segunda-feira, julho 02, 2012

Fun...

I need more fun.

sexta-feira, junho 29, 2012

quinta-feira, junho 28, 2012

Gato preto...

Olympia (1863) - Édouard Manet

segunda-feira, junho 25, 2012

Catalizadores...

Tenho uma avó que é uma catalizadora de positivismo, apesar da vida dela ter sido uma verdadeira série de desgraças. Ninguém na minha família teve uma vida pior que a dela e, ainda assim, ela é a maior fonte de luminosidade, entusiasmo e mimo que temos. Neste último fim-de-semana, ela passou o sábado com alguns dos seus irmãos (chegaram a ser 10, agora são só 5) e quando esteve conosco no domingo vinha cheia de felicidade para dar, sem nunca vender, nem comprar. Desde que a conheço que ela se entusiasma com pequenas coisas, só por estar com as pessoas, com pequenos gestos, pequenas atenções, um abraço, uma palavra, a felicidade dos que lhe são próximos, o sucesso pessoal e profissional, a saúde, o crescimento, a evolução, a criatividade e a alegria em geral. A única coisa que alguma vez nos exigiu foi também poder fazer parte dessa parte positiva das nossas vidas. Nunca nos cobrou algo que não merecesse, e geralmente eram sempre coisas fáceis de dar. Os poucos arrufos que eu e ela tivemos foram geralmente porque eu passei por uma fase demasiado intransigente, onde era contra todas as regras, todas as leis, inclusive cheguei a ser contra a própria felicidade, porque para quem gostava de escrever e tinha regularmente duvidas existenciais e decepções emocionais que pareciam ser o fim do mundo, não havia melhor estado de espírito do que a infelicidade. Cenas da juventude.
Mas a maneira de ser da minha avó não se alterou com o tempo. Mesmo com os problemas de saúde que hoje enfrenta (nada de grave, apenas dificuldade em andar), parece que o seu sorriso está cada vez mais aberto.
Mas voltando ao ponto de reflecção. Neste último almoço de família, a minha avó vinha a transbordar de alegria e dos mimos que recebera no sábado anterior. Os seus olhos brilhavam-lhe e distribuía sorrisos e elogios por toda a gente. Fez-me pensar: poderá o ser humano (e quem diz ser humano, diz todos os seres vivos) ser um catalizadores das emoções de que é alvo? Claro que não será apenas por esta razão, porque nós temos condicionantes inerentes que funcionam como "selecionadores" do tipo de coisas que nos influenciam ou não e da forma como as entendemos, mas poderemos nós ser melhores ou piores pessoas consoante aquilo que nos é "infringido" durante a nossa vida?
Das poucas coisas que me orgulho ao longo da minha vida é dos amigos que escolhi manter junto de mim. Digo "escolhi" porque foi mesmo intencional. Escolhi afastar-me das pessoas que sentia que me faziam mal ou que me levavam por caminhos que eu não queria. Escolhi afastar-me das pessoas que eu sentia que me estavam a transformar no pior sentido. Porque também senti que era permeável a isso. Lidar com pessoas pouco pacientes fazia-me ser menos paciente. Lidar com pessoas brutas fazia-me ser mais bruto. Lidar com pessoas sem escrúpulos fazia-me pensar menos nas consequências daquilo que fazia. E enquanto somos jovens e ainda nos estamos a descobrir interiormente, por vezes não sabemos se essa influencia nos está a transformar ou a revelar o que realmente somos. E isso pode ser muito assustador.
Por isso, ao longo da vida escolhi quase sempre conscientemente as pessoas que queria próximas de mim e aquelas que não queria. Muitas afastei porque sentia que eram más influências, outras afastei porque exigiam demasiado de mim, outras afastei porque eu exigia demasiado delas. Aliás, se formos a ver bem, todas as nossas relações são definidas por distancias. Se fizermos um gráfico, depressa conseguimos definir a distância "de segurança" ou "de conforto" que temos em relação a todos aqueles que nos rodeiam. Mesmo entre os membros da nossa família. Nem todos estão tão perto de nós como alguns dos nossos amigos. Há uma hierarquia que muitas vezes nem sempre é justa ou justificada, mas que precisamos que exista para conseguirmos ter o nosso espaço, para que nos consigamos movimentar por entre todos aqueles de que precisamos e que precisam de nós. E a energia emocional que catalizamos para cada uma dessas pessoas também é diferente. Daí os laços que criamos e a influencia que essas pessoas têm em nós (e vice-versa) definir também a forma como nos damos com elas.
Não sei se acontece com toda a gente, mas comigo acontece outra coisa curiosa. Eu sou percepcionado em diferentes grupos de forma diferente. Não é algo propositado. A energia que recebo e que dou é que difere. Isso provoca que, em determinados grupos, eu seja considerado uma pessoa mais extrovertida que noutros, tenha um estatuto mais relevante ou menos relevante, tenha uma aceitação mais benévola ou menos benévola, tenha uma margem de manobra maior ou menor, etc. Nas primeiras vezes em que identifiquei essas diferenças fiquei preocupado. Quem era eu afinal? Um maluco ou um totó? O rei da festa ou o bobo da corte? O bucólico ou o boémio? Achava que o problema era só meu, mas depois percebi que havia mais pessoas assim. Claro que tudo influenciava: o contexto, o estado emocional, o próprio dia, etc. Mas há pessoas que seja qual forem essas condicionantes têm sempre a mesma postura e a mesma relevância. Cheguei a invejar essas pessoas. Mas também há outras, como eu, que sentem muito mais o impacto do fluxo de energia e emoções de um determinado grupo ou situação.
Nesse sentido, gosto de acreditar que somos catalizadores de emoções e gosto de proporcionar as melhores emoções a quem me rodeia. Tal como na teoria do arroz. Vejam aqui (sem som!): http://www.youtube.com/watch?v=-1nCeFdHZu0

