 de Abril. É engraçado e confuso ao mesmo tempo, porque metade do que estivemos a ler durante o capítulo é desmentido nas anotações finais. Nunca tinha lido um livro assim. E para compor o ramalhete, nesta edição de 2006, o editor do século XXI diverte-se a dizer que o anterior editor e o autor têm ambos visões muito marcadas pelo contexto social em que se inseriam, perdendo assim alguma da sua imparcialidade histórica.
Ou seja, é um livro que não se recomenda a niguém, mas que, aqui e ali, revela informações que explicam a forma como entendemos ainda hoje a prostituição e/ou as relações "clandestinas" e a sua marca indelével na organização e evolução das sociedades e das pessoas/intituições que as compõem.
quinta-feira, janeiro 05, 2012
terça-feira, janeiro 03, 2012
segunda-feira, janeiro 02, 2012
Summer love...
O que dizer deste filme?...
Antes de mais, props só por estes 20 segundos iniciais.
Genial. Logo isto marca todo o ambiente do filme. É uma obra ficcional que se baseia claramente numa vivência real e que foi escrita por um gajo ressaimado mas com grande sentido de humor. Só por aqui sabemos que o personagem principal vai passar por algo que o vai deixar muito, mas muito f&%#$ com a vida.
A estória é contada com narrador (o que reforça a ideia de ficção ultra-ficcionalizada) e com elipses de trás para a frente que, por vezes, baralham um bocado, mas que acabam por ajudar ao ritmo da comédia ligeira.
São as referências culturais e as opções de realização que tornam este filme num filme de culto, mas é a estória em si que o torna memorável e que coloca as principais questões... ah, e a Zooey Deschanel! Damn!
Em termos de realização, existem opções muito boas, como a divisão da mesma cena entre a expectativa e a realidade; as imagens semelhantes que são analisadas com emoções diferentes; a ligação entre a animação 2D e a realidade; a apresentação da personagem feminina à la Amelie Poulain (mas sem ser demasiado colado); a luminosidade enquanto materialização das emoções; e a cena "caseira" filmada no IKEA (será que foi aí que se inspiraram estes malucos?)
Quanto à estória, tal como diz no início, é o básico "boy meets girl" mas, nessa base, tudo o resto é a subversão de um conto de fadas. E a piada é mesmo essa. Dando a abébia que o final é o que é porque foi assim na realidade, em termos de narrativa cinematográfica deixa um bocado a desejar. Há ali incongruências e questões pendentes que não são suficientemente exploradas, o que acaba por fragilizar as personagens. Mas isto são merdas de quem vê muitos filmes, porque é sabido que a realidade é tudo menos coerente.
Deixo só a minha opinião de que, neste cartaz, quem devia estar a inclinar-se sobre ele era ela. Bitch! :)
(Cine XXI, 4ª sessão)
Antes de mais, props só por estes 20 segundos iniciais.
Genial. Logo isto marca todo o ambiente do filme. É uma obra ficcional que se baseia claramente numa vivência real e que foi escrita por um gajo ressaimado mas com grande sentido de humor. Só por aqui sabemos que o personagem principal vai passar por algo que o vai deixar muito, mas muito f&%#$ com a vida.
A estória é contada com narrador (o que reforça a ideia de ficção ultra-ficcionalizada) e com elipses de trás para a frente que, por vezes, baralham um bocado, mas que acabam por ajudar ao ritmo da comédia ligeira.
São as referências culturais e as opções de realização que tornam este filme num filme de culto, mas é a estória em si que o torna memorável e que coloca as principais questões... ah, e a Zooey Deschanel! Damn!
Em termos de realização, existem opções muito boas, como a divisão da mesma cena entre a expectativa e a realidade; as imagens semelhantes que são analisadas com emoções diferentes; a ligação entre a animação 2D e a realidade; a apresentação da personagem feminina à la Amelie Poulain (mas sem ser demasiado colado); a luminosidade enquanto materialização das emoções; e a cena "caseira" filmada no IKEA (será que foi aí que se inspiraram estes malucos?)
Quanto à estória, tal como diz no início, é o básico "boy meets girl" mas, nessa base, tudo o resto é a subversão de um conto de fadas. E a piada é mesmo essa. Dando a abébia que o final é o que é porque foi assim na realidade, em termos de narrativa cinematográfica deixa um bocado a desejar. Há ali incongruências e questões pendentes que não são suficientemente exploradas, o que acaba por fragilizar as personagens. Mas isto são merdas de quem vê muitos filmes, porque é sabido que a realidade é tudo menos coerente.
