segunda-feira, março 11, 2013

Dia D...


Douglas Adams 11 de março de 1952 — 11 de maio de 2001

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Porno de salvação nacional...

Angela Enrabada... Dívida Perdoada - Promo from Filmes Hotgold on Vimeo.
Esta revolução certamente não será televisionada.
Em tempos de crise faz-se o que se pode e só alguns podem fazer isto. Ao estilo revolucionário do teatro de revista, este porno nacional anti-crise não vai resolver os problemas do país, mas é um reflexo de uma época, é o reflexo de um estado de espírito, de um povo e de pessoas que não gostam de ficar acomodadas.
Mais uma para o livro de memórias...

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Super...


Queda de meteorito na Rússia. Prevejo isto:

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

O puritanismo que contamina...


Ontem revi este filme. Este discurso reflecte exactamente um dos meus pontos de vista...

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Paper...


É mais tocante para mim o esforço da Disney em tentar manter a tradição e o encanto da animação desenhada à mão, do que a própria narrativa...

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Amor, esse deslargamento...


















Alguém sabe o que é o Amor? Onde começa, até onde vai, o que implica, o que implica que se abdique, quais os direitos, quais os deveres, deve ser emocional e/ou racional, precisa de um contrato, tem de ser para sempre, tem de ser sempre igual, tem de ser maior do que a própria vida, deve ser mais valioso que o ar que se respira, tem de ser exclusivo, pode ser múltiplo, baseia-se na paixão, na cumplicidade, no respeito ou é simplesmente uma coisa à parte, onde se ama ou não se ama, onde se fazem as coisas porque sim e onde não se fazem as coisas porque não? Aposto que cada pessoa terá a sua sentença.
Neste retrato cinematográfico, é um amor mais feito de silêncios do que de sons. É um amor mais feito de passado do que de presente ou futuro. É um amor que faz parte do quotidiano, é um prolongamento dos dias, do tempo e do espaço. É um amor que já só sobrevive a dois (quantos amores sobrevivem a um...?). É um amor que segue o batimento dos ponteiros do relógio... até que um dos ponteiros fica preso num segundo. A partir daí este amor torna-se num amor de sustentabilidade (sustento + estabilidade). Um amor de precariedade. Um amor em falência. Um amor de declínio físico e superação mental. Um amor pré-terminal numa altura em que a própria vida já faz o sprint final (seria esta história ainda mais trágica se a paragem no tempo se desse ainda a meio da corrida...?).
Há duas faces deste amor. E são essas duas faces que se encontram no silêncio que muda uma vida. São essas faces que sempre se encontraram e se deixam de encontrar. São essas faces que se reflectem uma na outra e demonstram que o amor não é só saber ter, é também saber deixar de ter...

terça-feira, janeiro 29, 2013

Escravos no/do cinema...














Primeiro, Lincoln. Uma história real. Grande filme. Maior Daniel Day Lewis. Um enredo lixado de seguir mas com as legendas vai-se lá. Imagens de antologia como só Spielberg sabe criar e performances de luxo, do actor principal ao último figurante. É engraçado como a libertação dos escravos foi uma luta ganha pelos republicanos aos democratas, e o primeiro presidente americano negro acabou por ser um democrata. Uma grande lição de política que pode comprometer o óscar de melhor filme (porque na américa a política é e sempre foi a preto e branco... partidariamente e literalmente).
















Depois, Django Unchained. Uma história ficcional, passada supostamente dois anos antes do filme de Lincoln. Tema comum: os escravos. Django é um filme séria A com todos os clichês de um filme série B. Um filme à Tarantino. E com isto quero dizer um filme que celebra o cinema enquanto arte e provoca a controvérsia. A celebração do cinema prende-se com o facto de este ser um pseudo-remake de um filme de 1966 (http://www.imdb.com/title/tt0060315/), de onde foram retiradas inspirações cinematográficas e a própria música do genérico. E essa é a marca de Tarantino. Para se saborear as suas confecções como deve ser, tem de se saber de onde elas vêm, não se pode atacar o Chef sem se saber do que se está a falar (como este totó fez: http://www.youtube.com/watch?v=DTE8FPgHeE4). A controvérsia da violência é ridiculamente forçada (depois de milhares de filmes violentos feitos desde sempre) quando a verdadeira questão difícil de engolir é a questão da escravatura, que no filme do Lincoln passa muito despercebida (aliás, nem se percebe o que leva os republicanos a querer o fim da escravatura, porque as razões enunciadas parecem demasiado "boazinhas"). A questão de uma sociedade que escravizou a sua própria população é que custa engolir, é que custa trazer à baila. Litros de sangue e cenas de violência já se viam em cinema antes do Tarantino saber o que era uma máquina de filmar. O problema é que os americanos sempre gostaram de violência na vida real, por isso estão actualmente a debater o direito às armas que sempre tiveram mas que agora servem também para matar crianças em infantários. Pior do que um filme (uma fantasia, uma catarse como afirma inteligentemente Tarantino) é a realidade dos telejornais, da maldade humana real, da insanidade com armas reais à mão de semear. Isso é que deve ser preocupante.