sexta-feira, junho 15, 2012

River...


Já disse que gosto disto, neste país, neste canal, este tempo todo, várias vezes...?

terça-feira, junho 12, 2012

Reality...


Escrever um blog mantém-me realista...

terça-feira, junho 05, 2012

Epic...

Adoro cenas épicas...

quinta-feira, maio 31, 2012

Prazer e dor...


O que é o prazer? De onde vem? Para onde vai? Quanto tempo dura? Qual a intensidade? Até quando o suportamos? E a dor? Será mesmo necessária?
Mesmo não respondendo a todas estas questões de forma definitiva, este documentário identifica uma ideia que determina fortemente a leitura destas emoções, mostrando quão relevante (ou mesmo necessária) é a sua procura em todos os animais, racionais ou não: a ideia de "recompensa".

quarta-feira, maio 30, 2012

Sandman...


Tive a oportunidade de trocar umas breves palavras com este incrível ser humano numa das suas visitas a Portugal, aquando da primeira (e acho que única) edição do "Fórum BD" em Lisboa. Eu estava a trabalhar lá como voluntário e era eu que andava com ele da sala de convidados para as mesas de autógrafos. Mesmo estando sempre vestido de negro, toda a sua postura e atitude exuberavam uma tranquilidade contagiante. Foi com os livros dele que aprendi a escrever BD em formato guião. Foi com o seu Sandman que descobri que a BD é muito mais do que livros de super-heróis para crianças. Foi com as suas histórias que percebi que a banda-desenhada não era só feita de pequenos diálogos e linhas de acção, podia ser pura literatura visual.
Aprendi muito com ele. E nestes 20 minutos aprendi um pouco mais...

segunda-feira, maio 28, 2012

Heebie-jeebies...


Este universo é cada vez mais apelativo...

quinta-feira, maio 24, 2012

Dry...


De repente tenho uma nova banda preferida. Completamente rendido...
(Tanx, Anão!)

quarta-feira, maio 23, 2012

PUA...

Sim, senhoras, há homens que escrevem livros de 500 páginas sobre como engatar mulheres. E depois há outros que criam fóruns, workshops em vários países, videos no youtube, reality shows na tv e filmes para cinema, tudo com o intuito altruísta de passar o conhecimento aos que ainda não descobriram o seu verdadeiro potencial enquanto pickup artists (artistas do engate). Tudo isto poderia ser machista e repelente, não estivessem estes homens genuinamente preocupados com o supremo bem-estar... das mulheres. Um artista do engate pretende ser primeiramente isso, um artista. Aqui não há lugar a bocas foleiras, atitudes intimidatórias ou mentiras compulsivas. O arte não é enganar, é engatar. E o que se ensina é como engatar uma mulher com respeito e classe. Mas vai além disso. Como diz Mystery, um dos mestres do engate, "isto é muito mais do que conquistar miúdas, é ter capacidade de construir uma vida". Porque todas as nossas relações são de engate, só que muitas não envolvem sexo. Quando nos queremos dar bem com familiares, amigos, colegas de trabalho, a empregada da pastelaria, ou mesmo o homem que vende castanhas, temos de saber o que fazer para estimular e melhorar essas relações, de forma a que a nossa vida e as pessoas que fazem parte dela sejam positivas também para nós.
Mas claro que este livro não vai tão longe. O que importa aqui é mesmo saber como engatar miúdas, porque o grande mistério é mesmo saber o que se passa na cabeça delas e, mais do que homens confusos, existem hordas de homens cheios de medo de se aproximarem de mulheres e serem rejeitados como freaks. A isso se deve o sucesso deste livro e de todas as outras derivações do mesmo.A vantagem aqui é que este livro é escrito por alguém com olhar jornalístico, relativamente neutro e mundano, que olha para tudo de uma perspectiva mais abrangente, levando-nos de fora para dentro e trazendo-nos de volta novamente.
Existem muitos vídeos do autor Neil Strauss (aka Style) a falar da sua experiência enquanto PUA. Todas as personagens do livro são reais e também existem vídeos delas a falar sobre os seus métodos. Quem quiser saber mais, basta escrever "pickup artist" no google e descobrirem um universo quase ao nível do Fight Club...

segunda-feira, maio 21, 2012

Tábua rasa...


