segunda-feira, junho 27, 2011

O "Conan de Bergman"...?


Não é o Conan de Bergman, mas podia ser.
Um filme que não tem mais do que 5 páginas de diálogo, quase todo em slow-motion (li algures que a intenção era que fosse mesmo todo), com uma personagem principal icónica, muito silêncio e muita contemplação, intercalados com cenas de violência extrema. Realizado pelo dinamarquês Nicolas Winding Refn (filho de uma das montadoras de Lars Von Trier), Valhalla Rising cria (ou recria) uma lenda mitológica (Valhalla é o paraíso dos guerreiros na mitologia nórdica), através de um filme que mistura diversas influências cinematográficas (o realizador vive em Nova Iorque), mas que não deixa de ter aquele efeito soporífero escandinavo de muitos minutos de nada. Pessoalmente não sou de gostar ou deixar de gostar de filmes que sejam lentos, mas há ritmos que se deixam entusiasmar pela sua própria auto-comiseração e, por vezes, a meu ver, perdem a eficácia. É como aquela regra que diz que o melhor realizador é aquele que melhor sabe fazer a câmara desaparecer para que a história pareça o mais "verosímil" possível e, neste caso, dei por mim a ficar muitas vezes consciente do posicionamento do cameraman, devido aos longos momentos de nada. Ainda na parte técnica, outra coisa que me perturbou foi a edição de som. Para se conseguir os silêncios sepulcrais, foi preciso eliminar o som das cenas de exterior e refazê-lo todo em estúdio, o que resultou em falhas de sincronização (principalmente nas cenas de luta) e em exageros de pormenor (como por exemplo quando uma das personagens mexe numa folha de árvore ou numa pedra). Fora isso, o filme até é visível e a história (apesar de algumas lacunas) é apreciável. A personagem principal, essa, é de antologia. E o facto de estar só em duas salas de Lisboa faz com que, eventualmente, ganhe algum estatuto de filme de culto.

sexta-feira, junho 24, 2011

quarta-feira, junho 22, 2011

terça-feira, junho 21, 2011

Perfect...

Segundo a lei da compensação, hoje, neste dia, numa terça-feira (o pior dia da semana), no primeiro dia de Verão de 2011 e num cenário de crise internacional, a minha vida está perfeita. Resumidamente, tenho tudo aquilo que sempre sonhei ter e não tenho aquilo que sempre sonhei não ter.
Tenho a gata ideal para mim, o trabalho com que sempre fantasiei, a casa no lugar que desejava (com as assoalhadas necessárias, a disposição que eu precisava, o preço em conta e que se dizia ser quase impossível de encontrar), o carro com o estilo certo e sem ser de uma marca ostentosa, uma saúde estável e uma filha a caminho (consegui conceber uma mulher, goddammit!). Tudo isto no prazo de anos que, qual mini-Nostradamus, defini desde criança: os 30 (tal como defini que aos 60 estaria numa cama de hospital com os pés para a cova... bate na madeira, fdx!).
Da mesma forma, as coisas que sonhei não ter são exactamente as que não tenho. Mas também elas são necessárias. São elas que me fazem viver na ponta dos pés, querer ser melhor, querer ser maior, desafiar as minhas capacidades, evoluir. São elas que não me deixam acomodar, que evitam a minha apatia, que não me deixam ficar parado sem ter mais sonhos, mais ambições, mais desejos. Aliás, são as coisas que não tenho que me compensam neste momento e que fazem com que aquilo a que chamo perfeito seja, na realidade, obra do imperfeito.
O que ainda falta fazer é tão importante como o que já foi feito. E é nesse limbo que se encontra o meu ponto de equilíbrio.
Nunca fui de pedir nada mas, pela elaboração dos acasos, as coisas foram-me acontecendo ou chegando até mim. E, ao olhar para trás, vejo que as coisas foram acontecendo numa sequência que eu nunca teria imaginado naqueles desejos de "o que que é que queres fazer quando fores grande". Dei muitos passos por instinto, outros por desespero, outros por mera estupidez, mas tanto os que correram mal como os que correram bem, todos me fizeram chegar a este dia.
Antes que tudo possa começar a correr mal, e porque raramente podemos assinalar o momento em que a nossa vida é aquilo que sempre desejámos, mesmo que secretamente, é magnífico dizer que hoje, a minha vida está perfeita.
Espero que a vida de todos os que lêem este blog também chegue a esse dia. Like a boss!

segunda-feira, junho 20, 2011

1X2...


Tal como já me tinha acontecido com os filmes "Jogo de Espiões", "Diamantes de Sangue", "Hotel Ruanda", entre outros, este é um daqueles filmes que nos faz desesperar. Não só pela história trágica, pela luta dos personagens, pela situação em que se encontram e pela conclusão do filme, mas sobretudo pela crueldade da realidade que ele representa. Saber os meandros políticos e empresariais que estão de tal forma contaminados que conseguem colocar um continente inteiro refém de caprichos gananciosos, provoca uma dor muito maior do que aquela provocada por um amor despedaçado. Um filme potente, com uma personagem feminina "maior que a vida" (excepcional Rachel Weisz) e um Ralph Fiennes que quase volta a reencarnar "um paciente inglês", tal é a dor e o desespero que consegue transmitir. Realizado por Fernando Meirelles (Cidade de Deus), com pormenores de génio, que só ajudam o filme a ter ainda mais impacto. Muita bom!


Não percebi. Deixem-me explicar. Brian Singer, o homem que realizou o brilhante (e antigo) Suspeitos do Costume, tem um problema com super-heróis. Depois de ter conseguido algum bom feedback com os primeiros dois X-Men, conseguiu "abichanar" o Super-Homem e agora, como produtor, deu uma traulitada agressiva num filme que tinha tudo para ser épico e clássico e fazer-me comprar a edição mega-super-extra-especial e tudo e tudo e tudo. Segundo uma entrevista, o realizador e co-argumentista Matthew Vaughn (Stardust, Kick Ass) disse que os personagens do filme já tinham sido escolhidos quando ele entrou no projecto. E uma decisão destas só pode vir do produtor. A minha questão é: se vamos fazer um filme sobre a origem dos X-Men, porque não usar os X-Men originais? Até se deram ao trabalho de colocar a história nos anos 60, porque tiveram de mudar a equipa? E ainda por cima com os elementos mais dispares que podiam ter sido seleccionados. Misturaram personagens clássicos (como o único original Beast), com personagens semi-clássicos (Havock, Banshee e Mistic) e personagens que são tão recentes que só os ultra-geeks são capazes de reconhecer (Angel, Darwin, Riptide e Azazel).Ou seja, fez-me sentir ultra-geek, o que é má onda. Desta forma, não só não respeitou as histórias originais, como baralhou tudo. Obrigado, Brian. O que vale é que o Matthew Vaughn lá conseguiu perceber que o filme era verdadeiramente sobre a relação entre Charles Xavier (Professor X) e Erik Lehnsherr (Magneto), sobre a sua evolução, o seu background e a forma como os seus carácteres se foram moldando às suas visões do mundo. Uma grande história, muito bem escrita e com grandes interpretações de actores muito bem escolhidos (o que, neste tipo de filmes, é meio caminho andado). Outras boas aquisições foram os vilões Sebastian Shaw (Kevin Bacon) e principalmente Emma Frost, com a surpreendente January Jones a libertar toda a sexualidade reprimida na série "Mad Men". No seu conjunto é um bom filme, devido ao argumento muito bem escrito, às boas interpretações e à realização muitas vezes arriscada. Props para as participações de Hugh Jackman (Wolverine) e da Rebecca Romijn Stamos (Mistic mais crescida) que marcaram bons momentos no filme. É acima da média, mas não me encheu as medidas.


