quarta-feira, setembro 26, 2012

Mel...


O que é bom nunca desaparece, reinventa-se...

segunda-feira, setembro 24, 2012

quinta-feira, setembro 20, 2012

quarta-feira, setembro 19, 2012

terça-feira, setembro 18, 2012

Sexo em Portugal: Parte 1...


Primeiro de quatro volumes publicados no Expresso sobre a sexualidade portuguesa, no maior inquérito alguma vez feito (não pelo número de pessoas questionadas, mas pelo número de perguntas feitas: 100)
Primeira parte: Práticas sexuais (iniciação, frequência, número de parceiros, satisfação, desempenho, orientação sexual, etc).
Até agora, estou mais desapontado com as respostas do que surpreendido...

sexta-feira, setembro 14, 2012

Del Rey...




















A GQ sabe... (e a Lana também.)

quarta-feira, agosto 29, 2012

quinta-feira, agosto 23, 2012

terça-feira, agosto 21, 2012

Strawberry swing...

O mal de ter ideias pré-concebidas é que isso não nos deixa aprender nada. Quando pensamos que sabemos algo sobre um assunto só porque ouvimos de relance, porque alguém nos contou, porque "achamos isto" ou "consideramos aquilo", o mais certo é estarmos enganados. Seja sobre que temática for. Ter uma ideia fixa sobre um assunto já é algo pouco aconselhável, e se ainda por cima for criada a partir do éter ou, pior ainda, a partir da opinião dos outros, somos apenas mais uma das causas para uma sociedade desinformada e desequilibrada. A partir do momento em que trocamos a curiosidade pela certeza absoluta, estamos perdidos. Assim, desde cedo que aprendi que quando se tem dúvidas sobre alguma coisa, o melhor é ir à fonte. E, normalmente, quando não se pode falar directamente com as pessoas envolvidas no tema, as melhores fontes são os livros.
Neste caso, eu tinha uma enorme curiosidade sobre o mundo do Swing. Já há algum tempo que ouvia "soundbytes" sobre esse universo paralelo, mas raramente me demorei sobre o assunto. Dava para perceber desde logo que não era para todos e que seria algo ainda difícil de absorver numa sociedade, apesar de já haver um bom número de casais em Portugal que desfrutam desse tipo de relação.
Ao encontrar este livro, escrito na primeira pessoa por um casal português de swingers, decidi finalmente embrenhar-me neste mundo semi-oculto. O livro é fininho e lê-se num fôlego, mas as descrições das experiências e a racionalidade com que é escrito são desarmantes. Quando acabei de ler senti que aquele livro poderia convencer qualquer pessoa a iniciar-se no Swing, tal é o nível de honestidade com que foi escrito.
O que aprendi é que uma relação de swingers não se resume à necessidade de querer ter sexo com outras pessoas. E também não é uma traição consentida (como é dito algumas vezes) porque se é consentido, nunca é traição. A ideia por detrás de uma relação de swingers é, acima de tudo, a cumplicidade. Por isso é que normalmente só é feito por casais mais experientes ou com uma mentalidade mais aberta. No entanto, a regra de ouro é que ambos têm de estar na mesma onda. Ninguém força ninguém. Ou querem os dois ou não funciona. E nessa base, surge a outra grande ideia inerente ao swing: o altruísmo. Os casais swingers são, a meu ver, aquilo que de mais desenvolvido há nas relações humanas modernas. São pessoas que perceberam que não é justo condicionar a vida de outras pessoas. É ter prazer em que a pessoa que mais amam tenha o máximo de prazer possível. Incluindo prazer sexual. Porque perceberam que exigir que alguém tenha sexo com a mesma pessoa para o resto da vida é estar a impedir essa pessoa de desfrutar da sua própria vida, porque isso vai contra a natureza humana (e contra a natureza em geral). O sexo é apenas uma expressão física de prazer que não implica necessariamente um envolvimento emocional. Esse envolvimento emocional fica reservado para quem se ama e com quem se partilha tudo. Ao nível da dimensão humana, isto é tão revolucionário como evolucionário. Saber amar sabendo que a outra pessoa não nos pertence. Saber amar sabendo que não temos o direito de controlar o corpo ou as emoções alheias. E sabendo isso, aceitando isso, sermos amados para além de todos os limites possíveis. Porque é nesse altruísmo, nessa libertação, nessa esperança de recebermos de volta tudo aquilo que damos, que a cumplicidade e o amor se tornam maiores, e que o ser humano finalmente percebe que não está na terra para ser dono de nada nem de ninguém, apenas para cuidar e desfrutar daquilo que lhe faz bem a si e aos outros.
Agora... estas são as ilações retiradas do livro. Será que a realidade poderá deturpar este conceito? Presumo que não, mas já houve várias teorias ao longo da história que, quando postas em prática, muitas vezes não correspondem às expectativas... e outras houve que as superaram. Wanna swing?...

segunda-feira, agosto 20, 2012

Vacações...