Depois de uma tia-avó com Alzheimer, uma avó com Alzheimer. Despassarado como sou, isto não augura nada de bom...
Muitas vezes me perguntam porque quero fazer tantas coisas, com muitas pessoas, em muitos sítios. Primeiro porque não acredito em Deus. Não acreditar em Deus faz-me acreditar que o potencial da vida é viver em vez de se estar à espera de ir para o paraíso depois de bater as botas. Segundo porque não quero ser o António Feio nem aquelas pessoas que "só dão valor à vida" quando estão às portas do cancro. Depois porque experienciar as coisas sozinho faz com que, à medida que a memória vai falhando, fiquemos a duvidar se as coisas realmente aconteceram, se as sonhámos ou se nos contaram e nós só as imaginámos. Partilhar uma experiência com alguém é mais do que a partilha de um momento, é a partilha de uma memória, de uma história e é isso que fortalece os laços entre as pessoas. Para além de tudo isto, ter a experiência da vida é assumir que vivemos uma vez. É assumir que a vida serve para algo mais do que apenas para ajudarmos a destruir o planeta por acharmos que somos mais que os outros seres vivos.
Recentemente um dos meus mentores dissertou sobre um estudo sobre a existência de almas e da sua evolução ao longo dos tempos. Explicou como as almas se manifestam nos corpos para evoluírem. E essa evolução ocorre com as experiências físicas e emocionais de cada corpo. Segundo esse estudo, essa evolução das almas é que tem permitido ao Homem chegar ao nível de desenvolvimento a que chegou, explicando da mesma forma a evolução mais "restrita" dos animais, condicionados pelo seu habitat e pelas suas próprias necessidades e ações. Se uma vaca passa a vida a pastar é normal que não evolua muito. Da mesma forma que o facto de um golfinho ou um macaco terem necessidades e actividades mais complexas definir que a sua evolução é mais notória. Ou seja, as almas supostamente são transferidas de corpo para corpo quando os corpos morrem, ou podem até habitar vários corpos ao mesmo tempo. Isto é uma visão que vai mais de encontro à filosofia budista do que de outra religião qualquer, mas ainda assim não é algo que me faça pensar muito. Não vivo a pensar que estou a educar uma alma ou que estou a contribuir para um mundo melhor. Vivo para que viver valha a pena. Vivo para que este tempo passado de olhos abertos signifique alguma coisa.
 Ver a minha avó a falar com toda a gente como se fosse a primeira vez é assustador mas ao mesmo tempo é inspirador. E a melhor cura para o esquecimento dela é sem dúvida a capacidade das outras pessoas guardarem em si as suas memórias. Da mesma forma, sentirei que a minha vida foi bem vivida se souber que as minhas memórias foram guardadas por pessoas com quem partilhei a minha vida... nem que tenha sido só por um breve momento.

quinta-feira, maio 17, 2012

Referências...


Faz falta ouvir...

quarta-feira, maio 16, 2012

O pianista...


Descobri por acaso que Júlio Resende não é só nome de pintor. Foi também por acaso que descobri que Elisa Rodrigues tem uma voz sublime. E fiquei a gostar ainda mais do que é nosso...

sexta-feira, maio 11, 2012

Enjoy more...


Ouvir ou ler Carl Sagan é "uma experiência de humildade" que supera todas as bíblias, alcorões e outras ficções.

quinta-feira, maio 10, 2012

Mumford & Sons...


Demasiado bons para serem aconselhados a corações fracos...

terça-feira, maio 08, 2012

Velha guarda (imperial)...

(2004 DVD BOX SET)

O Han Solo disparou primeiro.
Os Ewoks não têm olhos digitais.
O Darth Vader tem a voz do James Earl Jones.
O Yoda é real.
Fuck you very much!

quarta-feira, maio 02, 2012

It must be...

O que é passa pela cabeça de um italiano para escrever uma história destas? Não sei. O que é que passa pela cabeça do Sean Penn para aceitar fazê-la? Também não sei. Só sei que é daqueles filmes tão fora do comum que dá vontade de fazer coisas fora do comum. Duas palavras: De culto.

terça-feira, abril 24, 2012

segunda-feira, abril 23, 2012

O que é ser palhaço...?

É muito mais do que fazer rir.
(Slava's Snowshow... pela 3ª vez.)

quinta-feira, abril 19, 2012

Dear John...