Já há muito tempo que andava para ver isto. Tal como o "Big Lebowski", este era um daqueles filmes de culto que toda a gente dizia "Fónix, ainda não viste isso? É brutal, é uma granda pedrada, é muita maluco" e etc e tal. Agora que a segunda parte está no cinema e toda a gente quer saber o que eu achei do primeiro, fiz uma late night session e embrenhei-me na "Ressaca". E, tal como o "Big Lebowski", fui com as expectativas muito altas e... gostei. Mas depois de tanto hype é difícil desfrutar da mesma forma. As coisas parecem sempre maiores quando são emplogadas pelas palavras de quem gostou. Mas tal como o "Big Lebowski" acho que é um filme que vive melhor na memória do que propriamente na tela ou no ecrã. As cenas são realmente ridículas, mas parece que funcionaria melhor numa daquelas histórias que se contam entre amigos, entre copos e cenas. Esperava mais do Zach Galifianakis, mas fica para a história o Mike Tyson a cantar Phil Collins. Tá nice.

quinta-feira, junho 16, 2011

Cat woman...


She loves me, she really loves me.

terça-feira, junho 14, 2011

quarta-feira, junho 08, 2011

Unhas e dentes...


Novo projecto português.
Muita bom.

quarta-feira, junho 01, 2011

Pinar...


O que é a dança? Depois de ver este filme, percebi que a dança é, acima de tudo, abandono. Abandono do corpo e da alma ao movimento, ao sentimento, ao espaço e ao tempo. Um abandono controlado por uma coreografia que quanto mais perfeita, mais invisível. A dança de Pina não está nela nem nos bailarinos, está entre eles. E esta é uma ilação minha, que pode ter tudo de errado. Confesso que nunca fui muito de danças. Não fui educado a apreciá-la nem a compreendê-la. A dança era apenas um catalizador da música, que eu só executava para fazer rir os amigos e pouco mais. Até há alguns anos atrás nunca tinha ido ver um espectáculo de dança, e aquele que vi entretanto misturava ginástica e baseava-se no filme do "Voando sobre um ninho de cucos". Por isso, seria impossível ter sentido o que senti ao ver as coreografias de Pina Bausch, não fosse ter ficado totalmente embevecido pelo programa "So you think you can dance". Sinal dos tempos, foi graças a este reality show (que na verdade é muito mais do que isso) que comecei a perceber o que é o mundo da dança, o que está embutido numa coreografia. O que provém do coreógrafo e até onde vai a intuição do bailarino. Foi aí que percebi a importância dos gestos, dos detalhes (algo que Pina descreve subliminarmente, quando fala na diferença que há entre andar com os olhos fechados mantendo as íris para a cima ou para baixo), daquilo que está para além dos passos contados, das marcas musicais, ou das pausas e dos silêncios. Mais do que isso, importa o que se sente, o estado de espírito, a personagem, a entrega. E é essa entrega que define Pina. Com pequenas palavras ela criou bailarinos. Criou, não através de moldagem, mas através de um despertar mental. E isso faz toda a diferença.
O filme é uma ode, uma homenagem a Pina Bausch, de uma beleza extraordinária. As danças fora do palco, em cenários naturais, como Pina gostava, dão-lhe uma dimensão de vida, que supera a mera arte. Mas essa nem foi a parte que mais me emocionou.
O que me tocou foi um conceito que, pelo que me foi dado a perceber, existia amiúde nas coreografias de Pina. O conceito do zelador. Em muitas coreografias, um dos bailarinos observa o outro, mas mais do que apenas observar, zela pelo outro. E isso é algo que me toca profundamente. E não é de agora (talvez seja mesmo matéria para psicólogo analizar...). A referência que me atacou desde logo a memória foi uma imagem idêntica que vi num espectáculo do Circo de Soleil, em que dois homens zelavam pela queda de duas equilibristas num baloiço. Seria muito difícil eles conseguirem salvá-las, caso alguma caísse, mas só o facto de estarem ali, dispostos a, quem sabe, levar com elas em cima e darem a sua vida por elas, marcou-me. Da mesma forma, em mais do que uma coreografia, Pina coloca alguém que zela pelo outro. Seja afastando obstáculos à medida que uma frágil jovem corre de olhos fechados, seja amparando quedas inusitadas, seja guiando percursos, seja agarrando alguém que se lança no ar. Pode não ser nada de novo nem nada grandioso, mas se há sempre uma razão, por mínima que seja, para gostarmos ou não de algo, esta foi a que me fez querer "pinar" vezes sem conta.
Pormenor curioso: a companhia de Pina é formada por bailarinos das mais diversas nacionalidades. Europeus, asiáticos, latinos, americanos. Nenhum português, apenas uma brasileira. As coreografias de Pina têm as mais diversas músicas, desde música étnica, a música moderna, passando pela ópera. Mas a última dança deste filme, uma pequena performance a solo executada por Pina Bausch, que acaba com um adeus, é dançada ao som de um fado de Coimbra. É curioso ver que cada música tem a sua função e a do fado, especialmente o de Coimbra, é mesmo a da indulgência da saudade.

segunda-feira, maio 30, 2011

C'um escafandro...


É bonito? É. É dramático? É. É inspirador? É. É original? É. É um grande filme? É, mas acima de tudo é uma fascinante realidade.
Muita bom.

quinta-feira, maio 26, 2011

Water...


Not enough for me.

segunda-feira, maio 23, 2011

quinta-feira, maio 19, 2011

quarta-feira, maio 18, 2011

Oh boy...


... it's a girl :)

Assinatura...

Esta passa nos cinemas Medeia há mais de 3 anos:

+CINEMA Separador from codex on Vimeo.


E esta é a nova campanha da Sic Radical:

Criei a assinatura para a +Cinema em 2008. A +Cinema é uma empresa de conteúdos publicitários para cinema, daí o "ver para querer=desejar/comprar". Agora é usado pela Sic Radical. Eu sei que, no mundo da criatividade, estas convergências acontecem amiúde. Mas comigo foi a primeira vez. É quase inevitável ficar com a sensação que nos copiaram de alguma forma, mas os "criativos" são animais que bebem inspiração de todo o lado, muitas vezes sem o saberem. Uma vez criei um nome para uma personagem a partir de um cartaz que via todos os dias a caminho do trabalho. E só dei pelo cartaz muitas semanas depois de ter criado o nome. Talvez tenha acontecido algo parecido. O criativo que concebeu esta assinatura pode ter ido muitas vezes aos cinemas Medeia e, mesmo sem dar por isso, ter ficado com a assinatura da +Cinema no inconsciente. Ou então a mente dele simplesmente seguiu os mesmos passos conceptuais que a minha. A mente é este mistério. Não sabemos o que fica e o que sai. Mas, apesar de estranho, sorri quando vi "a minha frase" ganhar novo estatuto. Nunca acreditei ser dono de nada. No meu entendimento, o que é bom é para partilhar. E, neste espírito, novas ideias virão, certamente. Let's keep rocking!

segunda-feira, maio 16, 2011

Set...


Uma semana no Algarve... em trabalho.

terça-feira, maio 03, 2011

Been there, done that...


Por isso é que sempre gostei de a ir à igreja...

segunda-feira, maio 02, 2011

God of Thunder...