Primeiro, o último Batman do Christopher Nolan: estou cada vez mais fã deste realizador. Depois dos outros dois, depois do Inception, vê-se que este homem percebe o que é uma boa história contada em filme. Neste último caso, a personagem do Bane ficou um bocado abonecada demais, mas o enredo deixa-nos sem fôlego. É daqueles filmes que precisa mesmo das duas horas e meia para contar a história toda. E que grande final!

Segundo, Ted: às vezes tenho paciência para o Seth Macfarlane. Outras vezes não tenho. Mas num dia de féria, tive paciência e fui ver. A minha testosterona disparou. É uma comédia adulta com um urso de peluche, feita deliberadamente para gajos. Num dia de paciência, e dentro dos parâmetros todos, achei muita bom! Pontos extra pela reverência ao Flash Gordon. Não estava nada à espera. DEATH TO MING!!!

Depois, o Algarve: pela primeira vez com uma pequena cria, tudo muda. Os horários, a stamina, as olheiras, as saídas, o volume alcoólico, a pedalada, etc e tal, principalmente quando somos o único triciclo. Foi ano de adaptação. Para o ano será melhor.
Finalmente, o Alentejo: em família, comida caseira, piscina no monte, noites quentes e dias melosos. Deu para recuperar algumas energias, mas as olheiras continuam lá.
Preciso de férias das férias...

segunda-feira, julho 16, 2012

Alien...

Gosto da criação de universos. Gosto da criação de conceitos que têm como base a imaginação. Gosto de pessoas que concretizam sonhos/pesadelos em obras reais. Gosto de tudo isso. Mas não sou muito adepto destes Aliens.
Muito do valor deste imaginário provém do seu potencial gráfico e visual. E o grande culpado disso não é Ridley Scott, é H. R. Giger. Foi ao universo de Giger que este Alien me levou, e foi nesse que eu rejubilei.

Depois de ter visto recentemente este Prometheus, fiquei mais uma vez decepcionado com o resultado multimédia, mas apeteceu-me voltar à origem gráfica. Apeteceu-me também voltar a rever o Alien original, para juntar as peças desta prequela. Vi e voltei a não gostar muito. Não encaixo neste universo. Não sei porquê. Tinha muito para me ser apelativo, mas há ali peças que não conjugam e há pouca coisa que faça despertar a minha curiosidade...

quarta-feira, julho 11, 2012

sexta-feira, julho 06, 2012

Spider sense...

Finalmente. Fi-nal-men-te!
Depois de três intragáveis filmes com o totó do Tobey Maguire (ainda nem consegui ver o terceiro até ao fim), finalmente um homem-aranha que tem tudo a ver com o personagem original que conquistou tantos admiradores. E está tudo nos olhos. A forma como este Peter olha para o mundo tem tudo a ver com os putos introvertidos, fechados em si mesmos, com o mundo sobre os ombros, com as responsabilidades das suas escolhas, com as lições dos erros. Mas sempre com uma curiosidade no olhar, não com os olhos de veado em frente aos faróis, como o outro totó.
E também está na linguagem corporal, na forma de falar, no desgaste emocional, na postura e na dicotomia entre amargura e humor (essencial nesta personagem!).
Aliás, já deu para perceber que metade do sucesso de um filme de heróis de BD tem a ver com o casting. Por o público já ter tantas referências visuais dos livros, há muita coisa que precisa de bater certo. É a diferença entre a BD e os outros livros. Aqui já há uma base visual, enquanto nos livros de literatura escrita cada um imagina os seus personagens. A BD trabalha com algo que a restante literatura não trabalha: os silêncios, onde uma imagem vale mil palavras. E quando se traduz isso para o cinema, tem de bater certo.
No Hulk acertaram à primeira.
No Homem de Ferro acertaram à primeira.
No Thor acertaram à primeira.
No Homem-Aranha acertaram à quarta.
Nos restantes ainda não acertaram... (e não estou a contar com os heróis da DC.)
Para além disso, este filme vai buscar uma história que deve ter mais de 20 anos. Não sei se os putos sabem quem foi Gwen Stacy na vida de Peter Parker. Apesar da história estar um bocadinho baralhada, é sempre bom quando nos levam numa viagem assim. E ainda conseguiram manter a originalidade dos lançadores de teias em vez das secressões viscosas dos filmes anteriores. Muitos pontos por isso!
Depois há o lado menos bom. O exagero dos poderes. A sua demonstração pública que passa despercebida a toda a gente. Entre outras coisas pouco importantes, mas que parecem ser feitas à medida do público mais novo (houve crianças a delirar com as cenas).
E a Emma Stone. Tendo o Peter Parker acabado por casar com uma ruiva, não percebo porque é que tiveram de ir buscar uma ruiva para fazer de loira, mas a Emma Stone fica bem de qualquer maneira.
Venha o segundo! (Depois do teaser no genérico final, a minha aposta é: Abutre!)

quinta-feira, julho 05, 2012

Boyz...