Mais do que um livro sobre prostituição, este é um livro sobre relações humanas. Escrito e desenhado por um dos génios maniaco-depressivos da 9ª arte, este livro leva-nos numa viagem intelectual e emocional pelo mundo do sexo pago. Mas nesta viagem o sexo acaba por ficar remetido para as entrelinhas, já que as questões que se colocam abrangem muitos outros temas. Mais do que a relação sexual, este livro evoca o amor, o prazer, o desejo, a política, a cultura, a condição humana e a influência de todas estas nuances na relação das pessoas com o sexo, pago ou não. E levanta questões pertinentes que dão que pensar, principalmente à luz da sociedade atual. Mas por vezes a retórica quer ser tão conclusiva que não deixa espaço para a reflexão do leitor. No entanto, esse exagero é quase sempre compensado com uma auto-análise equilibrada que torna o discurso suficientemente honesto e coerente para ser compreendido e debatido.
 É um livro que começa por falar sobre as primeiras experiências (reais) de um homem que procura ter sexo sem compromisso (mas não tem capacidade - nem paciência - para andar a engatar mulheres) e acaba por se tornar um livro profundo sobre a condição da prostituição nos dias de hoje e a sua relevância na estrutura das sociedades ocidentais.

segunda-feira, abril 16, 2012

Improvável...

É estranho quando uma coisa óbvia deixa de ser óbvia e se torna surpreendente. A suposta mensagem inspiradora deste filme devia ser um cliché e, estranhamente, não é. Qual a originalidade de dizer que alguém que precisa de ter vontade de viver quando tudo parece perdido? Acredito que, neste caso, o que valoriza essa mensagem é o facto de esta ser uma história (inspirada numa história) verídica. E as permissas reais serem dignas de um guião cinematográfico. Um homem que tem tudo mas que não pode usufruir de nada. Um homem que não tem nada mas que deseja usufruir de tudo. O cruzamento destes dois mundos e os benefícios que ambos retiram desse encontro.
O filme é daqueles que vai crescendo há medida que vamos pensando nele. É daqueles que acabamos de ver e dizemos "sim senhor, faz-nos sentir bem, dá-nos esperança e faz-nos ver aquilo que realmente é importante na vida". Mas depois, passado umas horas, já estamos a pensar em cenas metafísicas, tipo "o que moveu aquele homem imóvel foi a "joie de vivre" de um homem que não teria razões nenhumas para sentir prazer em viver". E começamos a questionar a nossa própria condição, quais as razões que nos fariam querer viver numa situação limite, quais os nossos maiores desejos, qual o sorriso que gostariamos de ver se nada mais valesse a pena...
E assim o filme vai crescendo dentro de nós. E é isso que faz um filme ser um bom filme.

quinta-feira, abril 12, 2012

Inadaptados...


Apanhei esta série por acaso. Comecei a gravar os episódios todos. Fiquei mega-fã. No último episódio da primeira temporada levantei-me e bati palmas. É uma série inglesa sobre super-heróis wannabe e feita com baixo orçamento. O humor é dilacerante. A sensualidade é subtil mas provocante. A realização é perfeita. As interpretações são suficientemente más para parecerem pessoas reais em vez de actores. Parece um prato gourmet feito com comida enlatada. Muita bom!

terça-feira, abril 10, 2012

Corto....

Desde pequeno que considero os livros do Corto Maltese como uma versão mais cool do National Geographic. E por muito que eu gostasse que fossem mais do que isso, é apenas isso que continuam a ser. Os livros do Corto ganham pelas primeiras páginas, pela história dentro da história, pela pesquisa, pela percepção que houve ali um interesse em fazer algo que fosse mais do que apenas contar uma aventura de um marinheiro armado ao pintarelho. Só que a fama dos álbuns do Corto é sem dúvida muito superior ao proveito. A poética, a nostalgia e a fantasia que nos vêm à cabeça quando ouvimos falar das histórias do Corto Maltese não se reflete de forma minimamente nas histórias propriamente ditas. Os diálogos sempre foram inconsistentes (ainda mais depois de traduzidos), as sequências sempre foram dignas de sonhos mirambolantes de pessoas alcoolizadas e os enredos nunca tiveram uma finalidade ou um propósito que nos fizessem pensar ou reflectir sobre algo. Onde as histórias do Corto ganham é nas referências históricas, nas frases poéticas ditas por razão nenhuma e pelo marinheiro armado ao pintarelho com as meninas que vai encontrando nas zonas mais inóspitas e recondidas do planeta. Fora isso, é um vazio e uma aleatoriedade que chegam a provocar uma ligeira urticária na planta do pé (isto é um exemplo de uma frasea aleatória que poderia aparecer num diálogo do Corto).
Por muito que goste do personagem (que, reflexo da sua própria casualidade, se tornou famoso por mero acaso, já que começou por ser apenas uma personagem secundária no livro "A Balada do Mar Salgado") não consegui ficar tão fã como gostaria.

sexta-feira, março 30, 2012

A insustentabilidade do ser...