Fui ver o Thor e confirmei algo que cada vez mais tenho apreciado. Nas adaptações de personagens de BD para filmes, o segredo está mesmo em escolher um actor que seja uma personificação "credível" da personagem, em vez de escolher um actor conhecido só para vender bilhetes e depois se perca a credibilidade (como aconteceu com o Edward Norton no Hulk, o Ben Affleck no Daredevil, ou com o Tobey Maguire no Homem-Aranha, entre outros; mesmo neste Thor, há uma ligeira overdose de "estrelas"). Dos actores conhecidos que protagonizaram super-heróis, quanto a mim só resultou mesmo o Robert Downey Jr. que, não sabe, mas é o Tony Stark. Fora isso, as melhores adaptações ficaram a cargo de semi-desconhecidos (agora super-estrelas) como o Wolverine de Hugh Jackman, o Hulk de Eric Bana, o Batman de Christian Bale e de Michael Keaton (mas não de Val Kilmer e muito menos de George Clooney) ou o Super-Homem de Christopher Reeve (já o novo Super-Homem do desconhecido Brandon Routh, por culpa do realizador, quase que podia ter uma capa cor-de-rosa). Isto porque, sendo caras pouco conhecidas, é mais fácil haver uma "suspension of disbelieve" sem estarmos agarrados a personagens anteriores representadas pelo mesmo actor. Este Thor é o Thor. E o gajo que faz de Loki é o Loki. Perfeito. A partir daqui poderão ser outras coisas, mas neste filme são os dois personagens saídos das BDs originais.
Visualmente é um filme muito bom. A recriação de Asgard está digna de Oscar. No entanto, a história é fraquinha. Também não acredito que o realizador (pelo seu historial) fosse capaz de muito mais. Mas eu só entendo porque a Marvel parece ter decidido transformar as suas colecções de livros em filmes e fazer um filme a pensar já no próximo. Este filme daria uma boa BD, mas não sei se como filme (com um público-alvo diferente) seja muito atractivo. Um filme quer-se inteiro, e este está partido logo à partida. Ainda assim, tem cenas muito boas e o elenco salva quase todas as cenas. Principalmente a babe Natalie Portman. Acredito mesmo que ela fez este papel por "geekismo" (e talvez para comer o Chris Hemsworth, como afirmou uma gatinha à saída do cinema). Mas seja por uma razão ou por outra, para mim já ganhou há muito tempo. É a prova que não são precisas grandes mamas nem grandes atributos físicos para se ser a maior, basta ter esta atitude...

Natalie Portman Uncensored Rap por newsoftheworld
e este sentido de humor...

sexta-feira, abril 29, 2011

Books...

Começou ontem a feira do Livro de Lisboa. Apesar de não terem sido comprados na feira, estes foram os dois últimos livros que adquiri:

"Portugal para miúdos" foi ilustrado pelo meu amigo Ricardo Cabral, possivelmente o melhor ilustrador português da sua geração. As imagens são extraordinárias, mas a história fica um bocado áquem. Para além de ser em rima, o que condiciona um pouco a passagem de conhecimento, este parece ser um livro sobre a História de Portugal para miúdos que já saibam muito sobre a História de Portugal, senão não vão perceber patavina. Ainda assim, deve ser bom para adormecer as crianças pela métrica das quadras.


Será que um gajo chamado Jorge Miguel pode ter talento? Pode, e muito! Na sequência do meu crescente interesse pela história das tradições e da identidade portuguesa (e tendo à pouco tempo visto o interessante documentário na RTP 2 sobre Alain Oulman, o franco-português que revolucionou o fado), deparei-me com este livro e li as primeiras páginas. Só pelo traço dos desenhos e o ritmo dos diálogos fiquei curioso. As referências que nos são transmitidas, seja pelas personagens (muitas delas reais), os artistas do princípio do Séc. XIX (Eça, Malhoa, Bordalo Pinheiro) e as suas obras ou simplesmente pelos diálogos em calão lisboeta "do antigamente", chega para nos fazer chegar ao fim a salivar por mais. E, ainda por cima, consegue falar da História do fado ao mesmo tempo que fala da História de Portugal, na época da instauração da República. Vou ter de pesquisar mais obras deste Jorge Miguel (acho que já fez um livro sobre Camões). Pode não ter um nome sonante como José Jorge Letria, mas neste embate ganha-lhe por KO.

quinta-feira, abril 28, 2011

terça-feira, abril 19, 2011

segunda-feira, abril 18, 2011

quarta-feira, abril 13, 2011

terça-feira, abril 12, 2011

De bat... and Robin

Na conclusão do post anterior está implícita uma pequena provocação às felinas com bloguimia. Mas, ironicamente, essa provocação fez-me reflectir a mim.
O debate a que assisti levou-me também a pensar se esta crescente escamoteação do tema da sexualidade um pouco por toda a parte e por todo o tipo de pessoas, pode ter um efeito nocivo. Primeiro, o facto de as coisas se estarem a tornar demasiado explícitas, algo que só está a acontecer nesta fase da evolução humana porque nunca antes existiram estudos e investigações feitas com tantos recursos técnicos e tecnológico. Por isso, estamos a chegar a um ponto em que sabemos mais sobre a sexualidade humana do que alguma vez se soube. Mas isto pode ter um efeito perverso, que é fazer com que a sexualidade perca o seu mistério, o seu interesse e o seu impacto. Por exemplo, apesar de se ter uma ideia mais ou menos concreta do que é que estimula os homens, chegou-se a um ponto em que, por exemplo, ver uma mulher de pernas abertas já parece não chegar, já não é estimulante, quando ainda nos anos 90, antes da internet, o simples cruzar de pernas da Sharon Stone era digno de estragar fitas em cassetes VHS, de tanto rebobinar e tentar encontrar o momento certo para fazer pause. Hoje em dia, com tanta abertura e tantas imagens com carga sexual (sejam no cinema, na televisão, na publicidade ou em qualquer outro meio), chegou-se a um ponto em que é preciso ir cada vez mais longe. Nesse âmbito, o mistério que envolve o que é que estimula as mulheres acaba por ser uma mais valia porque é no tentar descobrir isso, é na diferença que existe entre cada uma, é nesse percurso, que faz com que haja uma procura constante, uma descoberta constante, um interesse constante. A partir do momento em que tudo estiver esclarecido, em que já não haja mistério, a sexualidade deixará de ser uma coisa que estimule só por si e então passarão a ser necessários outros estímulos, ou mesmo chegar ao ponto oposto, de haver uma repulsa física do corpo humano e passarmos apenas a fazer sexo mental, como no Demolition Man.

Apesar disso, o corpo humano tem uma aptidão que faz com que haja sempre algo novo a descobrir. Ou seja, a Natureza recria-se a si mesma, dando-nos pessoas diferentes, fisionomias diferentes, reacções diferentes. E aí é que reside a beleza, a nobreza e o magnífico caos orgâncico que definem a sexualidade de cada um, porque nem todos nos sentimos atraídos pelo mesmo. Por outro lado, existe também uma cada vez maior deturpação dessas diferenças naturais, com o recurso à cirurgia estética que contribui para uma crescente homogeneidade entre as pessoas, baseada na ideia errada de que a beleza está na igualdade e não na diferença.
Posto isto, falta esclarecer a parte do Robin. Bem, basicamente é por causa da Robin de "How I met your mother".

Sabe bem ver uma série que, sendo moderna, explora o tema clássico do amor, das suas dificuldades, das suas derivações e da sua sobrevivência em tempos de superficialidades...

segunda-feira, abril 11, 2011

De bat...