Deixo só a minha opinião de que, neste cartaz, quem devia estar a inclinar-se sobre ele era ela. Bitch! :)
(Cine XXI, 4ª sessão)
terça-feira, dezembro 27, 2011
sexta-feira, dezembro 23, 2011
quinta-feira, dezembro 22, 2011
quarta-feira, dezembro 21, 2011
Tudo de bom...
[Verse 1: Game]Blood gang kill 'em all, Odd Future Wolf GangKidnap a vampire and drain all his f-ckin veinsWolf Grey Jordans, use his intestines for the stringsSnatch up Rihanna and throw her in front of a f-ckin' trainSniff a f-cking unemployment line of cocaineTie Lil B up to a full tank of propaneSwag, now watch him cook.. and just stand there and lookHave a bonfire with old Harry Potter booksMartians vs. Goblins, goons vs. the crooksAnd since me and Tune had Viacom shookI shoulda got a real-ass pirate to do the hookMaybe Jack Sparrow maybe Peter Pan's nemesisMy power's limitless like Blanco on Sega GenesisSuperhero, mad that Marvel overlooked meCause Spiderman and Hulk straight p-ssy!
[Hook - Lil Wayne]Bitch I'm a muthaf-ckin Martian (I'm a goddamn Goblin)Bitch I'm a muthaf-ckin Martian (I'm a goddamn Goblin)Muthaf-ckin Martian (to a goddamn Goblin)We are not the same, I am a Martian
[Verse 2: Tyler, The Creator]A year ago, I was poor, somewhatNow my future's brighter than Christopher's new haircutBruno Mars is still sucking dick and f-cking male buttsIn the same closet that Tyler Perry gets clothes fromI suck? Where the f-ckin Ring Pops?You got a better chance of getting a copy of DetoxWolfgang, we rock, crack rock and that shit was expectedLike Jayceon whenever he name-drop (F-ck you, Tyler)Jesus, motherf-cking TheresaThis nigga Game got Wolf Haley for this featureMy team is running shit like we have full-cleat AdidasGetting chased by the polices on a full bred CheetahBishop Eddie caught me tryna escapeBag full of drag and a Nicki Minaj mixtapeDragging all you fags to the back of the log cabinFall back like Lebron's hairline against the Mavericks, he lost
[Hook]
[Verse 3: Game]I do cause Tunechi always bless meHe killed me on my own track, so what? Not youF-ck you, I spit like I had kids with Erykah BaduI f-cked her on the day of that naked video shootI was sucking her p-ssy like it was wonton soupThen I hit Lebron's mom in bron-bron's coupeWith Delante West taping, we had bon-bons tooWith Cleveland cheerleaders, they had pom-poms tooI smacked them bitches wearing Bishop Don Juan's suit(Where was Snoop?) I don't know, probably doing what the Crips doBut when I'm with my uncle, f-ck it! Then I'm a Crip tooAnd I will Crip Weezy, Crip Jones, and Crip youNow I'm the Doggfather, walking with a Shih TzuMad that DC comics overlooked meCause Captain America's straight p-ssy
[Hook]
segunda-feira, dezembro 19, 2011
Life...
Malick, não sei se te hei de dar um abraço ou um par de estalos.
Não sei se te hei de dar um abraço pelos planos ou um par de estalos pela realização.
Não sei se te hei de dar um abraço pelo enredo ou um par de estalos pelo storytelling.
Não sei se te hei de dar um abraço pela direcção de actores ou um par de estalos pela manta de retalhos em que os envolveste.
Não sei se te hei de dar um abraço pela ousadia ou um par de estalos pelo delírio.
Não sei se te hei de dar um abraço pela temática ou um par de estalos pela forma como trataste o tema.
Não sei se te hei de dar um abraço pelo simbolismo ou um par de estalos pelo abstracionismo.
Não sei se te hei de dar um abraço pela estória ou um par de estalos pela história.
Não sei se te hei de dar um abraço pela obra de arte ou um par de estalos pelo filme.
Compreendo que o filme trata de um tema que não é facil de explicar. A "Árvore da Vida" (ou KABBALAH, como se designa o seu conhecimento na mística judaica) é uma visão do mundo e da vida de alguma complexibilidade, onde se mistura uma visão humanista com uma visão divina. Mas Malick, podias ter simplificado a coisa e não complicado ainda mais. Para mais informações, recomenda-se este texto: http://cabalamaconaria.blogspot.com/2009/04/imortalidade-e-arvore-da-vida.html.
Uma curiosidade: sendo eu um sintomático "abraceiro", como se viu pela crítica altamente acutilante a este filme, adquiri um puzzle que mais tarde emoldurei e pendurei na parede da minha minha casa. A obra de Klimt, "O Abraço".
(Cine XXI, 3ª sessão)
Não sei se te hei de dar um abraço pelos planos ou um par de estalos pela realização.