Quarta-feira fui dar uma "palestra" numa empresa. Foi a primeira vez que fiz tal coisa. O nervosismo era muito e as ideias eram ligeiramente obscuras. A ansiedade era enorme e a responsabilidade era ainda maior. Tinha tudo para correr mal.
A apresentação intitulava-se "A Arte da Sustentabilidade". A empresa era de comunicação na área da sustentabilidade. E a intenção era dissertar sobre como a Arte pode ser uma forma de gerirmos a nossa própria sustentabilidade emocional e racional, por permitir quebrar barreiras de uma forma criativa e producente.
Sim, o meu nome do meio é El "Ultra-Ambicioso" Felino...
A conversa implicava também uma parte prática, em que cada uma das pessoas tentaria explorar um dos seus medos, desejos, sonhos, problemas, dúvidas, etc, de uma forma concreta (e quiçá, artística), com uma/numa simples folha de papel. Não me lembro bem como foi que tudo se passou porque aquela meia hora pareceu meio segundo. Só sei que a certa altura vi que aquela ideia maluca que eu tinha tido durante um almoço e tinha rabiscado na base de papel de um tabuleiro, estava a criar o efeito que eu desejava que acontecesse mas que nunca esperaria que realmente acontecesse. A honestidade com que as pessoas se entregaram a esta breve deambulação pelo seu íntimo, fez com algumas delas não conseguissem conter as lágrimas e a emoção. Estarreci. Aquela reação era nova. É muito dificil para mim ver pessoas chorar. Normalmente quando falo em público é para fazer as pessoas sorrir e aquilo baralhou os meus circuitos.
Felizmente tudo acabou bem e depressa. A ver vamos se me vou meter noutra aventura do género.
Quanto à ideia, surgiu-me (talvez por coincidência mas creio que não), numa altura em que andava com vontade de ver o documentário "Lixo Extraordinário". Já muita gente me tinha falado mas ainda não o tinha visto. Foi exactamente quando comecei a desenvolver a ideia para a apresentação que resolvi ver o filme e percebi a relevância do tema e o impacto que ele teve.

Depois de ver, mais do que o documentário, mais do que a parte criativa, mais do que a dura realidade que é mostrada, o que me tocou foi a parte humana. Não o facto de haver pessoas a viver do lixo, mas a parte da "ascenção" dessas pessoas pela via da criação artística. As obras do Vik Muniz não refletem apenas o que se passa na lixeira, elas retiraram da lixeira algumas das pessoas que, de outra forma, não teriam oportunidade de sair de lá ou de sonhar mais alto. A parte que mais me tocou foi quando o artista e a mulher discutiam se deveriam levar os "modelos" dos quadros para assistir ao leilão em Londres, dando-lhes a conhecer um outro mundo, um mundo de sonhos, de possibilidades. Nessa discução, o artista acaba por perguntar: "Mas porque é que haveremos de privar as pessoas de sonharem, mesmo que seja com algo muito difícil de alcançarem?" E essa, para mim, é a questão que define o filme. Tanto para as pessoas que trabalham no lixo, como para o artista que arrisca a vida para passar dois anos numa lixeira e tentar encontrar os sonhos subterrados sob toneladas de pesadelos.
Essa acabou por ser a essência da mensagem que tentei passar na minha apresentação. No entanto, depois de voltar para casa, lembrei-me que me faltou apenas dizer uma coisa: devemos encontrar forma de enfrentar os nossos problemas, mas para os conseguirmos resolver, temos de enfrentar um de cada vez. Da mesma forma que em "A Arte da Guerra" Sun Tsu diz que um túnel é a melhor forma de transformar um batalhão numa fila de pessoas únicas, também os nossos problemas devem ser eliminados um a um. Caso contrário, corremos o risco de entrar numa guerra que acabaremos por nunca vencer...

quinta-feira, março 29, 2012

A Arte do Silêncio...

Quanto a mim, este filme mereceu todos os prémios que ganhou por uma simples razão: foi uma lufada de ar fresco no cinema actual. A coragem de quem fez, produziu e apostou neste filme, nos dias de hoje, mereceu ser recompensada da forma que foi. E se eu gosto de ideias loucas que desafiam o status quo, esta foi a pastilha no fundo do Epá.

segunda-feira, março 26, 2012

Moebius 1938-2012...


Ubik moebius-miyazaki 2005 por pixeltoo

O homem que se fez BD, das Américas ao Oriente, da realidade às utopias. O génio que integrou as artes visuais umas nas outras e deu origem a novos mundos, de sonhos e mistérios, abrindo as janelas da fantasia e da imaginação para além do imaginário. Ficam a obra e o legado, que definem um marco indubitável na história da criatividade.

sexta-feira, março 23, 2012

"Portugais"...