Fui ao debate "O sexo e a língua portuguesa: como vai a relação?" com a participação de Joana Almeida (psicóloga e sexóloga) e Susana Romana (crítica de pornografia - no programa "A Rede", do canal Q).
Depois de uma breve introdução ao tema, a primeira grande troca de ideias começou por ser a diferença entre erotismo e pornografia, chegando-se a um relativo consenso entre o que separava cada uma das designações. Falou-se um pouco sobre as manifestações artísticas que melhor exploram cada uma das áreas, o tipo de gramaticalidade inerente a cada um, os contextos em que cada um se move e os resultados que cada um pretende atingir. Mas, a partir daqui, começou-se a entrar no terreno pantanoso de tentar perceber aquilo que é feito por/para mulheres vs. o que é feito por/para homens. Muito se debateu sobre as técnicas, as imagens, a linguagem e os conceitos usados para explorar as preferências (genéricas) de cada um dos sexos, com principal ênfase naquilo que estava ou não a ser feito para o público feminino. Mas, como amiúde acontece nestes debates, rapidamente se começou a sobrepor o feminismo ao feminino e o machismo ao masculino. E é aí que as ideias se perdem e passam a tomar a forma de concessões ideológicas e manifestações preconceituosas, que não só demonstram o tipo de mentalidade que ainda prevalece na nossa consciência colectiva, como também ajudam a compreender o que a impede de evoluir, seja socialmente ou individualmente.
Falou-se do tipo de coisas que as mulheres mais gostam de ver ou ler, mas sempre numa contraposição àquilo que os homens gostam (quando se sabe que, em ambos os casos, há gostos para tudo). Esta constante necessidade comparativa é um problema que influencia muitas das questões mais problemáticas relacionadas com a sexualidade. O facto de querermos ser diferentes ou iguais aos outros na nossa sexualidade, tira-nos a individualidade mais básica e, muitas vezes, é o factor que potencia a hostilidade contra quem é diferente ou não corresponde às nossas exigências. Será que um arquitecto precisa de se sobrevalorizar a um médico, ou vice-versa? Se cada um se focar nas suas necessidades, é muito mais fácil concretizar as suas ideias do que estando constantemente a tentar rivalizar com as ideias dos outros.
O debate acabou por ser interessante e esclareceu algumas questões pretinentes, principalmente através das intervenções da Susana Romana, que desmistificou alguns assuntos, dada a sua posição privilegiada como primeira e única crítica de cinema para adultos em Portugal (seja homem ou mulher).
No entanto, quando cheguei a casa, lembrei-me que me tinha esquecido de colocar a questão fundamental: "afinal, o que excita as mulheres?" Porque, suspeita-se, a principal dificuldade em criar conteúdos eróticos para mulheres (sejam feitos por homens ou por mulheres), é que nem elas próprias sabem o que relamente as estimula...

quinta-feira, abril 07, 2011

Sucker Punch...






Nestes tempos de revolta e de retranca, nada melhor do que refugiar a mente no mundo da imaginação e da loucura criativa. Zack Snyder, que me fez voltar a acreditar no poder re-interpretativo do cinema com "300" e "Watchmen" (fiz mal em ter deixado passar o seu filme de animação "Legend of the Guardians: The Owls of Ga'Hoole"), salvou-me do anúncio de pedido de ajuda ao FMI com uma viagem alucinante pelo imaginário de qualquer gajo que se preze autoproclamar-se "gajo".
Este foi literalmente um filme criado numa noite de copos, em que o Zack despejou todas as suas fantasias cinematográficas. Um grupo de miúdas em mini-fatos, nos cenários mais recambulescos, com cenas de luta "over the top", onde entram samurais gigantes, dragões em castelos a arder, zombies nazis, bombas atómicas e tudo isto envolvido num enredo que mistura cabaret e hospital psiquiátrico. Mais um daqueles filmes que me deixou de queixo caído durante 2 horas, tal era a maluquice que estava presenciar.
Um bom filme para ver em cinema pela sua espectacularidade, mas que não dá vontade de levar para casa (como levei "300" e "Wacthmen") porque não tem muita coisa para mais tarde recordar.

sexta-feira, abril 01, 2011

A day in manga...


Ando embutido nisto. Por vezes as perguntas mais simples são as mais difíceis.
O que farias com 24 horas de vida?...

sexta-feira, março 25, 2011

Ilação espontânea...


Hoje dei por mim a apreciar o facto de uma cantora perder o fôlego durante uma canção.
E, com base nessa simples premissa, formulei uma ilação universal:
"É na iminência da decadência que reside toda a beleza humana."
Pronto, tá dito.
Next question!

quinta-feira, março 24, 2011

Levantai-vos...

O governo caiu. Alguém que se levante.

quarta-feira, março 23, 2011

Monstra...

Nem só de Studios Ghibli se faz o cinema Anime. E ainda bem. Mal seria se todas aquelas ideias tivessem de passar pela mesma cabeça. Ontem, no Festival Monstra, este foi o filme da competição de longas metragens que vi e apreciei.

Mais do que apreciar o filme, apreciei acima de tudo os casais que estavam na sala e a forma como as mulheres entraram no ambiente do filme, agarrando-se aos maridos/namorados nas alturas de maior stress ou nas alturas de maior ternura. Chegavam mesmo ao ponto de verbalizar em voz alta as suas angústias em relação à história que estavam a testemunhar. "Atão mas ele tá parvo?", "Oh pá, não acredito!", "Ele não vai conseguir, ele não vai conseguir".
Percebe-se que um filme é bom quando nos agarra pelos colarinhos e nos rapta da nossa realidade.
Foi o primeiro que vi no Monstra deste ano. Talvez não seja o último...

terça-feira, março 22, 2011

segunda-feira, março 21, 2011

A Sofia não copula...


Esta vai doer.
Durante vários anos preguei o evangelho de Sofia. Quando "The virgin suicides" transportaram para o grande ecrã grande parte das minhas reflexões de jovem parvo e sonhador, ainda por cima retratadas por uma jovem mulher, percebi que havia ali uma percepção extra-sensorial que lhe permitia ver o mundo de uma forma muito peculiar e que me atraia como para um abismo de emoções e sonhos. A delicadeza, subtileza e ligeira melancolia com que tratou esse tema fez-me respeitá-la como criadora e passei a ser fã.
Depois desse marco cinematográfico, lançou o bucólico e contemplador "Lost in translation" que nos levou numa viagem pelo estranho e sempre surpreende Japão, ao mesmo tempo que nos contava uma história simples de um encantamento de um homem triste-cómico com uma rapariga perdida no tempo, no espaço e em si mesma. Mais uma vez, a subtileza, as personagens, a beleza das imagens deu ao filme um significado maior de que apenas o de uma obra de cinema. A partir daqui, o evangelho propagava-se sem necessidade de enviar os Cruzados ou a Inquisição.
Seguiu-se o "Marie Antoinette". Eu percebi. A Sofia apaixonou-se pela personagem e quis ligar-se a ela como se fosse uma das suas amigas, mas em vez de a trazer para o nosso tempo, transportou-se ela própria até ao século XVIII e levou consigo músicas de algumas bandas do séc. XXI, o que causou um choque de estilos que, a meu ver, até resultou. Ainda assim, as músicas pareciam tentar compensar a falta de ritmo que o filme tinha. Interpretei na altura que a intenção era mostrar o quotidiano monótono e enfadonho de uma rainha jovem, presa aos protocolos da nobreza e à inocuidade física e emocional de um rei sem força na verga. E por mim tudo bem. Resisti à duração da película e gostei.
Mas algo aconteceu entretanto.
Já tentei saber se a Sofia andou enrolada com o Manoel de Oliveira, mas não encontrei nada. Depois de um caso falhado com o Tarantino (o que poderia ter resultado em algo bem interessante), acho que ela decidiu testar o vigor do centenário cineasta e, depois de ver que ele tem mais pedalada que ela, fez este "Somewhere". Nunca num filme vi tantas pessoas a dormir. E não me refiro à sala de cinema. Refiro-me à história. Agora que penso nisso, acho que este bem pode ser uma ode à narcolepsia. Mas mais do que ver alguém a dormir, vemos alguém a fazer as coisas mais banais, do princípio ao fim. Este filme, espremido, teria 5 minutos. E mesmo assim a história não valeria a pena. Não há ponta de interesse. Não há sequer um entendimento de porque é que se está a contar aquela história. E se das outras vezes fazia sentido ter uma mulher a realizar e a escrever aqueles filmes, desta vez fica sem se perceber se ela está a ridicularizar os homens ou se ela propria se está a tornar um homem, porque é tudo tão masculinizado que até chega a ser demais (nem acredito que vou dizer isto, mas... um exemplo: as duas sequências das gémeas a fazer dança de varão. Bastava uma cena para se perceber a ideia. Ao mostrar duas vezes, foi bom para os gajos no público, mas mau para o filme.) Nem a tão proclamada banda-sonora dos Phoenix deixou marca. Só apareceu quando surgiu a ficha técnica. Dammit!
Eu sei que o Francis, o pai da Sofia também não anda bem, depois do que fez com "Tetro" (outro filme muito bom... for me to poop on!). Não sei se andam a tentar fazer filmes de inspiração europeia, mas se estão, estão a ir aos gajos errados.
Agora a Sofia vai ter de me conquistar outra vez, porque depois deste "Nowhere", tornei-me novamente ateu.

quinta-feira, março 17, 2011

Tu bi, or not tu bi?...


