Quarta-feira, Fevereiro 10, 2010

Singelo...

Cada vez gosto mais de coisas singelas.
Esta letra é uma delas.

Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Antichrist invictus...


A Mulher é a antítese de Cristo. Graças a Deus.
Lars Von Trier é a antítese da complacência. Graças ao senhor.

O senhor Nelson Mandela é o apogeu da complacência. Graças ao arco-íris.
Invictus é o apogeu da insipiência. Graças ao Clint.

Tanto no sexo blasfémico, como no desporto filantrópico... já vi melhor.

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

Women on top...

Ainda estou com as pupilas dilatadas depois de ler a reportagem da revista "Sábado" de Dezembro 2009 (sim, guardo-as) sobre "Mulheres que pagam para ter sexo". Tal como em todos os temas que se relacionam com sexualidade, a emancipação feminina está a revelar algo que os homens nunca esperaram: elas conseguem legitimar, com uma argumentação magistral, algo que, até hoje, tinha sido violentamente ostracizado nos homens por elas próprias. Subitamente, pagar os serviços de um acompanhante é perfeitamente legítimo porque não se está a pagar directamente o sexo. Ou seja, o sexo está implícito mas não é explícito. Primeiro porque se denomina "acompanhante" e não "prostituto" (isso é só para os gays), depois porque se contrata um acompanhante para momentos lúdicos e, se o sexo acontecer, "é grátis". Sem dúvida que homens de todo o mundo, que fazem isto há séculos, perguntar-se-ão: "porque é que nunca pensámos nisto?"
E estas mulheres não são pessoas solitárias, carentes, desinteressantes ou feias, são mulheres de sucesso, com cargos importantes, bonitas, algumas casadas, algumas com filhos e muitas delas apenas com vontade de ter bom sexo "sem perder tempo com jogos e protocolos".
Foi quando li esta interessante explicação que me lembrei de dois conceitos que, subtilmente, explanam de forma bastante acertiva a principal diferença entre homens e mulheres.
Uma das frases vi num filme...

...a outra num anúncio.

Longa vida à dança dos sexos!

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

Improv... improve...

Durante vários anos, quando me projectava num futuro idílico, via-me como um actor. De comédia, sem dúvida. Por esta altura, se o meu sonho tivesse tomado proporções reais, estaria na fase em que já andaria com aquela petulância de, depois de fazer rir o grande público, querer tornar-me um actor sério, "a sério", como todos os actores de comédia portugueses.
Fui tendo algumas experiências em teatro. Primeiro como aprendiz de teatro "a sério", depois em núcleos de teatro amador e finalmente como participante em concursos de teatro/comédia de improvisação. Esta última aventura levou-me a dois sítios. Primeiro a Roma, quando ganhei um dos concursos, e depois a trabalhar com os Commedia a la Carte e a perceber que, na verdade, um actor não tem forma, tem apenas função. E a minha função, no caso de poder ter alguma, seria actor de improvisação. No circo seria o trapezista sem rede, na política seria o deputado sem texto, na televisão seria o apresentador de directos, num jantar de gala seria o gajo sem calças. Não seria actor de método, estudioso, compenetrado, com superstições, com truques ou com manhas. Seria um actor do desenrascanço, à antiga portuguesa. Porque só o improvável, o caos, o momentâneo daria espaço para o expressionismo absoluto, para o absurdo, para a criatividade pura e dura.
Vai daí, há uns dias fui ver isto ao vivo (com a participação do meu bom amigo Mário Bomba):

Num infeliz volte-face, chamaram-me ao palco para participar numa das improvisações dos Improváveis e o caruncho lá voltou a roer.
Damn it...

Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

E à sexta, foi de vez...

Deixei de usar relógio por razões de segurança. Das últimas 2 vezes que fui assaltado, a pergunta que fizeram para me abordar foi: "Tens horas?" E eu, puto fixe, dizia que sim, olhava para o relógio, desviava a atenção e, de repente, já tinha um grupo à minha volta, numa das últimas vezes com uma faca apontada à barriga.
Deixei de usar relógio. Assim como deixei de usar bonés, ténis de marca, roupa de marca, ou qualquer outra coisa que chamasse a atenção, o que resultou num melhoramento substancial do meu estilo próprio e afastou qualquer tipo de interesse por parte de meliantes, já que toda a gente sabe que eles são, na verdade, uns betinhos de merda. Deixei até de andar com dinheiro nos bolsos e qualquer coisa que ostentasse algum valor.
Depurei-me de tantos acessórios que, a última vez que fui abordado, perguntaram-me: "Tens horas?". Eu: "Não". Ele: "Tens trocos?". Eu: "Não." Ele: "Fdx, também não tens nada." E eu senti-me feliz por não ter nada.
Lições de vida.
Vai daí, passados quase 10 anos desde o último evento social com bandidos, voltei a considerar ter um relógio. No entanto, olhando à minha volta, vejo as horas no telemóvel, no rádio do carro, no computador, no leitor de DVD (sim, sei acertar esses relógios), no relógio do quarto, da cozinha e até na casa de banho. Perguntei-me: para quê ter mais um relógio?
A resposta tinha de ser de outro mundo (e chegou hoje às minhas mãos):


A mais valia de ter um relógio no pulso é que não seja apenas um relógio.
Sim, sou geek, and proud of it!

Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

Só porque hoje é quinta...

Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

Só porque hoje é quarta...