Antes de mais, este livro é um daqueles calhamaços que não se conseguem ler deitado na cama porque vamos ficando com os braços dormentes. Pedi para me oferecerem porque, de há uns tempos para cá, tenho tido um crescente interesse em compreender melhor o meu país, seja visto de dentro, seja visto de fora. Neste caso, Portugal é visto por um filho de emigrantes, artista de BD, que guarda no seu imaginário as memórias e as estórias da sua família e que regressa às suas origens para descobrir um pouco mais do seu passado. E claro, tal como nós achamos que os outros países são sempre melhores, aqui Portugal é também retratado de uma forma quase idílica, até mesmo exótica, que certamente inspirará muitos franceses. Afinal não somos só nós a dizer bem dos outros. A diferença é que os outros também dizem bem deles próprios e os portugueses não.
Li na língua original e confesso que foi difícil. Já não lia um livro em francês há muito tempo. Mas a piada de ler o livro na versão original é que o livro tem personagens que falam em francês e outras que falam em português, o que reforça a comicidade dos diálogos e as conversas trocadas, com sentidos perdidos.
O livro tem piada mas é um bocado seca. O percurso do personagem dá umas voltas que podiam ser resumidas, mas ainda assim lê-se bem. O melhor do livro são mesmo os desenhos. Esses valem a pena, da primeira à última página.

quinta-feira, março 22, 2012

Homens e mulheres...

Gosto de traduções de títulos que tentam explicar as estórias. Gosto porque é estúpido e é às vezes ser estúpido é cool. Por isso, para quem andou à procura do filme "a rapariga com a tatuagem de dragão" deve ter tripado quando encontrou "os homens que odeiam as mulheres". Estou ansiosamente a aguardar uma tradução de um título que seja "E ela morre no fim".
Tal como há homens que odeiam as mulheres, há o contrário e o vice-versa. Mas não é disso que trata este filme.
Este filme trata do frio. Da frieza humana. E a frieza humana está espelhada na própria Natureza. E isso é interessante. Intensifica a mensagem, o contexto, os personagens e o enredo.
Este é daqueles filmes que é quase bom e, por essa razão, deixa-nos a pensar que o livro que deu origem ao sururu deve ser ainda melhor.
Mas o que me lixou mesmo foi "os homens que odeiam os gatos". Era preciso esquartejar o felino. Não haveria outra forma de dizer que "a curiosidade matou o gato"? Se calhar não...
Nota final: a chavala desconhecida vai muita bem.

quarta-feira, março 21, 2012

Brat...

Foi um choque ler este livro. Mesmo depois de já ter lido os "Watchmen", o "V for Vendeta", o "Dark Knight Returns", o "300" e mesmo os recentes "Boys" e todos os livros que demonizam e canabalizam os super-heróis, não consegui ficar imune a esta obra de culto dos anos 90, da qual nunca tinha ouvido falar. Ainda assim, ela reflete um bocado daquilo que foram aos anos 90, uma época de desilusão, de desapontamento e de algum desinteresse pela vida, pela fantasia, pelo imaginário. Isso pode-se comprovar na cultura, quer pelo tipo de literatura como pelos géneros de música que surgiram, e até mesmo pela forma como as pessoas se vestiam. Não houve nada que marcasse os anos noventa de uma forma tão entusiástica como se viu nos anos 60, 70 e 80. Os anos 90 foram a época do ecletismo, onde não houve um estilo, uma estética, uma identidade. Foi mais o culminar de um século cheio de coisas positivas mas também muito negativas e, por isso, talvez não houvesse nada que inspirasse as pessoas, a não ser a ansiedade da chegada do novo milénio.
Neste livro, os super-heróis, mais precisamente os sidekicks, são retatados da forma mais crua e cruel que alguma vez vi, mesmo comparando com as histórias mais rebuscadas de um Garth Ennis ou de um Wallen Ellis. Nada me tinha preparado para isto. E ainda bem! De ler e... tomar um Alka-Seltzer no fim.
Mais info aqui!

terça-feira, março 20, 2012

segunda-feira, março 19, 2012

On the other side...

Back to work after one month absence, half-year daughter's birthday and first Father's Day from the other side...

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Not like a boss...

Funny, but not hilarious.
(Cine XXI, 8ª sessão)

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

What is love?...


Para quem me conhece sabe que a demência é um tema que me é especial. Para mim, não há maior estado de lucidez do que a demência. Perdemo-nos da lógica imposta e criamos a nossa própria. Libertamo-nos da realidade e somos absorvidos pelas nossas fantasias. E essa é talvez a única grande definição de amor. O amor e a loucura têm de andar de mãos dadas. Amar conscientemente, por razões racionais, por definição, por lógica, não pode ser amar. É, no máximo, saber apreciar. Saber porque se gosta é fechar um sentimento num sentido. É restringir uma emoção numa justificação. É sermos racionais e não emocionais. Porque a emoção não tem sentido, não tem limites, não tem fronteiras, não tem lógica, não tem regras, não segue dogmas, não se domina, não se define. Uma emoção é a demência pela qual o nosso coração anseia. Uma razão é aquilo com que o nosso cérebro nos domina. E por sermos racionais, o cérebro quase sempre prevalece, remetendo amiúde a demência para os recantos mais distantes da nossa inconsciência.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Oh...