Estava a ler um artigo sobre a vida de uma mulher bissexual portuguesa na revista Sábado, em que ela, depois de relatar alguns dos seus casos, conclui o seguinte:
“Todos os episódios que contei e as coisas que disse significam que há duas verdades incontornáveis para mim: a primeira é que, na generalidade dos casos, as mulheres continuam a parecer-me demasiado chatas, complicadas e desinteressantes quando estão dentro de uma relação; e a segunda é que os homens são sempre pontos de estabilidade e de equilíbrio que me fazem falta.
O mais provável é que um dia venha a partilhar a minha vida com uma mulher, mas não é impossível viver uma relação para sempre com um homem. Tudo dependerá da importância que continue a dar ou não à paixão, porque até hoje este sentimento pesou a favor das mulheres.”
E tive uma epifania: será a Mulher o alvo primordial da paixão (do deslumbramento, da perdição, do abandono) e o Homem o alvo primordial do amor (do pragmatismo, da entrega, da resistência)? E será essa a principal diferença entre os conceitos de amor e paixão que ambos debatem entre si?
Como complemento a este artigo, encontrei uma citação de uma celebridade feminina brasileira que assumiu recentemente a sua bissexualidade e afirmou que o sexo entre mulheres é "o eterno preliminar". Curioso...

quarta-feira, março 16, 2011

terça-feira, março 15, 2011

"If you were a piece of wood"...


Apercebi-me como é um concerto de betinhos:
- Paga-se uma fortuna por um bilhete na primeira fila, mesmo que a única vantagem seja para o avô que não consegue ver ao longe, porque o concerto não vale nem metade daquele preço.
- Fica-se em silêncio durante todo o concerto, principalmente nas músicas mais mexidas. Nem palmas, nem vozes. Apenas silêncio... para se ouvir o eco numa sala cheia de gente.
- Não se reage a nada do que a pessoa que está em cima do palco diz. Seja piadas, referências a artistas ou outra coisa do género. Valoriza-se acima de tudo os momentos desconfortáveis de mudança de guitarra, subida de escadas, mudança de microfone, etc.
- Aplaude-se muito no fim das músicas para compensar a falta de presença emocional e dar a entender à banda que não estão sozinhos na sala.
- Finalmente, aplaude-se de pé, mesmo que o concerto tenha sido fraquinho, para pelo menos dizer que foi caro mas foi aplaudido de pé. "Inesquecível!"

Cada vez custa-me mais dar dinheiro para ver um concerto. Fora os festivais, em que os concertos são de vária ordem e o ambiente é mais descomplexado, acho que vou começar a poupar dinheiro em músicas ao vivo e apostar mais em peças de teatro.

segunda-feira, março 14, 2011

sexta-feira, março 11, 2011

Filmes do sofá...

Durante o meu refúgio, nos intervalos entre estar quieto e não fazer nada, vi uns filmes. Aqui estão os mais relevantes:

127 horas

Um "tour de force" admirável, tanto do James Franco como do Danny Boyle. Não é qualquer realizador que consegue manter um espectador acordado e interessado (e que ainda por cima já sabia o final do filme) até ao fim. A história não dava para mais.

Blue Valentine

Um filme surpreendente, onde os bons não ganham. Merecia uma análise mais profunda do que aquela que consegui dar com os neurónios que ainda estavam em sistema de reparação, mas gostei, apesar de me ter parecido um filme muito fechado, muito apertado sobre si mesmo. Grande relevância para os actores.

Shutter Island

Agora percebo porque é o Leonardo DiCaprio conseguiu ser tão estrondoso no Inception. Pela mão do mestre Scorcese é mais fácil aprender e este filme (apesar de ter aqueles finais um bocado "resolve tudo à pressa") tem um DiCaprio brutalmente intenso. A história é incrível, mas também não bate o Inception.

Mas melhor do que todos estes filmes, foi estar numa casa com uma vista que parecia saída de um cenário do mestre Miyasaki: uma casa à beira rio, com vista sobre as serras e com o comboio a passar, dia e noite, sobre uma pequena ponte de pedra...

quinta-feira, março 10, 2011

quinta-feira, março 03, 2011

Cheers...

Fiz a tradução de uma brochura para um produtor de vinhos.
Pode-se dizer que foi um trabalho bem pago...

(Vinhos: Attis e Adônis)

terça-feira, março 01, 2011

And the shot went to...


Mais uma maratona dos Óscares. Este ano, dois pontos de interesse:
1-Luta renhida entre filmes (não houve Avatares, nem Titanics nem blockbusters afins para açambarcar os prémios todos)
2-Uma lista de apostas, um copo de shots e uma garrafa de licor Beirão para esvaziar à medida que os premiados eram chamados (o primeiro prémio da noite daria o mote para saber se bebia nos que falhava ou nos que acertava. Calhou beber nos que acertava.)
Em contraponto, houve um ponto de grande desinteresse:
1-Foi a cerimónia mais Salazarista que vi nos últimos anos. Apresentadores certinhos, premiados certinhos (excepto a Melissa Leo, que soltou um "FUCK!", que só se ouviu deste lado do Atlântico) e até acabou com a "mocidade americana" a cantar uma música de embalar. Se não fosse o momento em que entrou o verdadeiro apresentador dos óscares (Billy Crystal), tinha sido a cerimónia mais cinzenta de sempre (e mesmo assim, acho que foi). Pelos vistos, os estragos do Ricky Gervais estenderam-se para além dos Emmys...
Quanto aos prémios, achei que foram bem entregues, excepto:
- Melhor argumento original: o Inception devia ter ganho. Aquele enredo é coisa de génio. Quanto ao Discurso do Rei, metade do argumento já estava escrito (era baseado no discurso real do Rei George VI). Foi mais um ponto a favor do Salazarismo da cerimónia.
Contas feitas, acertei 9 e falhei 15. Só deu para me ajudar a dormir.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Sessão dupla...

Feel good musical of the weekend...


Feel bad musical of the weekend...

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Goliardo...


Para dar continuidade à temática castiça das tascas, tintol e afins, consegui finalmente não perder um voucher da "Vida é Bela" que me foi oferecido (obrigado!) e fazer o tão ansiado Curso de Iniciação à Prova de Vinhos, na carismática e semi-secreta associação "Os Goliardos".
Apesar de ter sido apenas uma pequena introdução ao assunto, já deu para começar a saber "provar os vinhos à lupa". Saí de lá satisfeito, principalmente com a simpatia e disponibilidade da goliarda-mor Sílvia Mourão Bastos, mas a perceber que saber apreciar um vinho não se aprende num curso, aprende-se ao educarmos o nosso paladar. Quantas mais referências tivermos na nossa memória gustativa, mais coisas conseguiremos identificar em cada bebida. O curso serve sobretudo para sabermos em quantas "partes" se divide um vinho e perceber que muitas das suas características dependem da forma como é produzido e de quem o produz. Por isso é que os Goliardos só compram vinhos directamente aos produtores, visitando as suas herdades e conhecendo-os pelo nome.
Agora só me falta voltar lá para participar num dos seus míticos jantares...
Dica: se comprarem o curso no site, fica mais barato do que pela "Vida é Bela".

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Armar peisheirada...


Ainda não se ouvem fados, mas já se pintam paredes.

Espaço catita, com comida de primeira apanha!

Ide!