De repente redescobri este álbum. É possivelmente o álbum do qual sei a maior parte das letras. Em especial esta música, que foi talvez a banda sonora da maior parte dos meus primeiros textos... e desgostos de amor.
Haverá guilty pleasure mais xoninhas que este?...

quarta-feira, julho 04, 2012

Underwater love...

Este filme é uma homenagem maior ao legado e ao imaginário de Georges Méliès do que o filme "Hugo". Simplesmente brilhante.

terça-feira, julho 03, 2012

Virar a página...


Sempre deu.
Desde muito novo que me refugiei na ficção. Não porque a minha vida tenha sido extremamente dura ou porque tenha passado por situações muito traumáticas, mas porque a a realidade que vivia não correspondia às expectativas da minha imaginação. Por isso refugiei-me nos livros, nas histórias, nas realidades onde todas as potencialidades de vida eram levadas ao seu expoente máximo.
Apaixonei-me pela literatura. E quando descobri a banda-desenhada, apaixonei-me também pelas imagens. A ficção é necessária. Seja ela qual for. A vida obriga-nos a fazer uma escolha, a seguir um caminho. Só se vive uma vez. A ficção permite-nos viver múltiplas vidas. Saber o que poderia acontecer-nos caso fossemos pela esquerda em vez de irmos pela direita, caso fizéssemos antes em vez de fazermos depois, caso vivessemos noutro país ou noutro tempo, caso fossemos mais aventureiros do que sedentários, caso tivéssemos mais certezas do que dúvidas, caso tivéssemos asas em vez de braços...
 Aprende-se muito a viver outras vidas. Aprende-se muito com o que os outros aprenderam, com o que os outros imaginaram, com o que os outros criaram. Ajuda-nos a aprender, a imaginar e a criar por nós mesmos. Ajuda-nos a querer mais do que apenas aquilo que a vida nos dá. Ajuda-nos a querer subir a montanha em vez de ficarmos satisfeitos só com aquilo que cai por ela abaixo.
Enquanto era filho único os livros eram a minha companhia preferida. Nunca fui muito de brincar na rua (a não ser quando ia de férias para o algarve ou para o alentejo) e a televisão só era boa aos fins de semana de manhã (ou então quando ia de férias para casa da minha avó e passava os dias deitado no sofá). Nos dias úteis, os livros eram da maior utilidade. Ainda hoje são. Ainda hoje são eles que mantêm a minha mesa de cabeceira no lugar. Sem eles, ela certamente voaria pela janela ou arrebentaria com uma das paredes. Um bom livro ajuda a dormir melhor.
No meu caso, o livro comanda o sonho. E o sonho comanda a ficção da vida...

segunda-feira, julho 02, 2012

Fun...

I need more fun.

sexta-feira, junho 29, 2012

quinta-feira, junho 28, 2012

Gato preto...

Olympia (1863) - Édouard Manet

segunda-feira, junho 25, 2012

Catalizadores...