Yes, it is.
(Cinea XXI, 7ª sessão)

sexta-feira, janeiro 27, 2012

É dela...


Não sei quem são os c****, filhos da p*** que andam a fazer mal a esta senhora... mas por favor continuem.
Damn!

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Segredos vs mistérios...

"Os homens têm segredos mas não têm mistérios..."
Fui ver este filme porque acabei de ler este livro. A curiosidade estava inflamada e, como se diz, o saber não ocupa lugar. Foi importante ler o livro antes de ver o filme (apesar de não haver ligação intrínseca entre eles), porque ajudou-me a perceber melhor o contexto social e temporal. Ambos remetem para o fim do século XIX, um em Portugal, outro em França, apesar do livro também mencionar a contemporaneidade parisiense.
Apesar de ser bom, "L'Apollonide - Memórias de um Bordel" podia muito bem ter menos 1 hora. O título em português é enganador, no sentido em que esta história é pura ficção e não baseada em memórias. Escrito pelo realizador Bertrand Bonello (que já fez vários filmes sobre a temática do sexo e da pornografia), ele descreve-o da seguinte forma: "Em geral, os pintores e escritores desta época vão aos bordéis e dão o ponto de vista masculino sobre as prostitutas, mas o que me interessava era o olhar das mulheres sobre os homens que as visitavam. Quis mostrar a decadência, o inelutável fim desse mundo". E é sem dúvida essa a mais-valia do filme. Com alguns toques capazes de fazer David Lynch ter ligeiras intumescência, o filme ganha pelo bom gosto das cenas, pela banda sonora (do século XX, descontextualizada, como já tinha sido testado pela Sofia Coppola em "Marie Antoinette"), pelos diálogos e surpreende pela história, por vezes serena, outras vezes assaz chocante. Daqueles filmes que não se voltam a ver, mas são dignos de se ver pelo menos uma vez.
in "Os bons velhos tempos da prostituição em Portugal", Alfredo Amorim Pessoa, 1887

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Trono...

Não sei se quando deram o nome "Watch the throne" a este álbum, Jay Z e Kanye West sabiam que, em português, "trono" é muitas vezes o nome atribuído à sanita. Se sabiam, foi bem jogado, porque este é pedaço de cocó mais bem embrulhado de sempre...

terça-feira, janeiro 24, 2012

segunda-feira, janeiro 23, 2012

O silêncio da vitória...

Tal como o desporto ao qual se refere, Moneyball é uma seca do caraças. Faltou-lhe as cheerleaders.
Eu sei que as histórias reais não dão muito espaço de manobra, mas num filme sobre baseball onde a personagem principal é a estatística, é preciso ser-se muito ambicioso para pensar que será um filme para ver sem palitos nos olhos. No entanto, o "Pitas" até aguenta o ritmo da coisa e consegui ver o filme até à 1h30 da manhã sem adormecer.
Mas estes filmes dão que pensar. Não pelo tema, não pela marca, mas pela intenção. São filmes destes que permitem a posteridade de pessoas, de equipas, de feitos. São filmes como estes que dão a conhecer ao mundo e ao grande público (apesar da veraciade duvidosa dos detalhes) pessoas e acontecimentos que marcam um país, uma geração, um povo, um clube, um indivíduo, dando-lhes visibilidade e, mais do que um lugar na história, um lugar na memória de quem vê. Eu nunca teria tido conhecimento da existência de Billy Bean se não fosse por este filme. E também não me interessaria por saber, certamente. Mas é assim que um país se orgulha dos seus, e é assim que uma indústria prospera. E em Portugal, quem são os nossos?...
(Cine-estúdio Mário Cesariny, Sessão Especial)

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Been there...