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

"Live a little"...


(Atenção: BIG SPOILER!)
Antes mais, este poster é genial.
Depois, que bem que me soube não ter visto o trailer deste filme. É bom ser surpreendido. Acho que mesmo as pessoas que conhecem a história do "Lago dos Cisnes" de trás para a frente conseguem ser surpreendidas por este filme. Não pelo final, que toda a gente já desconfia desde o início, mas o percurso que nos leva ao final. Depois do primeiro "Requiem for a dream" (bom, mas sem ser surpreendente) e da ligeira loucura que foi "The Fountain", o realizador Aronofsky já tinha mostrado que sabe contar histórias "gritty" no seu filme anterior "The Wrestler" (o que me faz ter grandes esperanças para o seu próximo filme sobre a personagem mais "gritty" da BD, "The Wolverine"). Mas voltando ao "Black Swan", este filme faz-nos sentir como um peixe num anzol. Agarra-nos de uma forma dolorosa e não nos larga. Desde as personagens até à forma como é filmado, tudo nos puxa para o abismo, na extraordinária companhia da Natalie Portman (que merece o Óscar só por causa da cena em que decide "viver um pouco"... muito ajudada pela realização!). Das coisas boas do filme (para além da Natalie e da Mila), aquilo que mais gostei foi do som (que nem sequer foi nomeado para o Óscar... mas o que é que eu percebo disto?). Os detalhes sonoros são de um requinte que sustentam a malvadez como eu nunca tinha apreciado antes num filme. Para isso, muito ajudou o sistema surround do cinema do Campo Pequeno. Muito bom. Outro detalhe que me ia tirando o sono, foi ter percebido que pelo menos em duas cenas o efeito de espelho foi aplicado na realidade. Primeiro na cena em que elas estão no bar e a Mila passa para o lado esquerdo da Natalie. Mas depois toda a cena é filmada como se a Mila estivesse do lado direito. A outra cena foi quando a Natalie desce as escadas para falar com o Vicent Cassel. Quando ela o apanha, ele prepara-se para descer as escadas do lado direito, mas quando a cena acaba, ele desce as escadas do lado esquerdo. Se eu não estiver todo baralhado, foi um toque muito cool, porque o filme joga de uma forma brilhante (sem ser exagerada) com a questão dos reflexos.
As minhas ilações do filme:
- O "verdadeiro" cisne negro é a mãe da Natalie. É desse legado que vem o seu lado negro. (a eterna questão da importância das mães no desenvolvimento emocional das filhas - a cena do bolo é excepcional)
- A Mila é a personificação daquilo que o lado negro da Natalie deseja ser/ter, enquanto a Winona é a personificação do lado branco. Quando a Winona se autodestrói, o lado bom da Natalie também se destrói e dá espaço para o lado negro se libertar. (a eterna questão da inveja e do desejo entre as mulheres)
- A transformação física da Natalie é uma alucinação da sua transformação mental. (a eterna questão da mente feminina muitas vezes deturpar a realidade - ex. mulheres magras que acham que são gordas)
- As feridas nas costas é o lado negro a querer libertar-se de um corpo/mente altamente condicionados. Coçar é um acto instintivo, sem controlo racional. Curiosamente, o acto final de libertação não implica coçar, mas implica tocar com os dedos. (a eterna questão da batalha entre o instinto e a racionalidade feminina, complementada com a resistência à exploração íntima da sua sexualidade)
- Os quadros que a mãe faz são a representação da incessante procura da perfeição de ambas. (a eterna questão das mães que desejam ver-se reflectidas nas filhas, seja a nível físico, emociocional, profissional ou outros)
Resumindo, acho que o intuito deste filme foi evidenciar o conceito da ambiguidade feminina. Todas as mulheres têm um lado "negro" e um lado "branco" (pelo menos!). Algumas escolhem esconder um dos lados para assim conseguirem controlar melhor o equilíbrio das suas vidas. Neste caso, explora-se a descoberta do lado negro, mas há também as mulheres que têm dificuldade em descobrir o seu lado branco, como as mulheres que têm medo de assumir relações, de se deixar amar, de se deixar levar emocionalmente, de querer ter filhos, de envelhecer, de viverem sem o desejo sexual dos homens, etc, etc. Essa é a luta eterna das mulheres. Conseguirem abraçar todos os lados da sua complexidade interior. E este é um filme que nos faz pensar um pouco sobre essa questão, apesar de ter sido escrito e realizado por quatro homens. Mas quem melhor que os homens para provocar na mulher a urgência de libertar o seu lado secreto?... Talvez outra mulher?
Em conclusão, o filme é mesmo muito bom, mas não era preciso pregar tantos sustos para manter a intensidade. Esse recurso demonstra algumas limitações do realizador.
No entanto, acho que vou beber um shot quando anunciarem o Óscar para melhor actriz...

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Not in the script...


Ontem vi os Script ao vivo pela segunda vez. Don't ask. E sim, os Script até podem ser uma banda que conquista o público, com músicas românticas que no refrão dizem "If you see my friend, doesn't matter where or when, tell me if you see kay", mas a verdade é que estes meninos, que arrotam alegremente quando bebem cerveja de homens, they got nothing on me, when it comes to music! :P
Afina aí o bacalhau, Escalopes! Dá-le mais uma de força, Quintinha!

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

E depois?...


Duas letrinhas apenas: Nã.
Explico: Enquanto o nosso centenário Manoel está aí para as curvas a fazer filmes que gozam com os prazeres da vida, o Clint está velho e a fazer filmes que deambulam pelos martírios da morte. Vai daí, fez um filme sobre o que estará para lá do peido mestre. Só que o filme fica num limbo periclitante, entre o drama e a comédia, entre ser um filme que só se gosta porque é realizado pelo Clint (que até sabe fazer filmes bons quando lhe apetece) e ser um filme que não se gosta porque passamos duas horas a perceber que estamos a ver um filme. A única personagem que nos consegue transportar para dentro do ecrã é um puto de 12 anos. Ou seja, tal como na história, em que as personagens vivem entre a vida e a morte, o espectador também fica entre o ecrã e a sala de cinema. E no fim, acaba-se por não se perceber muito bem o que se passou ali. O filme é uma reflexão, mas é uma reflexão demasiado vaga para dar um filme. Será que há vida depois da morte? O próprio guião responde: "Viver constantemente a morte não é viver." Por isso, para quê pensar nisso, Clint? Enjoy life, dude!
Ah, note to self: Deixar de ver trailers! Estragou-me a melhor parte do filme.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

O meu primeiro fado...


Voz: Rui Quinta
Guitarra: Tiago "Escalopes"
Cliente: Peisheirada (Tasca de sushi)

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Teatro aberto...


"A sobriedade faz-me ver um garfo em vez de dois. Estar sóbrio faz-me perder metade do mundo."

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

O Bardem matou-me...


Eu já desconfiava ao que ia. Para mim, Iñárritu era Amores Perros e Bardem era (principalmente) Mar Adentro e No Country For Old Men. Tinha visto o trailer de relance e o filme estava todo lá (note to self: tenho de deixar de ver trailers!). Mas nada me tinha preparado para entrar nos domínios da morte e ser recebido como só a morte sabe receber: com demora, decadência e displicência. Este filme é a morte em todas as suas manifestações. Os sinais estão por toda a parte. Nas pragas, nas cinzas, no paranormal, na putrefação, no desencanto. Mas mais do que ser algo que está para lá da vida, neste filme a morte atravessa a fronteira para o lado de cá. E é isso que mais perturba. Para além de toda a desumanidade, de todo o desespero e da procura incessante de esperança no cenário mais impiedoso, o que mais revolta o estômago é a interferência do fim antes do fim chegar.
É um filme perturbador que quase me levou ao limite das forças. Não só por causa das 2h30 que durou, mas acima de tudo porque me agarrou pelas goelas e me arrastou com ele até à beira do abismo. Ainda assim, nada menos que fenomenal, porque se fosse mau tinha-me deixado indiferente.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

My favorite motel...