Tenho uma avó que é uma catalizadora de positivismo, apesar da vida dela ter sido uma verdadeira série de desgraças. Ninguém na minha família teve uma vida pior que a dela e, ainda assim, ela é a maior fonte de luminosidade, entusiasmo e mimo que temos. Neste último fim-de-semana, ela passou o sábado com alguns dos seus irmãos (chegaram a ser 10, agora são só 5) e quando esteve conosco no domingo vinha cheia de felicidade para dar, sem nunca vender, nem comprar. Desde que a conheço que ela se entusiasma com pequenas coisas, só por estar com as pessoas, com pequenos gestos, pequenas atenções, um abraço, uma palavra, a felicidade dos que lhe são próximos, o sucesso pessoal e profissional, a saúde, o crescimento, a evolução, a criatividade e a alegria em geral. A única coisa que alguma vez nos exigiu foi também poder fazer parte dessa parte positiva das nossas vidas. Nunca nos cobrou algo que não merecesse, e geralmente eram sempre coisas fáceis de dar. Os poucos arrufos que eu e ela tivemos foram geralmente porque eu passei por uma fase demasiado intransigente, onde era contra todas as regras, todas as leis, inclusive cheguei a ser contra a própria felicidade, porque para quem gostava de escrever e tinha regularmente duvidas existenciais e decepções emocionais que pareciam ser o fim do mundo, não havia melhor estado de espírito do que a infelicidade. Cenas da juventude.
Mas a maneira de ser da minha avó não se alterou com o tempo. Mesmo com os problemas de saúde que hoje enfrenta (nada de grave, apenas dificuldade em andar), parece que o seu sorriso está cada vez mais aberto.
Mas voltando ao ponto de reflecção. Neste último almoço de família, a minha avó vinha a transbordar de alegria e dos mimos que recebera no sábado anterior. Os seus olhos brilhavam-lhe e distribuía sorrisos e elogios por toda a gente. Fez-me pensar: poderá o ser humano (e quem diz ser humano, diz todos os seres vivos) ser um catalizadores das emoções de que é alvo? Claro que não será apenas por esta razão, porque nós temos condicionantes inerentes que funcionam como "selecionadores" do tipo de coisas que nos influenciam ou não e da forma como as entendemos, mas poderemos nós ser melhores ou piores pessoas consoante aquilo que nos é "infringido" durante a nossa vida?
Das poucas coisas que me orgulho ao longo da minha vida é dos amigos que escolhi manter junto de mim. Digo "escolhi" porque foi mesmo intencional. Escolhi afastar-me das pessoas que sentia que me faziam mal ou que me levavam por caminhos que eu não queria. Escolhi afastar-me das pessoas que eu sentia que me estavam a transformar no pior sentido. Porque também senti que era permeável a isso. Lidar com pessoas pouco pacientes fazia-me ser menos paciente. Lidar com pessoas brutas fazia-me ser mais bruto. Lidar com pessoas sem escrúpulos fazia-me pensar menos nas consequências daquilo que fazia. E enquanto somos jovens e ainda nos estamos a descobrir interiormente, por vezes não sabemos se essa influencia nos está a transformar ou a revelar o que realmente somos. E isso pode ser muito assustador.
Por isso, ao longo da vida escolhi quase sempre conscientemente as pessoas que queria próximas de mim e aquelas que não queria. Muitas afastei porque sentia que eram más influências, outras afastei porque exigiam demasiado de mim, outras afastei porque eu exigia demasiado delas. Aliás, se formos a ver bem, todas as nossas relações são definidas por distancias. Se fizermos um gráfico, depressa conseguimos definir a distância "de segurança" ou "de conforto" que temos em relação a todos aqueles que nos rodeiam. Mesmo entre os membros da nossa família. Nem todos estão tão perto de nós como alguns dos nossos amigos. Há uma hierarquia que muitas vezes nem sempre é justa ou justificada, mas que precisamos que exista para conseguirmos ter o nosso espaço, para que nos consigamos movimentar por entre todos aqueles de que precisamos e que precisam de nós. E a energia emocional que catalizamos para cada uma dessas pessoas também é diferente. Daí os laços que criamos e a influencia que essas pessoas têm em nós (e vice-versa) definir também a forma como nos damos com elas.
Não sei se acontece com toda a gente, mas comigo acontece outra coisa curiosa. Eu sou percepcionado em diferentes grupos de forma diferente. Não é algo propositado. A energia que recebo e que dou é que difere. Isso provoca que, em determinados grupos, eu seja considerado uma pessoa mais extrovertida que noutros, tenha um estatuto mais relevante ou menos relevante, tenha uma aceitação mais benévola ou menos benévola, tenha uma margem de manobra maior ou menor, etc. Nas primeiras vezes em que identifiquei essas diferenças fiquei preocupado. Quem era eu afinal? Um maluco ou um totó? O rei da festa ou o bobo da corte? O bucólico ou o boémio? Achava que o problema era só meu, mas depois percebi que havia mais pessoas assim. Claro que tudo influenciava: o contexto, o estado emocional, o próprio dia, etc. Mas há pessoas que seja qual forem essas condicionantes têm sempre a mesma postura e a mesma relevância. Cheguei a invejar essas pessoas. Mas também há outras, como eu, que sentem muito mais o impacto do fluxo de energia e emoções de um determinado grupo ou situação.
Nesse sentido, gosto de acreditar que somos catalizadores de emoções e gosto de proporcionar as melhores emoções a quem me rodeia. Tal como na teoria do arroz. Vejam aqui (sem som!): http://www.youtube.com/watch?v=-1nCeFdHZu0