Não sei se te hei de dar um abraço pelo enredo ou um par de estalos pelo storytelling.
Não sei se te hei de dar um abraço pela direcção de actores ou um par de estalos pela manta de retalhos em que os envolveste.
Não sei se te hei de dar um abraço pela ousadia ou um par de estalos pelo delírio.
Não sei se te hei de dar um abraço pela temática ou um par de estalos pela forma como trataste o tema.
Não sei se te hei de dar um abraço pelo simbolismo ou um par de estalos pelo abstracionismo.
Não sei se te hei de dar um abraço pela estória ou um par de estalos pela história.
Não sei se te hei de dar um abraço pela obra de arte ou um par de estalos pelo filme.
Compreendo que o filme trata de um tema que não é facil de explicar. A "Árvore da Vida" (ou KABBALAH, como se designa o seu conhecimento na mística judaica) é uma visão do mundo e da vida de alguma complexibilidade, onde se mistura uma visão humanista com uma visão divina. Mas Malick, podias ter simplificado a coisa e não complicado ainda mais. Para mais informações, recomenda-se este texto: http://cabalamaconaria.blogspot.com/2009/04/imortalidade-e-arvore-da-vida.html.
Uma curiosidade: sendo eu um sintomático "abraceiro", como se viu pela crítica altamente acutilante a este filme, adquiri um puzzle que mais tarde emoldurei e pendurei na parede da minha minha casa. A obra de Klimt, "O Abraço".
Olho muitas vezes para este imagem e revejo-me naquele abraço.
No entanto, eu já tinha conhecimento que esta imagem fazia parte de uma pintura maior. Aquelas ramificações continuam e existe uma outra personagem presente. O que eu não me recordava era do título da obra. E foi a pesquisar sobre o assunto deste filme que descobri: "A Árvore da Vida".
(Cine XXI, 3ª sessão)
sexta-feira, dezembro 16, 2011
quinta-feira, dezembro 15, 2011
segunda-feira, dezembro 12, 2011
Última noite...
Quando um filme sobre traição é escrito e realizado por uma mulher, não há salvação para os felinos :P
Ideia a reter: uma mulher é capaz de acabar com o desejo do homem mesmo que ele queira muito... e é capaz de despertar o desejo do homem mesmo que ele e queira pouco.
(Cine XXI, 2ª sessão)
Ideia a reter: uma mulher é capaz de acabar com o desejo do homem mesmo que ele queira muito... e é capaz de despertar o desejo do homem mesmo que ele e queira pouco.
(Cine XXI, 2ª sessão)
sexta-feira, dezembro 09, 2011
Gross...
É um filme perigoso. Sem dúvida. Enquanto obra cinematográfica não tem grande valor artístico. Esperava-se mais do realizador que criou obras como "Crash", "Spider", "eXistenZ" ou "Estern Promises". Mas sobrevoando a óbvia retração do realizador na criação da cortina, da forma, da embalagem, evidencia-se o conteúdo, as palavras, as ideias.
Antes de ser filme, "A Dangerous Method" foi livro e peça de teatro. Na maior parte das vezes, isto significa que, independentemente da forma, o conteúdo merece ser transcrito e entendido nas mais diversas formas de reconstrução artística. É um tema universal, que toca a todos, que faz pensar o público nos seus mais variados contextos.
Mas o que fez esta obra de ficção existir foi a descoberta da existência de uma nova realidade. A personagem representada pela Keira Knightley foi uma peça do puzzle descoberta à pouco tempo, quando se pensava que a relação de Jung com Freud era apenas de dois contrapontos. A intervenção desta mulher na vida destes dois psicoanalistas veio dar uma nova interpretação às suas respectivas teorias e experiências pessoais e é isso que o filme pretende mostrar. Mas se todo este enredo era bom, no filme torna-se ainda melhor com a intervenção cataclística de Otto Gross (Vincent Cassel), um psiquiatra psicótico que foi um dos primeiros responsáveis pela chamada "liberação sexual" no início do século. Ele levanta questões pertinentes ainda nos dias de hoje (tal como quase todas as matérias abordadas no filme), colocando em "check" uma das mentes mais brilhantes do século XX.
Daqueles filmes que não justificam uma ida ao cinema (vêem-se bem na tv), mas que me fez sair da sala com mais perguntas do que respostas. E isso é bom...
quarta-feira, dezembro 07, 2011
Em poucas palavras...
Passou no canal Hollywood. Gravei porque tinha Peter Sellers. Pela descrição parecia ser um daqueles filmes de começar a bocejar nos primeiros dois minutos. Revelou-se um filme surpreendente, com Sellers no seu melhor.
Quando não se sabe o que se há-de dizer, o melhor é não dizer...
(primeiro filme das sessões domingueiras de cinema no sofá)
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