É com incontido orgulho que acrescento este grupo à minha playlist.
Novo projecto português de um bom amigo.
Google it!

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Look up...


Is it a bird, is it a plane
But beyond is lover
Is it a bird, is it a plane
It's the superman Lover

I'm stronger than a locamotive, yeah,
That old saying is true.
But I can't understand sometimes, babe
Why I'm so weak for you.
Listen
I can leap tall buildings in a single bound.
When it come to gettin over you baby,
Well, I can't get off the ground.

But they call me the Superman Lover, yeah
They'd call me the Superman Lover, yeah
But something's wrong, something's wrong with me, it's you.
Something's wrong, yeah, yes it is

Faster than a speeding bullet
I've outflown a few, yes I have
But I must be flying awful slow sometime, babe,
I can't keep up with you.
I got X-ray vision, and I can see, see through steel too babe,
I know there's something wrong with me,
Cuz I can't see through you.

But they call me the Superman Lover, yeah
They'd call me the Superman Lover, yeah
But something's wrong, wrong, wrong, wrong, there's something wrong with me, yes it is.

Look, look up in the sky,
Come on look, look, look
And you'll see me flying by
Why don't you just look, look
And if you do, come on and look, look
I'm flying straight to you

They call me the Superman Lover, yeah
They'd call me the Superman Lover, yeah
But something's wrong, something's wrong with me, it's you

Look, look up in the sky,
Come on look, look, look
And you'll see me flying by
Why don't you just look, look
And if you do, come on and look, look
I'm flying straight to you

They call me the Superman Lover, yeah
They'd call me the Superman Lover, yeah
But something's wrong, something's wrong with me, it's you
Something wrong, oh yes it is

Is it a bird, is it a plane
What did you discover?
It's the superman, madam

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Extraordinary...


Se o Earth X é o apogeu de toda a história do Universo Marvel, este Black Dossier é o "trigo limpo, farinha amparo" de toda a mitologia ficcional da história das artes em geral e da literatura em particular. A ideia inicial da colecção League of Extraordinary Gentlemen era pegar em personagens carismáticas do imaginário clássico literário, como Allan Quatermain (As minas de Salomão), Mina Murray (Drácula), Capitão Nemo (20.000 léguas submarinas), Dr. Jekyll/Mr. Hyde (O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde) e Hawley Griffin (O homem invisível), e juntá-los num grupo de heróis para combater outras personagens famosas, como o Professor Moriarty (arqui-inimigo de Sherlock Holmes) durante a época vitoriana.
Claro que este é um daqueles conceitos sem fim, em que tudo é possível, onde os recursos são ilimitados, porque tanto se podem ir buscar as personagens dos livros, como se podem ir buscar as próprias estórias e preencher os vazios que as estória omitem. E claro que só um homem com poderes divinos, como Alan Moore, conseguiria ter conhecimento para gerir todas estas variantes e fazer coincidir tamanha miríade de pontas soltas da história da literatura universal.
Depois de dois grandes volumes e um filme (onde foram incluidas personagens como Dorian Gray e Tom Sawyer), surge este livro onde, supostamente, se explica a origem desta "Liga", evocando obras artísticas que remetem até à antiguidade grega. Surpreendentemente, Alan Moore consegue dar-nos uma lição de história ficcional e mitológica, através da "biografia" de uma personagem imortal e omnisexual (filho(a) do profeta grego Tirésias) que atravessou as diversas épocas, participando nos mais diversos episódios literários, revelando os elementos da primeira Liga de Cavalheiros Extraordinários (como D'Artagnan e Don Quixote) e assumindo até que teria sido ele(a) a servir de referência ao quadro da Mona Lisa de Leonardo Da Vinci (justificando a dualidade de interpretações acerca de quem teria sido o(a) modelo).
Este livro mistura BD, cartoon, prosa, poesia e até uns óculos 3D em cartão para montar e ler as últimas páginas, como se nós estivessemos dentro delas. Um toque de génio.
Mais um livro daqueles que se guardam no cofre, para depois mostrar às gerações vindoras...

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Intervenção...


Há um génio desconhecido em Portugal chamado Pedro da Silva Martins (Compositor, Letrista e Guitarra Clássica dos Deolinda).

terça-feira, janeiro 25, 2011

And the shot goes to...


Este ano vou ver os óscares com uma garrafa de licor beirão ao lado. Cada aposta que ganhar, bebo um shot. Vamos ver se consigo ver os óscares até ao fim...

Best Motion Picture of the Year
127 Horas (2010)
Cisne Negro (2010)
The Fighter - Último Round (2010)
A Origem (2010)
Os Miúdos Estão Bem (2010)
O Discurso do Rei (2010)
A Rede Social (2010)
Toy Story 3 (2010)
Indomável (2010)
Winter's Bone (2010)
Vencedor: A Origem (2010)
(Quase de certeza que não ganha, mas se eu mandasse ganhava de certeza.)


Best Performance by an Actor in a Leading Role
Javier Bardem for Biutiful (2010)
Jeff Bridges for Indomável (2010)
Jesse Eisenberg for A Rede Social (2010)
Colin Firth for O Discurso do Rei (2010)
James Franco for 127 Horas (2010)
Vencedor: Jesse Eisenberg for A Rede Social (2010)
(Se ganhar é surpreendente, mas eu fiquei a acreditar mais que ele era o Mark Zuckerberg do que quando vi o próprio Mark Zuckerberg.)


Best Performance by an Actress in a Leading Role
Annette Bening for Os Miúdos Estão Bem (2010)
Nicole Kidman for Rabbit Hole (2010)
Jennifer Lawrence for Winter's Bone (2010)
Natalie Portman for Cisne Negro (2010)
Michelle Williams for Blue Valentine (2010)
Vencedor: Natalie Portman for Cisne Negro (2010)
(Quase de certeza que não vai ganhar, mas aposto nela.)


Best Performance by an Actor in a Supporting Role
Christian Bale for The Fighter - Último Round (2010)
John Hawkes for Winter's Bone (2010)
Jeremy Renner for A Cidade (2010)
Mark Ruffalo for Os Miúdos Estão Bem (2010)
Geoffrey Rush for O Discurso do Rei (2010)
Vencedor: Christian Bale for The Fighter - Último Round (2010)
(Não vi nenhum dos nomeados mas, pelos globos de ouro, ganha este.)


Best Performance by an Actress in a Supporting Role
Amy Adams for The Fighter - Último Round (2010)
Helena Bonham Carter for O Discurso do Rei (2010)
Melissa Leo for The Fighter - Último Round (2010)
Hailee Steinfeld for Indomável (2010)
Jacki Weaver for Animal Kingdom (2010)
Vencedor: Amy Adams for The Fighter - Último Round (2010)
(Ainda não vi nenhum dos nomeados mas, pelo que tenho ouvido (não sei se ganhou o globo de ouro), parece que será esta.)


Best Achievement in Directing
Darren Aronofsky for Cisne Negro (2010)
Ethan Coen, Joel Coen for Indomável (2010)
David Fincher for A Rede Social (2010)
Tom Hooper for O Discurso do Rei (2010)
David O. Russell for The Fighter - Último Round (2010)
Vencedor: David Fincher for A Rede Social (2010)
(Foi o único que vi até agora… e o Christopher Nolan não foi nomeado)


Best Writing, Screenplay Written Directly for the Screen
Um Ano Mais (2010): Mike Leigh
The Fighter - Último Round (2010): Scott Silver, Paul Tamasy, Eric Johnson
A Origem (2010): Christopher Nolan
Os Miúdos Estão Bem (2010): Lisa Cholodenko, Stuart Blumberg
O Discurso do Rei (2010): David Seidler
Vencedor: A Origem (2010): Christopher Nolan
(Talvez a categoria onde este filme tem mais chances de ganhar.)