Sempre tive um problema com videos aspiracionais (não como este, que é simplesmente um dos melhores videoclips de Verão de todos os tempos!). Refiro-me àqueles anúncios da marcas de telemóveis, refrigerantes e afins. Estando eu há muito tempo ligado à comunicação e publicidade, podia até perceber a lógica e a hiperbolização destes anúncios cheios de jovens a "aproveitar a vida ao máximo" e não dar importância. Mas o que é certo é que dou e gosto de dar. Nunca consegui ficar indiferente. Por isso, tento sempre viver a vida de uma forma que me permita olhar para estes anúncios e dizer: "Been there, done that". Obviamente não faço isso por causa dos anúncios, mas sim porque acredito que se deve realmente viver a vida em todo o seu esplendor, para que possamos um dia olhar para trás e pensar: "Valeu a pena".
E, por enquanto, tenho conseguido estar um passo à frente dos anúncios...
And by the way, ultrapassando o já batido "Post Break Up Sex", os Vaccines têm grandes canções.

terça-feira, janeiro 17, 2012

segunda-feira, janeiro 16, 2012

À parte da viagem a Delft e dos lábios da Scarlett... nada a assinalar.
(Cine XXI, 6ª Sessão)

sexta-feira, janeiro 13, 2012

quarta-feira, janeiro 11, 2012

terça-feira, janeiro 10, 2012

Over the rainbow...


A música que actualmente me leva para lá...

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Tartarugas...

Simplesmente apaixonante...
(Cine XXI, 5ª sessão)

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Cabeceira...

Encontrei-o numa feira de livros em Algés. O título fez-me sorrir. "Os bons velhos tempos..." :) Comprei-o porque era uma pechincha. Pelo folhear dos capítulos, percebi que era um estudo feito sobre as relações amorosas (sim, relações amorosas vs protituição) desde o princípio da civilização lusitana, mesmo antes dos lusitanos povoarem as terras que actualmente definem o continente português. E ao ler a contra capa, percebi que as questões colocadas pelo autor perspectivavam a prostiuição de uma forma muito peculiar.
Agora a parte engraçada: O livro foi escrito em 1887 pelo desconhecido Alfredo Amorim Pessoa, um suposto historiador que baseaou a sua análise nas obras de outros historiadores. No entanto, esta obra foi reeditada em 1976 por Manuel João Gomes, que esquartejou brutalmente a obra original e acrescentou anotações no fim de cada capítulo. Ora, a obra, por muito interessante que seja, acaba por perder muita da sua relevância porque o editor do século XX, capítulo a capítulo, passa a vida a dar na cabeça do autor do século XIX e a dizer que o primeiro é incoerente e mal informado, sempre com o tipo de observações de um homem acabado de sair do 25 de Abril. É engraçado e confuso ao mesmo tempo, porque metade do que estivemos a ler durante o capítulo é desmentido nas anotações finais. Nunca tinha lido um livro assim. E para compor o ramalhete, nesta edição de 2006, o editor do século XXI diverte-se a dizer que o anterior editor e o autor têm ambos visões muito marcadas pelo contexto social em que se inseriam, perdendo assim alguma da sua imparcialidade histórica.
Ou seja, é um livro que não se recomenda a niguém, mas que, aqui e ali, revela informações que explicam a forma como entendemos ainda hoje a prostituição e/ou as relações "clandestinas" e a sua marca indelével na organização e evolução das sociedades e das pessoas/intituições que as compõem.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Omedetou....

Parabéns ao mestre! Biografia aqui!

terça-feira, janeiro 03, 2012

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Summer love...

O que dizer deste filme?...
Antes de mais, props só por estes 20 segundos iniciais.
Genial. Logo isto marca todo o ambiente do filme. É uma obra ficcional que se baseia claramente numa vivência real e que foi escrita por um gajo ressaimado mas com grande sentido de humor. Só por aqui sabemos que o personagem principal vai passar por algo que o vai deixar muito, mas muito f&%#$ com a vida.
A estória é contada com narrador (o que reforça a ideia de ficção ultra-ficcionalizada) e com elipses de trás para a frente que, por vezes, baralham um bocado, mas que acabam por ajudar ao ritmo da comédia ligeira.
São as referências culturais e as opções de realização que tornam este filme num filme de culto, mas é a estória em si que o torna memorável e que coloca as principais questões... ah, e a Zooey Deschanel! Damn!
Em termos de realização, existem opções muito boas, como a divisão da mesma cena entre a expectativa e a realidade; as imagens semelhantes que são analisadas com emoções diferentes; a ligação entre a animação 2D e a realidade; a apresentação da personagem feminina à la Amelie Poulain (mas sem ser demasiado colado); a luminosidade enquanto materialização das emoções; e a cena "caseira" filmada no IKEA (será que foi aí que se inspiraram estes malucos?)
Quanto à estória, tal como diz no início, é o básico "boy meets girl" mas, nessa base, tudo o resto é a subversão de um conto de fadas. E a piada é mesmo essa. Dando a abébia que o final é o que é porque foi assim na realidade, em termos de narrativa cinematográfica deixa um bocado a desejar. Há ali incongruências e questões pendentes que não são suficientemente exploradas, o que acaba por fragilizar as personagens. Mas isto são merdas de quem vê muitos filmes, porque é sabido que a realidade é tudo menos coerente.
Deixo só a minha opinião de que, neste cartaz, quem devia estar a inclinar-se sobre ele era ela. Bitch! :)
(Cine XXI, 4ª sessão)