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Yolo...


"Yolo" foi uma sigla criada na net por quem faz cenas estúpidas e que significa "you only live once". Mas não é verdade que só se viva uma vez. A verdade é que só se morre uma vez. Vive-se todos os dias...

quarta-feira, janeiro 16, 2013

X...

"Samurai X" era daquelas séries de animação que marcam a infância/adolescência de qualquer fã de artes marciais, samurai wannabe, geek kid with big dreams. Mas se a série era para crianças, a versão em filme feita no ano passado é sem dúvida para mentes mais crescidas. Nunca pensei que fosse gostar tanto de uma transição destas. Questões importantes e adultas trazidas de uma animação. Cada vez mais, cinema (e blockbusters) não é só Hollywood.

quinta-feira, janeiro 10, 2013

O declínio em ascensão...


Ando a ver esta série. Vi este episódio ontem. É assustador. Os primeiros 5 minutos podiam ser retirados de um telejornal em Portugal hoje. Ainda não batemos naquele fundo, mas é incrível como a história tende a repetir-se. É bom para todos que ainda haja quem tenha memória...

quinta-feira, janeiro 03, 2013

quarta-feira, dezembro 19, 2012

quinta-feira, dezembro 13, 2012

quarta-feira, dezembro 12, 2012

sexta-feira, dezembro 07, 2012

sexta-feira, novembro 30, 2012

Na sombra da sombra, da sombra...


 Há livros que vêm por bem e este, decididamente, é um deles. Sabe bem ler histórias destas. Sabe bem porque lê-se de um fôlego. Literalmente. O livro lê-se em 20/30 minutos. A não ser que se queira apreciar bem a arte gráfica. Aí pode levar dias, semanas, meses, anos. E voltarei a ela várias vezes, certamente. A estória não é poética, com a capa indica, mas é deslumbrante, tocante, linda. E se a lemos num fôlego, quase que nos arriscamos a ficar sem ele. Claro que o título me chamou a atenção. Fui pesquisar. Para não estragar a surpresa não vou dizer a que se refere. Mas caso queiram saber mais depois de lerem, procurem "as três sombras" do mestre escultor Auguste Rodin.

quinta-feira, novembro 29, 2012

quarta-feira, novembro 28, 2012

What makes you itch...?


Esta é a questão que sempre guiou a minha vida e permitiu que eu conseguisse fazer tudo o que sempre sonhei fazer (bem, quase tudo...). Saber a importância do dinheiro mas não fazer as coisas apenas por dinheiro, perseguir os sonhos, cumprir as promessas, chegar onde sempre quisemos chegar e nunca viver satisfeito. Isso chama-se aproveitar a vida. "Mais vale viver uma vida curta e cheia (de emoções, de desafios e novas experiências), do que uma vida longa e vazia." É pá, sem dúvida...

terça-feira, novembro 27, 2012

Desfada...


À primeira vista o álbum é todo muito bom de uma ponta à outra. Mas depois de o ouvir 10 vezes, começamos a perceber que, para além de ser muito bom, tem momentos simplesmente geniais. Em especial para mim, um desses momentos é a canção "Havemos de acordar", escrita pelo incrível Pedro da Silva Martins, guitarrista e letrista dos Deolinda. Já tinha falado dele como um dos artistas mais talentosos e menos conhecidos do país, e mais uma vez o provou, tendo sido o único a escrever duas músicas para este álbum (mérito também da Ana Moura que o convidou).
"Havemos de acordar" é uma obra-prima-tia-mãe-avó-irmã-madrinha-cunhada-afilhada-etc da música mundial. É perfeita do primeiro acorde à última palavra. Para além da música, é o que se diz, como se diz e por quem é dito. As rimas internas, as frases suspensas, as palavras medidas ao milímetro, o sentido etéreo e eterno dos sentimentos e todo o arranjo musical e vocal que envolve o conteúdo, fazem desta música uma daquelas músicas duram milénios e da qual ansiamos nunca nos fartarmos delas. A primeira música, "Desfado", também escrita por Pedro Martins, não é fácil de entrar no ouvido, mais porque cumpre uma função do que propriamente explora sentimentos. A função é desconstruir o fado e a fadista (como o título da música/álbum indica), mas na sua funcionalidade é também um trabalho brilhante.
É sem dúvida um disco surpreendente, com pequenos altos e baixos que têm a ver com os riscos que foram tomados. Mas compensa. Compensa mesmo...