Best Writing, Screenplay Based on Material Previously Produced or Published
127 Horas (2010): Danny Boyle, Simon Beaufoy
A Rede Social (2010): Aaron Sorkin
Toy Story 3 (2010): Michael Arndt, John Lasseter, Andrew Stanton, Lee Unkrich
Indomável (2010): Joel Coen, Ethan Coen
Winter's Bone (2010): Debra Granik, Anne Rosellini
Vencedor: Toy Story 3 (2010): Michael Arndt, John Lasseter, Andrew Stanton, Lee Unkrich
(Era lindo se ganhasse mesmo.)


Best Animated Feature Film of the Year
Como Treinares o Teu Dragão (2010): Dean DeBlois, Chris Sanders
O Mágico (2010): Sylvain Chomet
Toy Story 3 (2010): Lee Unkrich
Vencedor: Toy Story 3 (2010): Lee Unkrich
(Acho que aqui bebo um shot de certeza!)


Best Foreign Language Film of the Year
Biutiful (2010): Alejandro González Iñárritu(Mexico)
Canino (2009): Giorgos Lanthimos(Greece)
Hævnen (2010): Susanne Bier(Denmark)
Incendies (2010): Denis Villeneuve(Canada)
Fora da Lei (2010): Rachid Bouchareb(Algeria)
Vencedor: Biutiful (2010): Alejandro González Iñárritu(Mexico)
(Estou indeciso entre este e o Canino, mas parece-me que este tem muito mais a favor. Actor, realizador… e título!)


Best Achievement in Cinematography
Cisne Negro (2010): Matthew Libatique
A Origem (2010): Wally Pfister
O Discurso do Rei (2010): Danny Cohen
A Rede Social (2010): Jeff Cronenweth
Indomável (2010): Roger Deakins
Vencedor: Cisne Negro (2010): Matthew Libatique
(Pelas imagens que vi, gostava que fosse este. Mas deve ser nestas categorias que “A Rede Social” vai começar a garantir a noite.)


Best Achievement in Editing
127 Horas (2010): Jon Harris
Cisne Negro (2010): Andrew Weisblum
The Fighter - Último Round (2010): Pamela Martin
O Discurso do Rei (2010): Tariq Anwar
A Rede Social (2010): Kirk Baxter, Angus Wall
Vencedor: A Rede Social (2010): Kirk Baxter, Angus Wall
(Aqui aposto no cavalo mais forte.)


Best Achievement in Art Direction
Alice no País das Maravilhas (2010): Robert Stromberg, Karen O'Hara
Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 1 (2010): Stuart Craig, Stephenie McMillan
A Origem (2010): Guy Hendrix Dyas, Larry Dias, Douglas A. Mowat
O Discurso do Rei (2010): Eve Stewart, Judy Farr
Indomável (2010): Jess Gonchor, Nancy Haigh
Vencedor: Alice no País das Maravilhas (2010): Robert Stromberg, Karen O'Hara
(Este filme merece muito este prémio.)


Best Achievement in Costume Design
Alice no País das Maravilhas (2010): Colleen Atwood
Eu Sou o Amor (2009): Antonella Cannarozzi
O Discurso do Rei (2010): Jenny Beavan
A Tempestade (2010/II): Sandy Powell
Indomável (2010): Mary Zophres
Vencedor: Alice no País das Maravilhas (2010): Colleen Atwood
(Não sou muito bom a escolher roupas, mas este foi o que deu mais nas vistas.)


Best Achievement in Makeup
Barney's Version (2010): Adrien Morot
The Way Back (2010): Edouard F. Henriques, Greg Funk, Yolanda Toussieng
O Lobisomem (2010): Rick Baker, Dave Elsey
Vencedor: O Lobisomem (2010): Rick Baker, Dave Elsey
(Basta ver o trailer para perceber que este ganha. A não ser que a academia prefira narizes postiços, barrigas de cerveja e feridas de guerra.)


Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Score
127 Horas (2010): A.R. Rahman
Como Treinares o Teu Dragão (2010): John Powell
A Origem (2010): Hans Zimmer
O Discurso do Rei (2010): Alexandre Desplat
A Rede Social (2010): Trent Reznor, Atticus Ross
Vencedor: A Origem (2010): Hans Zimmer
(Não sei quanto às outras, mas esta banda-sonora deixou marca. Quando vi o Tron lembrei-me dela.)


Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Song
127 Horas (2010): A.R. Rahman, Rollo Armstrong, Dido ("If I Rise")
Country Strong (2010): Tom Douglas, Hillary Lindsey, Troy Verges ("Coming Home")
Entrelaçados (2010): Alan Menken, Glenn Slater ("I See the Light")
Toy Story 3 (2010): Randy Newman ("We Belong Together")
Vencedor: Toy Story 3 (2010): Randy Newman ("We Belong Together")
(É capaz de ganhar o “Entrelaçados”, mas como não vi, aposto no que conheço.)


Best Achievement in Sound Mixing
A Origem (2010)
O Discurso do Rei (2010)
Salt (2010): Jeffrey J. Haboush, William Sarokin, Scott Millan, Greg P. Russell
A Rede Social (2010)
Indomável (2010)
Vencedor: A Origem (2010)
(Não faço a mínima ideia, mas continuo a dar óscares ao Origem.)


Best Achievement in Sound Editing
A Origem (2010)
Toy Story 3 (2010)
TRON: O Legado (2010)
Indomável (2010)
Imparável (2010)
Vencedor: TRON: O Legado (2010)
(Se é o único onde o Tron pode ganhar, que ganhe.)


Best Achievement in Visual Effects
Alice no País das Maravilhas (2010)
Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 1 (2010)
Hereafter - Outra Vida (2010)
A Origem (2010)
Homem de Ferro 2 (2010)
Vencedor: Homem de Ferro 2 (2010)
(É capaz de ser a categoria mais renhida. Neste não devo beber shot.)


Best Documentary, Features
Exit Through the Gift Shop (2010): Banksy
GasLand (2010): Josh Fox
Inside Job - A Verdade da Crise (2010): Charles Ferguson
Restrepo (2010): Tim Hetherington, Sebastian Junger
Waste Land (2010): Lucy Walker
Vencedor: Exit Through the Gift Shop (2010): Banksy
(Só para ver quem sobe ao palco para receber o prémio. Se ganhar o Inside Job, os violinos vão começar a tocar cedo.)


Best Documentary, Short Subjects
Killing in the Name (2010)
Poster Girl (2010)
Strangers No More (2010)
Sun Come Up (2010)
The Warriors of Qiugang (2010)
Vencedor: Poster Girl (2010)
(Não vi nenhum. Aposto no título.)


Best Short Film, Animated
Dia & Noite (2010)
The Gruffalo (2009) (TV)
Let's Pollute (2009)
The Lost Thing (2010)
Madagascar, carnet de voyage (2010)
Vencedor: Dia & Noite (2010)
(Esta curta é um mimo. Para mim, é difícil a Pixar não ganhar um prémio.)


Best Short Film, Live Action
The Confession (2010/IV)
The Crush (2009)
God of Love (2010)
Na Wewe (2010)
Wish 143 (2009)
Vencedor: The Crush (2009)
(Entre este, God of Love e Wish 143, escolhi aquele com que mais me identifico.)

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Stranger...


Yeah, it was interestingly strange...
O Woody Allen inglês não me parece estar interessado em histórias. Parece-me, acima de tudo, interessado na fauna humana. Não acho que esteja interessado em histórias porque os seus filmes deixaram de ter princípio, meio e fim. Este oblitera o fim, apesar da voz off fazer questão de o anunciar. É um filme aberto, em aberto e que, no final de contas, gosta tanto de espreitar pela janela (da casa, da alma, do coração) como de fechar os estores... porque um filme ainda não dá uma vida.

sexta-feira, janeiro 21, 2011