terça-feira, junho 08, 2010

Entra(nha-se)...


Depois de muitos murros e biqueiradas, precisava urgentemente de mimos no estômago. Em desespero de causa, decidi experimentar algo que me tinha sido proposto há algum tempo por um bom amigo. Um restaurante, acabado de abrir na Rua do Açúcar, daqueles que parecem ser uma casa de amigos que conhecemos desde pequenos.
O restaurante Entra é bom ao pormenor. É esta a minha apreciação.
Desde o letreiro da entrada à descrição dos pratos, tudo dá vontade de comer, primeiro com os olhos e depois com a mente. Desde que pomos o pé dentro daquela antiga tasca, requalificada como monumento ao bem-estar e à boa mesa, sentimos que estamos em família, mas sem aquele tratamento estilo restaurante hippie em que vale tudo. Aqui há simpatia, educação, atenção e requinte q.b. (sem ser preciso dez copos e vinte talheres para duas pessoas). É um restaurante, acima de tudo, de bom gosto, desde a imagem até à comida (que é o que realmente interessa).
A ementa é para se ler e reler. As descrições dos pratos abrem-nos o sorriso e o apetite em simultâneo. A escolha é variada, sem ser demasiado extensa. Mesmo assim, foi difícil. Eu comi a Anita no Campo (!) e devo dizer que ela sabe mesmo colher os melhores cogumelos para conjugar num risotto de sonhos e fantasias. A minha parceira de crítica gastronómica comeu um "hamburguer como deve ser" e ficou a perceber a diferença entre as vacas a sério e as da pradaria do tio Mcdonald.
Eu acompanhei o meu prato com um copo de Quinta das Moças 2006 tinto, enquanto ela bebeu um chá gelado à moda da casa. Dois néctares dos deuses.
Para terminar, dividimos um "Ai Jesus", um bolo de chocolate com gelado de baunilha e molho de lima. Foi de bradar aos céus.
Depois destes carinhos gustativos, ainda tivemos oportunidade de estar à palheta com os donos do estaminé, tendo o chefe da cozinha a amabilidade de vir cumprimentar as pessoas à mesa, à antiga portuguesa. Se ele não viesse, tinha eu ido à cozinha agradecer-lhe a forma como ele compensou estes meus últimos dias.
Eu sei que um homem se conquista pelo estômago, mas isto foi ridículo.
Tenho a sensação que este vai passar a ser o meu refúgio de culto. Se algum dia não souberem de mim, devo estar por aqui...

4 comentários:

Mara disse...

Olha, conheço bem o gajo que fez e colocou os letreiros entre muitas outras peças que encontras lá dentro ;o) Já tive o prazer de lá ir duas vezes e confirmo que o "Ai Jesus" é mais um "Ui ca bom!!!" :o) E as sangrias, Rui, as sangrias, não estivesse eu grávida e não sei se dava com a porta da saída (foram só 2 golinhos em cada copo...). Ainda bem que gostaram :o)
Brijufas!

José Sena Goulão disse...

Epa´... fiquei a babar agora :) Fica combinado para quando voltar para lx? Abraço companheiro

J. disse...

Felino: delicioso. como sempre :-)

J. disse...

Felino: delicioso. como sempre :-)